30 de abril de 2012

Mulher, esse bicho estranho

Ontem à noite apanhei um programa sobre o Alta Definição, a propósito de mais um prémio.

Lá pelo meio do apanhado de melhores momentos, houve um (vários) em particular que me chamaram a atenção.

Na entrevista com o Miguel Sousa Tavares, ele comenta que um amigo dele costumava dizer que as mulher são o único ser que "quando está bem, muda-se!"...

Aquele carapuço serviu-me na perfeição!


Teatro

Às vezes esqueço-me do prazer que tive quando participei num workshop de teatro e do nervoso miudinho de encarnar uma personagem tão díspar de mim mesma, diante de uma pequenina plateia.
No entanto, tenho é saudades de ir assistir a uma boa peça de teatro...




28 de abril de 2012

Falipices #13

Nas raras vezes em que aceita espontaneamente a indicação de que deve arrumar os brinquedos todos que espalhou pelo tapete e chão da sala, fico pasmada com duas coisas:

- a perfeita concentração com que o faz e o cuidado extremo em colocar tudo ordenado no sítio de onde retirou

- a forma como põe a ponta da língua de fora, ao canto da boca, em sinal de esforço, tal como eu sempre fiz e tal como sempre vi o meu pai fazer quando estava concentrado numa tarefa.

27 de abril de 2012

Colorido

Para contrastar com o cinzento destes dias chuvosos...







Shoe dilema


Sim, preciso!
Não por uma questão de moda ou de vício na compra de sapatos, essa eterna perdição da classe feminina.
Digo "preciso" porque os sapatos que tenho para esta meia estação estão a dar as últimas... (2 pares – sim, podem começar a apedrejar-me os que acham que ter dois é muito bom e que-há-muita-gente-pelo-mundo-que-nem-um-par-tem...) uns estão todos escavacados, outros rebentaram as costuras e abriram a boca e mais parecem um bicho esfomeado.
As minhas botas de inverno estão todas descanastradas depois de 4 invernos a serem usadas intensivamente...
Sempre fui esquisita a comprar calçado... por norma detesto dar muito dinheiro por um par de sapatos, principalmente porque a ideia de gastar dinheiro numa coisa que vai andar no chão a sujar-se em tudo quanto é porcaria, faz-me recuar perante um preço exorbitante.
É claro que gosto de andar bem calçada, mas se posso fazê-lo por 40/50€ em vez de 100€, porque não?!
Também procuro escolher sapatos em que a relação preço qualidade esteja ajustada. Sou cuidadosa a escolher, e não me tenho dado muito mal, tendo em conta que a grande maioria dos meus sapatos dura pelo menos três "épocas".
Por vezes lá me "apaixono" por uns sapatos e não descanso enquanto não os compro. Quando se estragam ou estafam fico mesmo triste e até mesmo desorientada, porque a tentação de tentar encontrar uns que sejam em quase tudo semelhantes é enorme. O que torna a escolha duns novos para os substituir ainda mais difícil e complicada.
Outro critério de escolha que orienta a minha compra de sapatos é o conforto. Detesto mesmo gastar dinheiro em sapatos que depois vão ser verdadeiros objectos de tortura para os meus pés e para a minha coluna... e aqui reside a maior dificuldade que tenho tido em encontrar sapatos que cumpram o critério.
Ou acabo por comprar sempre sapatos rasos e ou então, se pretendo comprar uns sapatos com salto, é o cabo dos trabalhos, porque nos dias que correm as sapatarias pululam em sapatos totalmente rasos ou uns verdadeiros escadotes com saltos de 10 ou 12 cms, que eu me recuso a usar, porque o mais certo seria passar metade o dia a tentar equilibrar-me em cima deles, para não cair uns valentes trambolhões. Não é muito fácil encontrar sapatos no meio termo, pelo menos nas minhas bandas...
A frustração que segue a uma visita a uma sapataria é coisa que me dissuade de entrar noutra durante pelo menos uma semana. Apetece-me dizer palavrões e impropérios e perguntar aos criadores e designers de sapatos se só sabem fazer calcantes com saltos alucinantes!?
Nas raras vezes que encontro sapatos com um salto médio, a frustração acaba por ser outra... é que se eu quisesse usar sapatos iguais aos da minha tia-avó de 80 anos, não ia à procura numa sapataria, ia antes a uma loja de calçado ortopédico ou a uma farmácia.
Durante os anos em que trabalhei na construção civil, estes dilemas foram mais ou menos relegados para segundo plano, visto que durante 3 ou 4 anos não foi preciso adquirir mais sapatos, já que o calçado de "eleição" era a bota de biqueira de aço e não a sandaloca para andar a chinelar... ou a bota de cano alto a condizer com a saia curta. Os que se foram "reformando" nesses anos, não foram substituídos por outros e a minha sapateira foi-se esvaziando progressivamente.
Agora que o ambiente laboral é outro e traz consigo algumas "exigências" de indumentária (há um espelho enorme à entrada do local de trabalho com uma frase por cima a lembrar que a minha imagem contribui para a imagem da empresa!), a preocupação em não andar com sapatos esmifrados começou a aumentar...
Irra, que cada vez detesto mais precisar de comprar sapatos!

Sim, podem achar-me uma fútil! Estejam à vontade...

26 de abril de 2012

Selos


Como sempre, sou uma atrasada nesta andanças de publicar os selos que tão gentilmente me oferecem, como é o caso deste, oferecido pela t. e pela Anita.; a quem desde já envio o meu obrigada!!!

Ora diz no "regulamento" de atribuição do selo, que tenho que cumprir quatro deveres, a saber:
1. escolher cinco blogues recentes com menos de duzentos seguidores para atribuir este selo ; - este vou passar...
2. mostrar o agradecimento a quem atribuiu o selo fazendo um link para o seu blog - já está ali em cima!
3. colocar o selo no blogue. listar os bloggers a quem se atribui o prémio com os seus links. deixar comentário nos seus blogues para que tenham conhecimento do selo;
- mais um que vou passar...
4. partilhar cinco factos aleatórios acerca da nossa pessoa que as pessoas não sabem ainda. - já de seguida!
factos aleatórios sobre mim:
1. ganhei uma medalha de 1.º lugar de equipas no corta-mato regional, quando andava no desporto escolar;
2. sou viciada na televisão (ultimamente não tanto como em outros tempos...);
3. acho que o golfe é um desporto meio parvo;
4. detesto mesmo ser criticada... (levo algumas críticas mesmo a peito...);
5. chumbei duas vezes no exame de condução, por coisas absolutamente estúpidas e mínimas...

25 de abril de 2012

O dia da liberdade

Não vivi nos tempos da ditadura, por isso não sei como foi...
Os meus pais viveram mais de metade das suas vidas durante o regime salazarista, mas o meu pai costumava dizer que nas zonas mais "interiores" o jugo do autoritarismo não se sentia tanto.
Mas sentia-se a miséria e, em muitas casas a escassez e mesmo a fome, um pouco o que sucedia na casa dos meus avós paternos. Na casa dos avós maternos havia mais abundância porque eram pessoas ditas ricas e os campos sempre deram frutos suficientes.
Os meus pais falavam pouco dos tempos do fascismo e nunca houve grande comemoração em torno do 25 de Abril e do que isso trouxe.
Na escola, nunca aprendi propriamente os factos históricos da revolução como aconteceu com outras épocas históricas, isto porque quando o ano lectivo estava prestes a terminar era quando finalmente abríamos o capítulo do manual de história relativo à história contemporânea de Portugal. Talvez por isso, tenha dificuldade em acertar factos e personalidades dos tempos de ditadura... 
Quando se falava da ditadura e do fascismo em casa, eu ia registando o que meus pais iam dizendo e somando tudo isso, cada dia posso concluir mais firmemente que teria sido muito infeliz se tivesse vivido nesse tempo.
Num tempo em que havia censura, em que não tínhamos liberdade de dizer o que pensávamos, especialmente se isso contrariasse os princípios do regime. 
Num tempo em que não haviam eleições e ninguém era livre de votar ou se pronunciar sobre os destinos da nação...
Num tempo em que a mulher perfeita era invariavelmente a que era submissa e se subjugava à vontade do pai, do irmão ou do marido.
Num tempo em que às mulheres era vedado o uso de calças em público, entre outras coisas...
Nos tempos em que cá se passava fome, porque as colheitas da terra eram obrigatoriamente entregues ao Estado Novo, para ser despachado para o "esforço de guerra", o sabão, o açúcar e o sal eram racionados ou então apenas adquiridos com muito risco no mercado negro.
Num tempo em que quem tivesse um vizinho mais invejoso e pejado de malícia poderia facilmente ser denunciado à PIDE e eram levados sem apelo nem agravo para o posto/esquadra ou para a prisão e poderiam ser torturados sem que houvesse acusação formal, por tempo indeterminado...
Num tempo em que quem tinha convicções políticas diferentes das do regime era torturado ou forçado a emigrar ou a viver clandestinamente... isto quando não eram exilados e obrigados a viver longe da sua família.
Num tempo em que jovens rapazes, na flor da sua juventude acabada de entrar na maioridade, eram despachados para a guerra colonial, para combater nem sabiam bem o quê ou em nome de quem...

Se hoje se vive em liberdade e em democracia, como era o objectivo dos Capitães de Abril? 
Isso depende do que se entende por democracia, que a meu ver está cada dia mais decadente, moribunda e em algumas áreas mesmo putrefacta...
Mas ao menos pode dizer-se que se vive em liberdade, mesmo que relativa, porque podemos falar aberta e livremente sobre o que pensamos, a nível social e político, sem medos, sem receios de sermos recolhidos por qualquer força policial para sermos sovados enquanto lhes aprouver...
Porque hoje a mulher foi conquistando um papel cada vez mais significativo em vários quadrantes deste nosso país desorientado e mal governado... e eu sei do que falo, porque afinal das contas trabalhei oito anos num mundo eminentemente masculino e onde dificilmente uma mulher entraria, quanto mais para trabalhar.
Por todos estes factos, posso dizer que cada vez mais encontro significado e valorizo mais a revolução que ocorreu em 25 de Abril de 1974. 
Mas ainda há um longo caminho a percorrer neste país à beira mar plantado, especialmente no que diz respeito à educação cívica e à responsabilização política dos nossos gestores e governantes.

Além disso, valorizo a liberdade um pouco também porque posso usar saias apenas e só quando me apetecer!

24 de abril de 2012

Impermanências

tirada daqui

Num minuto, quero escrever... escrever!! Redigir testamentos para desaguar os pensamentos avulsos que me percorrem as conexões microscópicas do cérebro, provocando-me um cansaço tenebroso e pesado, que me domina e envelhece.
No minuto seguinte, apenas quero embrulhar-me numa solidão silenciosa e não registar nada do que me invade, verbal, física ou virtualmente.

Num minuto, quero gritar a pleno pulmão para extravasar as minhas dúvidas existenciais, como forma de as exorcizar e assim encontrar um caminho menos tortuoso, para algo que não sei bem o que é ou que pretendo que seja.
No momento seguinte, apenas quero remeter-me ao anonimato voluntário, de quem não tem vontade de  expor as sombras que lhe assaltam o espírito.

Num instante sou resoluta, decidida e optimista, domino a arte de apreciar cada minuto como se fosse o último e tão somente desfrutar das alegrias que a vida encerra.
No instante seguinte, deixo de ter forças e esbate-se aquela gana que me impede de me enredar em inúmeras preocupações que vão enchendo um "copo" já quase cheio...

Num minuto, sei plenamente quem sou, sei de cor o caminho que percorri, aproveito o presente com um olho sempre posto no horizonte, expectante diante das mil possibilidades que a vida me trará.
No minuto seguinte, arrasto pesadamente o meu corpo e espírito e afundo-me na convicção de estou num pantanal lamacento que me agarra e não me deixa progredir, como se não valesse a pena seguir daí para outro lado.

Eis quando chego àquele instante em que tudo isto deixa de fazer sentido e não me perco mais tempo e energia nos labirintos da alma, qual rato de laboratório tentando chegar ao queijo... 
Porque é pura perda de tempo!

Mato esteva

Só agora parece ter começado a despontar...


E eu gosto das encostas matizadas com estas cores!

23 de abril de 2012

Imposto ao ar puro

De que mais impostos se vão lembrar?!


Sinceramente, acho que isto já chega a ser abuso... gostava de saber se os proprietários de terrenos inseridos nestes parques vão ver a cor do dinheiro cobrado nestas taxas, ou mesmo para que servirá este dinheiro deste imposto. Para promover a reflorestação?! Para promover a preservação de espécies autóctones de fauna e flora?!

Como se lê algures neste artigo, cobrar taxas de visitação a este tipo de espaços é "afastar as pessoas da serra e convidá-las a fazer caminhadas nos shoppings" - atenção que nada tenho contra isso ou contra quem aprecia! Cada um passeia onde mais gosta!

Já bem basta o despotismo com que as entidades gestoras "governam" nas zonas abrangidas por Parques Naturais, Redes Natura e afins, em que o proprietário acaba por ser meramente alguém que paga o IMI e com nenhuma margem de decisão sobre o que fazer com o terreno.

Isto porque se quiser tomar medidas de preservação, como promover a adequada limpeza para prevenção de incêndios, tem que pedir autorização aos "Srs. do Parque" e consequentemente pagar só pelo pedido, havendo ainda a possibilidade de isso lhe ser recusado.

Não sou contra a preservação e conservação da natureza e da beleza natural das nossas serras, falésias e espaços verdes. Mas sou contra esta forma de gerir espaços, com completo desrespeito pelos proprietários e por quem aprecia visitar estes espaços e sabe cuidar deles enquanto os visita.

20 de abril de 2012

Descontrair

O fim de semana está quase aí, e isso por si só, põe-me bem disposta!
Ouvir esta música ainda mais... os bonecos do vídeo são feios como tudo, mas tornam-se engraçados por isso mesmo.
Até apetece dar um pézinho de dança!
Bom fim-de-semana!

Falipices #12

A casa das letras
Esta semana fui buscá-lo à escola e a educadora disse-me que o Falipe é muito perspicaz e que se continuar a evoluir assim, quando estiver na escola primária, não vai ter muitas dificuldades em assimilar matérias e possivelmente não terá que estudar muito.

Sinceramente, apesar de ter gostado de ouvir estas "previsões", para já, só quero que ele brinque muito com aquilo que ele gosta e que o faz feliz.

E o Falipe adora e delira com as letras do alfabeto, dizê-las, escrevê-las, repeti-las até à exaustão numa canção que aprendeu com o Super Why, pendurar estas numa "casa" improvisada com um colchão, espalhar as letras magnéticas e cheias de colorido (um jogo que herdou do pai) pelos móveis da sala.

19 de abril de 2012

Coisas que fazem sentido

"A vida de cada um de nós é balizada por certas restrições - o trabalho, a família, as finanças - que às vezes parecem tolher indevidamente a nossa liberdade, impedindo-nos de continuar crescendo.
Nós não podemos, de facto, jogar para o alto nenhuma dessas limitações, mas gostaríamos de ter um pouco de folga, de vez em quando."

Falipices #11

Uma destas manhãs, a despachá-lo, o Falipe começa a despentear-me toda, logo eu que tinha perdido uns bons dez minutos a aprumar a melena...

Digo-lhe:

- Filho, não faças isso à mãe, que assim já não vou bonitona para o trabalho...

Ele responde com um sorriso:

- Mamã não é bonitona. Mamã é linda!

O Falipe já domina a arte do elogio...

18 de abril de 2012

16 de abril de 2012

Falipices #10


Reclamação de uma condutora


Aos senhores iluminados que acharam que fazer lombas em pedra de calçada, um pouco por toda a cidade!

Sinceramente, não consigo entender esta lógica de construir lombas elevadíssimas! 
É que só o estoiro que o carro dá nas pedras da calçada me fazem ir às lágrimas, a pensar no meu rico carrinho que tive tanto esforço para pagar e que tento estimar a todo o custo.
Das duas uma, ou têm quota em algum mecânico ou em alguma casa de peças, especializadas em amortecedores.
Já bem bastam os buracos no asfalto, de estradas em mau estado de conservação, para rebentar com pneus, jantes e amortecedores, sem ser preciso agora terem esta mania de fazer lombas em tudo quanto é estrada e quase invariavelmente logo depois de uma curva.
Lembro-me que a primeira vez que apanhei com uma destas lombas, quase voei, qual Michael Knight, no Justiceiro, a subir rampas com o Kit. 
O problema é que o meu "Kit" quando aterrou, quase ia ficando sem o pára lamas dianteiro... escusado será dizer que eu ia a respeitar a velocidade máxima de 40 km/h e mesmo assim voei... já os camones em férias, com carros alugados não tiveram tanta sorte e foram muitos os que viram a caução por danos ficar retida pelos estragos provocados...
 Compreendo que há gente que não respeita limites de velocidade (e eu também não sou nenhuma santa...), e que há que dissuadir por todos os meios possíveis, mas fazer isso à custa de rebentar com os carros também não me parece propriamente correcto. 
É que acaso não saibam, quem respeita, fá-lo independentemente das lombas estarem lá ou não, quem não respeita, é-lhes igual ao litro, se há uma lomba de 20 cm de altura ou uma de 60 cm... alguns até creio que acham divertido e dão uma de "Três Duques", para a adrenalina!

13 de abril de 2012

Guerrilhas sobre maternidade

"Tenho vergonha de revelar que, já desde a adolescência, eu era culpada de participar nas guerras das mamãs e de julgar outra mulher pelas suas preferências maternais. Parece que as mães que ficam em casa continuam a ser acusadas de anti-feminismo e maus exemplos para as suas filhas, enquanto mães trabalhadoras são acusadas de tudo, desde abusarem das crianças até serem feministas egoístas e inflacionarem os preços das casas. As mulheres são lançadas contra outras mulheres, e onde quer que te situes neste campo minado, não podes deixar de reparar que os homens parecem escapar à culpa e à responsabilidade."

"A ideia de que só existe uma fórmula correcta para a maternidade não só é ridícula, como também cruel. De certeza que a maternidade já é suficientemente difícil por si só sem as pessoas deitarem mais culpa e responsabilidade para cima das mães."

In "Fartos de Tudo aos 30 & Tal - o que acontece quando se acorda sem vontade de trabalhar... nunca mais!" de Kasey Edwards

Um bom fim de semana!
Bom descanso!

Eu bem preciso, porque parece que necessito atarraxar os meus parafusinhos, que tenho cá para mim que devem andar um tanto soltos...

12 de abril de 2012

Falipices #9

No almoço de Domingo de Páscoa, a filha dum casal amigo nosso, abraça-se ao Filipe e diz-lhe ao ouvido (mas de forma bem audível aos demais) para ele dizer que eram namorados um do outro.

O Falipe responde resoluto:

- Não, eu sou namohado da Guita!!!

Ela bem continuou a insistir, mas ele não mudou de posição.

Tão novinho e já sabe ser fiel...


Só que a Guita, agora diz que já não é namorada dele...

Close up #3


Para mim, os amigos são um entrançado que me envolve e aperta num doce abraço!
São uma malha resistente que me segura quando vacilo ou me estou a ver a ir abaixo.
Nem sempre lhes mostro isso, porque sempre evitei dar parte fraca... 
(aliás, as pessoas estão habituadas a pensar que eu sou um poço de força, ou uma "força da natureza"...)

Mas os verdadeiros amigos, aqueles que nos "sentem", não precisam de olhar-nos nos olhos, ou ouvir um toque de tristeza no timbre da nossa voz. (não é, Tanita?!)
Sabem que algo se passa apenas pelas palavras que dizemos ou escrevemos...

Às vezes é tristeza, noutras é apenas e somente puro cansaço e falta de umas boas horas de sono!...

11 de abril de 2012

Nature #2

Façam o favor de ter um bom dia!
Com sol, com chuva, com vento, com neve, o que for!

E não é que por aqui já são 100 seguidores, pessoas queridas que lêem as minhas palavras!?
O meu obrigada a todos e todas!

10 de abril de 2012

No meio do nada

Para terminar o meu surto de "rebelião de cidadão" e politiquices, nada como imagens destas para me acalmar e fazer lembrar que há coisas que valem bem a pena!

Cada vez mais sinto falta de espaços como este, no meio do nada, onde apenas ouvimos o cantar dos pássaros e o som uivante da brisa nas copas das árvores.








Adenda

Eu não disse???!!!

Agora chama-se "interesse nacional"...


Má fé

Desculpem mas hoje deu-me para isto...

Serei só eu que acho que a isto se chama má fé??!!!

http://economia.publico.pt/Noticia/suspensao-das-reformas-antecipadas-nao-foi-anunciada-antes-para-evitar-pedidos-anormais-diz-passos-1541385

Já não basta impedirem as pessoas de requerer a reforma quando bem lhes aprouver, mesmo que estas tenham cumprido os anos exigidos por lei para tal, independentemente de terem atingido os 65 anos, como ainda se fecham nas copitas para evitar que as pessoas tomem a decisão mais cedo do que mais tarde.
Além de achar isto uma falta de consideração por quem já descontou uma vida inteira para obter o direito a reformar-se (já o mesmo não se pode dizer dos senhores ex-deputados e ex-governantes deste país, que basta cumprirem um ou dois mandatos e já lhes saiu a sorte grande!), acho de uma falta de carácter, (ou direi "espinha"?!), não terem sido frontais sobre as medidas que iam ser tomadas.

Será que o Sr. Presidente da República também vai enviar a legislação ao Tribunal Constitucional por ter dúvidas sobre a constitucionalidade do seu conteúdo, com receio de que seja atentatório dos direitos dos demais, como fez com a lei do enriquecimento ilícito! Pobrezinho dos senhores que enriqueceram de forma um tanto obscura...

Estou certa de que aqui nunca ele clamará inconstitucionalidade nesta matéria, porque o Pedro que paga é sempre o mesmo...

MAC

tirada da net

Nunca lá entrei, apesar de já ter estado à entrada.
Não me posso pronunciar sobre a qualidade dos seus serviços, apesar de muito já ter ouvido e lido em elogios às equipas que lá trabalham, da sua dedicação, carinho e profissionalismo com que tratam quem ali chega para ser mãe.
Mas quando ouço e leio que a Maternidade Alfredo da Costa vai fechar ainda nesta legislatura, é caso para ficar com os pêlos eriçados e a demonstrar uns laivos de quem vai começar a espumar da boca a qualquer momento.
Além de achar que é um erro crasso (mais um deste nosso executivo), encaro esta medida como uma mensagem clara às mulheres e famílias deste país: não há qualquer fomento ou incentivo à natalidade, apesar das pseudo preocupações da nossa classe política sobre o envelhecimento da nossa população e de como isso põe em causa a sustentabilidade económica da Segurança Social.

Entristece-me saber que o executivo tenha optado mais uma vez pela saída mais fácil, que é encerrar uma instituição que tem sido a escola de tantos profissionais na área da ginecologia/obstetrícia... que é um marco no que à neo-natologia diz respeito.

Gostava que se gerasse um movimento neste país que fizesse ver a esta classe política surda e curta de vistas, que a Maternidade Alfredo da Costa deve ser preservada, mesmo que reorganizada, reformulada ou reorientada num sentido de apazigue as ambições da Troika.

Mas cada vez mais me convenço e esta notícia contribui largamente para sedimentar esta minha convicção, de que este país não é para novos e nem para velhos (matéria para falar outro dia)... 
Mas principalmente estou convicta que ter filhos é só para quem quer e pode - e não, não me estou a referir ao aspecto fisiológico da coisa...



9 de abril de 2012

Close-up #2 - vida de insecto




Decidi aventurar-me de novo nas "sementeiras" e há umas semanas voltei a tentar a sorte, com a salsa, o cebolinho, os coentros e os óregãos.

Volta e meia, gosto de ir ver o "andamento" dos rebentos que começaram a despontar.

E parece que já alberga um insecto, que ocupou um lugar cativo, porque o vejo sempre por ali!

Não sei, mas acho que qualquer dia começo a cobrar-lhe a guarida!

Como estragar a Páscoa em pouco tempo?!

É dizerem-nos que o almoço é num restaurante no alto da serra, longe até dizer basta...

É sairmos de casa atrasados, como sempre, e chegarmos ao restaurante meia hora atrasados.

É não encontrar ninguém lá e por segundos vislumbrar a ideia estapafúrdia que todos os demais se atrasaram ou nos deram a hora errada, já a contar com os nossos habituais atrasos...

É descobrir enfim que fomos para o restaurante errado!!! E que fizemos mais 20 km a subir a serra, apenas para gastar combustível que até nem está nada caro!!...

É chegar ao restaurante certo uma hora depois da marcada e sentir que fizemos a maior figura de ursos da história familiar...

É perder o apetite e ficar com uma dor de cabeça descomunal, por conta dos nervos e não mais ter vontade de estar ali e fazer um frete até à hora de ir embora educadamente.

Realmente, lá diz a música do outro, "há dias de manhã, que nem de tarde se pode sair à noite!"

8 de abril de 2012

Boa Páscoa


tirada de Pinterest
A minha será, como habitualmente, passada na companhia da família e amigos.
De há uns anos a esta parte, ganhámos o hábito de ir almoçar fora, e depois fazer uma espécie de pic-nic onde há sempre folares de ovos e aguardente de medronho.

Mas a tradição da Páscoa na minha família nem sempre foi assim...
Longe vão os anos em que se acendia o forno do pão e se tendiam os folares, que depois iam ao forno assentes em cima duma folha de palma. Havia preceitos rigorosos no amassar dos folares, dado que sexta-feira de manhã era dia santo. Se não me falha a memória, em minha casa, a quinta à tarde era considerada santa e a manhã de sexta também, mas da parte da tarde, já se podia trabalhar e amassar os folares, que ficavam a crescer, cobertos de mantas, muito mais horas que o pão, porque o açucar não deixava a massa levedar tão depressa.

Dava-se a prova dos folares aos vizinhos e restante família e, as madrinhas faziam sempre um folar para oferecer aos seus afilhados.
Lembro-me que adorava a Páscoa porque isso significava que ia haver uma "freira" só para mim! Uma freira era um folar com apenas um ovo, que a minha mãe costumava decorar, desenhando a lápis no ovo o rosto de uma mulher!
Iamos à missa pascal ao domingo de manhã e depois almoçávamos em casa e só depois íamos a casa da família dar as provas.
Gostava também desta época porque era sempre altura de receber vários pacotes de amêndoas doces, oferecidas pelas tias-avós, à laia de mimo aos mais pequenos da família.
Realmente, a tradição já não é que era...

Tenham todos uma boa Páscoa, com ou sem tradição!

5 de abril de 2012

"Pequena Abelha", Chris Cleave

Roubei horas preciosas ao meu sono para conseguir chegar ao desfecho desta história que me prendeu desde o início. 

Valeu bem a pena!

"Ainda a tremer, no banco da igreja, compreendi que não é pelos mortos que choramos. Nós choramos por nós mesmos, e eu não merecia a minha própria compaixão."

"Era assim que nós vivíamos, felizes e sem esperança. Eu era muito miúda então, e não sentia falta de ter um futuro porque não sabia que tinha direito a um. Do resto do mundo, tudo o que nós conhecíamos eram os vossos filmes velhos. Sobre homens que andavam sempre numa grande pressa, às vezes em jactos e outras vezes em motas e outras vezes de pernas para o ar."

"Vocês, Africanos, vêm para cá, porque simplesmente não são capazes de ter governos em condições nos vossos países. Eu costumava dizer-lhes que, perto da minha aldeia, havia um rio muito largo e fundo e que, nas margens desse rio, havia grutas escuras onde os peixes são pálidos e cegos. Não havia luz nas grutas, de modo que, ao fim de um milhar de gerações, os peixes tinham ficado cegos. Estão a perceber onde eu quero chegar?, perguntava eu aos funcionários. Sem luz, como é que uma pessoa pode manter a visão? Sem um futuro, como é que nós podemos preservar a visão que nos permite governar?"

"Mas, quando vem o crepúsculo, não sei se estão a ver, o nosso mundo desaparece. O nosso mundo não consegue ver para lá do dia que acaba, porque vocês ficaram com o amanhã. E como vocês têm o amanhã diante dos olhos, não conseguem ver aquilo que está a ser feito hoje."

"Do meu país vocês levaram o futuro, e para o meu país enviaram objectos do vosso passado. Nós não temos a semente, temos a casca. Nós não temos o espírito, temos a caveira. Sim, a caveira. Seria isso que me ocorreria se por acaso tivesse de dar um nome mais adequado ao meu mundo."

Eu só não acerto no euromilhões!...

Eu ontem bem dizia à ESpeCiaLmente GaSPaS que os nossos excelsos senhores deputados iam ter tolerância esta tarde...

Também não era difícil de prever...

http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=46057

Tende vergonha na cara, sabei dar o exemplo!!

Mas isso é exigir uma austeridade profunda em suas excelências!

Cola nos dedos

tirada da net

Detesto chegar ao gabinete e dar por falta de material de escritório!!

Ao que parece, o meu agrafador pequeno, um bloco de post-it e a caixa magnética dos clips agarraram-se aos dedos de alguém ou então decidiram ir para um Spa na Páscoa, na secretária de alguém.

O que mais me irrita não é o valor das peças em si que desapareceram (apesar do agrafador e os post-it fashion terem sido pagos do meu bolso, porque assim o quis...), mas o gesto em si.

Já há uns meses atrás o meu suporte carregado de canetas de todos os tamanhos e feitios tinha sido depenado, ficando apenas menos de metade das canetas...

Por isso, hoje vou ter uma tirada "à Vera", porque sou filha da minha mãezinha, e vou deixar um recadinho a pedir encarecidamente a quem tem cola na ponta dos dedos, que traga de volta o resultado do saque!

4 de abril de 2012

(In)Tolerância

Actualmente trabalho numa empresa municipal, logo pública.

Esta manhã ao chegar ao gabinete só ouvia os comentários de alguns dos meus colegas, todos revoltados porque não tinha sido concedida a tolerância de ponto na quinta-feira à tarde, como vinha sendo hábito e "tradição".
Eu só consegui achar uma patetice toda aquela revolta e raiva por não poderem ir laurear a pevide na quinta-feira à tarde. 
Alguns deles preparavam-se mesmo para pedir a manhã de quinta-feira de férias e assim ter um fim de semana mais prolongado...
A revolta acirrava-se ainda mais porque os funcionários da autarquia foram bafejados com tal benesse e aqui na empresa municipal não houve o mesmo critério. Aí estou perfeitamente de acordo! Se é para uns é para todos...

Agora se me perguntarem, eu respondo honestamente:
 
Se eu gostava de ter tolerância na quinta? 
Claro que gostava...

Se acho boa ideia ter tolerância de ponto nos dias que correm?
Não, não acho! 
Atendendo ainda ao facto que a autarquia está quase completamente na falência e implementou um plano de contenção financeira muito rigoroso, e que não deve contemplar decerto as tolerâncias de ponto tradicionais...

Acho que no actual contexto não faz sentido dar-se tolerâncias de ponto. 
Além disso, só serve para para cimentar a ideia generalizada dos munícipes de aqui somos todos uma cambada de desocupados, e que eles nos pagam os vencimentos com os seus impostos, para a malta andar aqui coçá-los.

Mas deixem-me frisar muito bem frisado que com este tipo de opinião, não estou do lado do actual governo!! 
Até pelo contrário... mas isso é matéria para outro post, noutro dia!

O dia começou bem, por isso...



Eu não disse que o cinzento de ontem era só passageiro?!...

3 de abril de 2012

Vamos fazer um pic-nic?

Em dias cinzentos, nada como espantar a tristeza e sonhar com momentos alegres!

Um bom lugar para fazer um nique-pique, como costumo dizer, é aqui!
Vamos?!



Tens a certeza???!!!

O Ministro da Economia acha que os números do desemprego são preocupantes e que há que tomar medidas urgentes para o combater. 
Até aqui, concordo plenamente.

Já quanto à ideia de que as novas medidas de concertação social são a solução, a minha pergunta é:

Tens a certeza, Álvaro?!!

Dias Cinzentos

Há dias em que me sinto cinzenta, como o tempo que se faz sentir...
Parece que carrego um peso que não sei bem onde o adquiri ou como se grudou em mim... 
Como uma peçonha, uma larva invisível que me vai carcomendo o ânimo, deixando-me entristecida.
Faz com que tudo me cause incómodo, aborrecimento e irritação. Fico com a impressão de que nada corre de feição...
Depois juntam-se as pequenas inconstâncias da vida quotidiana, que não são um problema propriamente dito, mas que sinto como tal, e empolo isso e faço disso um drama, sem que o seja.
Tudo se resolve, tudo tem solução e eu sei perfeitamente que assim é!
Mas nestes instantes, a vontade é ceder ao pessimismo e até mesmo a alguma auto-comiseração.
Sinto-me num dilema interior, porque detesto ceder a este tipo de sensação. Quero quebrar estas amarras imaginárias e estúpidas que eu me auto-impus. 

Depois começo a acreditar que tem tudo a ver com o que a Bee descreve aqui, com a sensação de estar assoberbada! Esta sociedade em que vivemos, carregada de obrigações e de fluxos diários de informação, verdadeiras torrentes de bombardeamento ao cérebro, que fica progressivamente em overload...

Mas também ser porque o meu carro avariou na 6.ª feira, encostou à box e ainda não sei em quantos aérios  importa a reparação.
Ou pode ser o facto de os chefes do G. o terem mudado de serviço e ele agora em vez de fazer turnos de 6h, passar a fazer turnos de 12h. O que significa que vai ficar com menos tempo disponível para me ajudar a despachar o Falipe de manhã...

Ou seja, estou num dia cinzento, carregada de "não problemas", que amanhã estarão resolvidos. 
Eu depois terei a noção do quão parva fui por me deixar levar por estas palermices...

Enfim, não sou perfeita!...

2 de abril de 2012

@ Martinhal

Parecia que que a chuva andava longe, mas acabou por nos apanhar.
Mas foi por pouco tempo e deu para correr na praia, especialmente o Falipe, que adora a areia!
Gosto tanto destes passeios assim, sem grande planeamento, um pouco ao sabor da vontade espontânea. Trazem sempre momentos simples, alegres e que enchem a alma e afastam o cansaço da rotina quotidiana, que nos torna mais baços e acinzentados.
O dia estava cinzento, mas o meu coração sentiu-se colorido!