31 de janeiro de 2012

Falipices #5

Ontem fui buscá-lo à escola, como sempre. Assim que olhei para ele percebi que não estava bem e ainda mais depois de ter sentido o gelo que estavam as suas mãos.
Pediu-me colo e logo começou com a "cantilena" de quem não se sente bem...
Percebi que estava a ficar doente.
A caminho de casa fui perguntando se tinha alguma dor, respondeu-me que sim.

Quando ao chegar a casa, lhe perguntei:
- Estás doentinho?

Respondeu-me:

- Sim, mamã. Temos que ir ao doutor!

Esta madrugada acordou carregado de febre e com tosse e a primeira coisa que me disse foi:

- Mamã, já dumiu... tem tosse, qué tomar o xarope!

30 de janeiro de 2012

Falipices #4

"- Mamã, estou feliz!"

E eu fico com o coração a transbordar de amor e carinho por este homenzinho que mudou a minha vida!

Kreativ Blogger Award

Eu sou uma blogger desnaturada!!
A Mammy ofereceu-me este selo há que tempos e eu nada de dar resposta ao desafio e de lhe agradecer tão importante comenda... não se faz, Naná, bad girl...bad girl!
Obrigada Mammy, pela distinção!

1. Nome da minha música favorita?
São tantas, mas tantas as minhas músicas favoritas, que se torna sempre difícil dizer "é esta"!... Mas há uma que será sempre o meu hino, é da minha banda favorita "Lamb" e chama-se Gorecki.

2. Nome da minha sobremesa favorita?
Ui,  outra pergunta que tem respostas mais que múltiplas. Sou uma gulosa nata e não há doce nenhum que me escape e de que eu não seja fã (por conta disso, já vão quilos e quilos a mais da conta no meu corpinho de baleia sereia), mas há um que me faz aguar e não fosse eu algarvia... é o D. Rodrigo.

3. O que me tira do sério?
Outra questão que me leva a respostas múltiplas... mas tenho que dizer que no topo da lista vem "pessoas mal educadas e nada cívicas"...

4. Quando estou chateada?
Fico piursa! Se a coisa for mesmo importante, mais vale nem se aproximarem porque eu disparo em todas as direcções e não sou nada meiguinha... e sou capaz de ficar assim pelo menos um ou dois dias...

5. Qual o meu animal de estimação favorito?
Cão, apesar de ter uma gata e não pensar em ter cães em casa, mesmo tendo espaço para eles poderem brincar...

6. Preto ou branco?
Branco!

7. Maior medo?
Nunca fui muito medrosa, mas digamos que conheço a morte bem demais... por isso, não receio a minha morte, mas receio que os que amo morram!

8. Atitude quotidiana?
Sorrir e ser bem educada, torna a vida mais animada!

9. O que é perfeito?
Pronto, eu mãe babada me assumo... o meu filho é perfeito com todos os defeitos que tem e há-de vir a ter!
Além disto, um café numa esplanada acompanhado dum bom livro, em frente ao mar! Isto ou uma caminhada de pés descalços na Arrifana.

10. Culpa?
Não ter sido ainda mais paciente com o meu pai!

Sete factos aleatórios sobre mim:
1 - Só tenho falta de vista num olho, por isso só uma das lentes dos meus óculos é graduada e se fosse há séculos atrás, com toda a certeza usaria monóculo;

2 -  Odeio favas...

3 -  Adoro conduzir! por causa da sensação de controlo que me proporciona

4 - Quando saí da faculdade, inscrevi-me para ir para Timor ajudar na reconstrução do país... mas nunca me chamaram...

5 - Uso cabelo comprido desde os 15 anos

6 - Já apareci numa fotografia numa notícia da revista Visão, com o traje de Coimbra, ao lado do Dr. Jaime Gama (então Ministro dos Negócios Estrangeiros), numa visita que fiz ao MNE

7 -  a minha tese de licenciatura versou sobre o conflito israelo-árabe e o processo de paz entre Israel e a Palestina.

A quem é que ofereço este prémio?
Como praticamente já toda a gente recebeu este prémio, leve quem quiser e ainda não o tenha recebido.

Regras:
1. mandar o link para a pessoa que nos ofereceu 
2. preencher o formulário com as perguntas
3. oferecer a 10 blogs e informá-los por comentário ou e-mail
4.  partilhar 7 pensamentos aleatórios sobre nós

28 de janeiro de 2012

Nunca é tarde para aprender!

Quando a minha mãe tricotava eu ficava fascinada, a ver a lã ser lenta e sabiamente transformada em malha para camisolas, cachecóis e botas de dormir.
Sempre quis aprender a fazer tricot e foram mais que muitas as vezes que literalmente azucrinava o juízo à minha mãe para em ensinar.
A minha mãe, na sua infinita paciência (a virtude melhor e maior que ela tinha!) fez inúmeras tentativas de me explicar uma coisa que à partida, até é bastante simples!
Mas de todas as vezes que tentou, não teve qualquer êxito... lamentavelmente, eu nunca fui muito dotada de paciência e não entendia a técnica por detrás da passagem da malha duma agulha para a outra. 
Por sistema, acabava por deixar cair a malha e ficava tudo esfrangalhado... 
Eu que sempre fui rápida a compreender e a aprender num ápice tudo o que me explicassem, rapidamente me sentia frustrada por não ser capaz de fazer aquilo, que aos meus olhos era facílimo. Eu simplesmente não conseguia captar o truque por detrás do tricot. E como impaciente que era, enfurecia-me em menos de  cinco minutos...
Por mais que a minha mãe tentasse acalmar-se e apaziguar a minha fúria e minimizar a minha frustração, as tentativas terminaram sempre comigo a atirar aquilo tudo ao chão e a jurar que nunca mais queria saber de aprender tricot.
A derradeira tentativa da minha mãe, deu-se aos meus 8 anos de idade. Ela foi categórica antes mesmo de começar a ensinar-me: "se desta vez atirares com tudo ao chão porque não consegues aprender, juro que nunca mais tento ensinar-te!".
Como eu já conhecia as ameaças da minha mãe e sabia que nunca eram vãs, decidi que ia ter calma e tentar aprender desta vez, sem me enfurecer!
Mas mais uma vez... sem sucesso. Aguentei ainda 15 minutos de ensinamento e por diversas vezes tentei, tentei, tentei passar a malha duma agulha para a outra... e mais uma vez, senti-me uma incapaz e estrapus com tudo!
Escusado será dizer que a D. Vera, a paciente, cumpriu a sua ameaça e nunca mais tentou ensinar-me apesar de algumas investidas minhas nesse sentido...
Depois nunca mais pensei nisso...
Mas recentemente vi uns tutoriais sobre a coisa, e mais uma vez, pareceu-me tão simples e fácil. Comprei agulhas e com lã que já tinha, pus mãos à obra de aprender vendo vídeos a ensinar! 
Mais uma vez, sem sucesso!
Foi preciso a D. Amália para eu finalmente aprender uma coisa que é mesmo fácil e simples! E percebi onde estava a errar, descobri porque não conseguia fazer aquilo em pequena. É que aquilo requer alguma calma e perícia. Ora eu, aos 8 anos não tinha nem uma nem treinei a outra...
Por isso, 24 anos depois da última tentativa de aprender com a minha mãe, aprendi a tricotar!!
Por isso, mãe Vera, se me estás a ver... vitória!!!!!!


Saudosismo?!



Lembro-me de usar imenso estas moedas.
Com duas destas apenas, comprava uma pastilha Gorila.
Encontrei-as num velho porta-moedas do meu pai, quando dei volta às coisas de casa dele.

Nos dias que correm,  uma moeda de um cêntimo não chega para nada, rigorosamente nada...
Às vezes tenho saudades de ser menina!

27 de janeiro de 2012

Ao ataque!

Quando regressava do Hospital de Faro, fiz o caminho pela EN 125, essa mítica estrada que liga o Algarve de uma ponta à outra.
Sempre se viu "profissionais" a orlar a berma da estrada, mas em pontos específicos e conhecidos por todos, quase como um número de porta de uma taberna...
Ontem fiquei abismada com a quantidade e a variedade da "oferta" disponível!

Deitar os bofes pela boca...

Ontem fui fazer uma espirometria.
Aquilo não é difícil, a execução até é bem simples. Respirar normalmente, depois encher o peito e logo em seguida deitar tudo cá para fora num sopro forte, até a técnica nos dizer que podemos voltar a inspirar e respirar normalmente.
Só que quando eu pensava já ter deitado fora todo o ar que tinha nos pulmões, a técnica do hospital continuava a dizer que faltavam "6 segundos...5... mais 4... já só faltam 3... dois... e pode inspirar!"
Ainda bem que ninguém nos filma ou fotografa nestes preparos... pensei comigo enquanto tentava ainda expirar is últimos resquícios de ar!
Calculo que devo ter ficado quase roxa no processo...

Mas o que interessa é que não há maleita nenhuma a assinalar!

25 de janeiro de 2012

Nos tempos livres

A minha prima MD está grávida e isso trouxe-me uma alegria desmesurada, porque significa que a nossa família vai aumentar!
Quando a questionei sobre o que queria que lhe fizesse, ela foi pronta na resposta: quero uma bolsa para pôr o livro de grávida e depois os documentos do bebé.
E eu pesquisei esta enorme world wide web, para descobrir como fazer uma coisa dessas, já que sou uma iniciada nestas lides da costura.
Aqui está o resultado, uma combinação entre o que vi na net e mais algumas ideias que lhe juntei.
Não está tão perfeito como gostaria, mas para primeira experiência, posso dizer que me sinto orgulhosa por ter acertado logo à primeira com uma coisa que julgava bem mais complexa...



A sorrir para animar

Hoje acordei de rastos...
Anda um bicharoco de volta de mim desde a semana passada, a atacar-me a garganta e a tolher-me progressivamente o corpo... o sol de inverno que aproveitei no sábado à tarde, só contribuiu para alimentar ainda mais este bicharoco.
Dormi mesmo mal por conta de ataques de tosse e quando o despertador tocou, senti-me como se tivesse levado umas pauladas na cabeça...
Como se isso não bastasse, tive que levar com a lata descomunal do empreiteiro que contratei para as obras de Santa Engrácia que nunca mais têm fim e fiquei com os nervos em franja, para juntar à fraqueza fisica que já sentia...
Mas depois existem pessoas, como a Tanita, que com pequenos gestos conseguem arrancar-nos um sorriso e com isso ficamos mais animadas, vemos o lado mais positivo e bonito da vida!

Se há coisa que tenho a agradecer ao Blogger, uma delas é esta amizade que se criou entre nós!
Obrigada, Blogger!

E muito obrigada, Tanita!!!

24 de janeiro de 2012

Pér Uai

tirada da net
 O Falipe sempre gostou destes bonecos e em parte, é muito por causa deste programa que hoje sabe na perfeição identificar todas as letras do alfabeto e inclusivamente já as associa a algumas palavras.
Mas caí na burrice de comprar um DVD com quatro episódios do Super Why e agora ele não quer ver rigorosamente mais nada... 
Já nem quer ver o Wallace & Gromit ou mesmo o Mickey Mouse, que eram os eleitos antes do DVD do Pér Uai, como ele lhes chama. 
Todos os dias quer ver o DVD assim que chega a casa, já sabe os episódios de cor. Mesmo que tente que ele veja outros, em certos dias faz birras de se atirar para o chão e espojar-se que nem um burrinho na eira!
Acho que vou ter que fazer o DVD esfumar-se no ar... pelo menos durante uns tempos. Para bem da minha sanidade mental e para bem do cérebrozinho do meu filho! 

É que estou cá com a sensação de que ele está a começar a ficar obcecado por letras... todas as brincadeiras dele revolvem em torno disso... não quero que ele se farte das letras antes mesmo de entrar na escola primária!

23 de janeiro de 2012

Falipices #3

Assim do nada e sem que eu perceba bem a razão, já por duas vezes me disse:

"- Mamã, eu nã qué ser g'ande... Qué ficar pequenino..."

O que ele não sabe é que eu, ocasionalmente e cá no meu íntimo, também o desejo... que ele fosse o meu menino pequenino, lindo, meigo e inocente, para sempre!

Coisas da minha terra


Tenho um fascínio enorme por chaminés algarvias desde menina (e também não desgosto de algumas do litoral alentejano, dada a semelhança).
Talvez porque certa vez, quando era uma menina pequenina, quis ajudar o meu avô a remendar a chaminé de nossa casa. 
Achei tão curioso que ele quisesse usar para colocar no topo da chaminé remendada uma bóia marítima feita de vidro, como a que lá estava antes, mas que acabara por se partir, vergada pelas intempéries... 
Mas como não encontrou quem lhe desse uma, aceitou a oferta duma bóia marítima feita de metal. E ainda hoje é essa a bóia que lá está, no topo da chaminé, pintada de branco.
Há uma série de chaminés algarvias, cada uma mais bonita que a outra!!
Eu gosto de olhar para elas, no alto dos telhados em telha portuguesa, e ficar a observar os pormenores que a tornam tão bonita! Antigamente eram feitas de forma artesanal e dependiam da imaginação de quem as fazia... hoje em dia, são feitas em série, com base em moldes, como a que tenho no telhado de minha casa.
Não resisto a fotografá-las. Pode ser que um dia tenha uma boa colecção de imagens da chaminés algarvias, para um dia mostrar aos meus filhos e netos, como eram as chaminés das casas de outrora.

20 de janeiro de 2012

Conselhos de algibeira

tirada da net
A propósito do meu post de ontem, onde ilustrava a característica fundamental da minha família materna: todos baixinhos e com alturas inferiores a 1,60m... lembrei-me de deixar aqui um conselho de algibeira aos senhores arquitectos, engenheiros e projectistas de casas de família.
Quando definirem a que altura ficam os armários de cozinha, não vejam a coisa só pelo vosso prisma, sim?! 
Lembrem-se que existem pessoas de natureza "roda baixa" e que querem usar os seus armários de cozinha com algum conforto e à vontade, em vez de terem que recorrer a um escadote sempre que querem chegar ao açucareiro ou à garrafa de azeite!
Como acontece comigo, por exemplo!
É com dificuldade que chego à primeira prateleira dos armários da minha cozinha, algumas vezes tenho mesmo que me armar em "bailarina em pontas" para chegar ao fundo do armário. Já a segunda prateleira fico no cume da montanha para mim e sem recorrer a um escadote, nada feito... como sou uma tremenda preguiçosa, acabo por chamar pelo G. aflita e pedir-lhe que me chegue aquele frasco... (que já são os que uso menos, porque nem sempre ele está por perto).
Invariavelmente, ouço o comentário do G.: é mesmo meia-leca!
Comentário que remato sempre com resposta pronta na ponta da língua: "quem te manda arranjares uma minorca?"
Por isso, meus senhores, revejam as vossas medidas padrão porque elas estão desfasadas da realidade e a maioria das mulheres que realmente dá uso às cozinhas não são nenhumas top models, ok?!

Ressalva: por causa disto, quando encomendei a cozinha para o apartamento do meu pai, exigi que os armários ficassem à altura de 1,60m!

19 de janeiro de 2012

Portas pequenas

"surrupiada" descaradamente ao Mfc, que espero que não se aborreça comigo, por conta deste empréstimo forçado...

Estava a ler o blog do Mfc e quando vi esta foto não pude deixar de me lembrar duma das tiradas mais giras do meu pai, quando lhe disse que namorava com o G.

Eu e o G. tínhamos começado a namorar havia pouco tempo quando decidi comunicar tal facto ao Sr. Abel, que obviamente quis saber de onde era o rapaz, que idade tinha e o que fazia na vida.
Às páginas tantas, calho a mencionar que o G. mede 1,85m. Eu sou uma minorca comparada com ele, com os meus 1,58m...

O Sr. Abel teve resposta pronta e imediata:
- Eh pá, foste arranjar um namorado que não cabe nas portas cá de casa!! (a de campo)

Pois é, e não cabe mesmo... tem que se curvar para transpor as portas da casa, que têm apenas 1,70m de altura. Uma vez esqueceu-se disso e catrapás, cabeçada que lhe valeu um galo no meio da testa.

E se se estão a questionar porque razão as portas não têm mais altura, a resposta é fácil: o meu avô que foi quem construiu a casa media apenas 1,54m, a minha avó sei que era mais alta mas não sei se chegava ao 1,60m e a minha mãe media 1,56m.

18 de janeiro de 2012

A história repete-se

Agora que o Falipe já tem uma cama de solteiro, ao fim de semana por vezes junto-me a ele na cama dele e ficamos os dois a fazer ronha (acho que me vou arrepender mais tarde de lhe ensinar este conceito tão cedo...).
Há uns fins-de-semana atrás experimentei uma brincadeira com ele, para ver a reacção. 
Tapei-nos aos dois com o lençol e sussurei-lhe: xiuuu, estamos escondidos!
Ali ficámos os dois um pouco debaixo do lençol um pouco. 
Depois destapamo-nos e fizemos cou-cou!
Ele delirou por completo!!
Quanto mais voltávamos a ficar escondidos debaixo do lençol mais ele ria à gargalhada! E mais queria fazer cou-cou e voltar a esconder-se!
Não só adorou a brincadeira, como este fim de semana que passou, pediu-me para ficarmos "condidos" de novo! Eu claro, adorei que ele tivesse gostado da brincadeira ao ponto de querer repeti-la.
A meio da brincadeira, senti um misto de alegria incontida e nostalgia disfarçada, porque me recordei dos meus tempos de menina de 5/6 anos, quando a minha mãe fazia esta mesma brincadeira comigo e eu delirava como o Falipe e ria à gargalhada da mesma forma.

17 de janeiro de 2012

Médicos e enfermeiros

tirada daqui
 Na última consulta que o Falipe teve com a nossa médica de família, ela aconselhou-me a dar uma nova dose da vacina Prevnar 13, visto que agora estava disponível no mercado uma dose para ser administrada aos 3 anos de idade. Eu, por conselho dela, em quem confio, acedi a dar-lhe a vacina, que ainda é cara e custa 76,30€.
Aproveitei a semana de férias no final do ano para ir ao centro de saúde tratar disso, para não estar a correr o risco de o Falipe reagir com febre à vacina e depois ficar em casa de molho.
Eis o que me sucede no centro de saúde:
Entrámos os 3 na sala de vacinação, entrego a vacina que acabara de comprar na farmácia e o boletim de vacinas. 
A enfermeira olha para o boletim e nisto pergunta-me que idade tem o Falipe. Depois consulta uma folha A4 com os planos de vacinação para cada uma da tipologias.
Começa a fazer contas e diz-me que ele já tinha levado todas as doses daquela vacina que eram necessárias.
Eu: a minha médica de família aconselhou a fazer este novo reforço aos 3 anos de idade.
Enfermeira: pois, mas o seu filho levou todas as doses necessárias até aos 2 anos.
Eu: pois, mas a médica aconselhou a dar este reforço.
Enfermeira (com ar de quem está a duvidar de mim...): mas quem é a sua médica de família?!
Eu: Dr.ª Fulana Beltrana Sicrana.
Enfermeira volta a pegar na folha do plano de vacinas e tenta fazer uma chamada telefónica, a que ninguém respondeu...
Enfermeira acha por bem abrir o pacote da vacina para consultar a bula... rasgando o selo e parte da caixa...
Eu comecei a ficar aborrecida com aquela falta de vontade em cumprir com um conselho médico que me tinha sido dado...
Enfermeira acaba de ler a bula e conclui: pois, não precisa estar a fazer esta vacina porque o seu filho já levou as doses todas que eram necessárias! O melhor é devolver a vacina na farmácia... (sim, pois claro, depois de a sr.ª enfermeira ter violado o selo e rasgado parte da caixa...)
Saí de lá irritada e pouco convencida com a situação! o G. só me dizia: "mas que raio? então mas afinal ela está aqui para dar vacinas ou não?!"
Eu só dizia: não acho normal... então a enfermeira sabe mais disto do que a médica?! A Dr.ª Fulana Sicrana Beltrana não me ia receitar uma vacina se não achasse que o Falipe precisasse dela...
Fui à farmácia devolver aquilo e vá lá que a sr.ª que me atendeu foi uma querida e compreendeu a situação e aceitou a caixa naquele estado...
Nesse dia, tinha consulta marcada com a pediatra do Falipe. Quando descrevi a situação; a pediatra quase amarinhou à parede! 
Disse-me que em primeiro lugar, a competência da enfermeira é dar a vacinação e em segundo, ela não tem nada que desdizer uma receita médica. E volta a receitar-me a dita Prevnar 13, mas desta vez explica-me a razão da indicação médica nesse sentido: as doses que o Falipe tomou até aos 2 anos eram da Prevnar 7, que previnem doenças pneumocócicas de 7 estirpes diferentes. A razão de ser da Prevnar 13, é que oferece protecção contra 13 estirpes diferentes, daí a Ordem dos Médicos aconselhar à vacinação, por ser mais abrangente e completa que a Prevnar 7.
Ou seja, a enfermeira não foi posta ao corrente e nem fez por se inteirar plenamente sobre o assunto.
Eu fiquei a perder por isso: o meu filho não ficou logo vacinado, perdi tempo na altura, vou ter que tirar um dia de férias de propósito para voltar lá e arrisco-me a que ele faça febre e fique de molho mais um dia ou dois...

Burgau


Nas minhas bandas chama-se burgau, mas é mais conhecido por burrié... 
É uma espécie de parente marítimo do caracol.
É um dos mariscos que mais aprecio, apesar das "libras" que temos que remover quando os comemos...

Hoje acordei com a neura e por isso, apetecia-me ser só por um dia um burgau.
Ppara ficar metida na minha concha;
Saborear o salgado da água do mar e 
Sentir a areia debaixo de mim...

16 de janeiro de 2012

Devoluções

Ontem assisti a uma reportagem na TV que me deixou completamente altercada, revoltada e indignada e apesar da Ana C. ter tão bem comentado o assunto, eu não podia deixar de dizer o que penso!
Como é que alguém tem coragem de "devolver" uma criança que adoptou?! 
Eu e o G. nunca ponderámos adoptar, mas eu pelo menos já pensei em sermos pais de acolhimento, se bem que seria incapaz de após me ligar emocionalmente a alguém, não enveredar pela adopção, e bem sei que isso está vedado legalmente aos pais de acolhimento, pelo menos por agora.
Como é que alguém tem a coragem de, após cinco ou seis meses, desistir dum processo de adopção e voltar a entregar uma criança que já é indefesa neste mundo, por razões tão fúteis como: "não queria estudar, tinha más notas!" ou mesmo: "a criança trocava de roupa todos os dias..."
Para mim, estas pessoas não têm coração e se lhes tivesse sido feita a avaliação inicial correctamente, nunca seriam elegíveis para se tornarem pais adoptivos...
O que mais me chocou foi ouvir a primeira razão invocada por uma mãe já com dois filhos biológicos... será que ela também iria devolver um filho biológico se ele fosse calão na escola e não quisesse estudar??!!
Quem quer ser pai adoptivo (ou pelo menos eu reger-me-ia por este princípio) deve encarar um filho adoptivo como se encara um filho biológico: amar incondicionalmente aquela criança e ser pais do que lhes calhar em sorte, o melhor que sabem e conseguem!
Quem decide ter um filho biológico não sabe o tipo de filho que vai ter.. pode ser uma criança linda e maravilhosa, e pode ser um estupor preguiçoso, por muito boa educação que se lhe dê!
Não tenho por hábito comentar opções alheias e generalizar, mas revoltam-me estas pessoas que decidem voluntariamente adoptar uma criança, a tratam bem durante uns tempos (os suficientes para aquela criança ser um bocadinho feliz na sua vida já marcada por coisas más...) e depois a devolvem! 
Aliás, este conceito de "devolver uma criança" é atrozmente repugnante... um ser humano não se devolve como quem vai entregar um electrodoméstico com defeito... é uma pessoa, tem sentimentos! Não é um objecto de afecto num momento e de desprezo no outro...

13 de janeiro de 2012

Bolinho da Madeira

Foi o que recebi na minha caixa do correio esta semana!
De vez em quando a minha querida amiga I. presenteia-me com esta iguaria: o bolo de mel tradicional da Madeira, uma gulodice com G de gula, bem grande!
Mais feliz do que eu, ficou o G. que parece ter-se tornado ainda mais guloso que eu.
E não vamos mencionar que a minha nutricionista dava-me um valente raspanete se soubesse disto...
Tenho tantas saudades da I., dos tempos em que éramos mais jovens e não tínhamos compromissos de maior, ou preocupações e agendas preenchidas, e um pedaço de oceano a separar-nos.
Das tardes de conversa animada no habitual café acolhedor no Chiado, sempre ao sabor de um chá ou de um café bombom...
Tenho mesmo que poupar uns euros para ir com a minha família conhecer a ilha desta grande amiga, de quem tenho imensas saudades! Para lhe apresentar o G. e o Falipe... já que a última vez que estivemos juntas foi há seis anos.
Até lá, vou saboreando esta doçura madeirense!!

12 de janeiro de 2012

Goudinha

tirada daqui
Eu sou filha única. 
Ela é filha única... (quer dizer, foi filha única até à adolescência, e agora é meia-filha única).
Sou 9 meses e 2 dias mais nova que ela, mas eu sempre agi como a "mais velha"...
Éramos confundidas na escola como irmãs e inclusivamente pensaram que éramos gémeas dadas as parecenças. Mas eu acredito que era por causa dos cabelos compridos e dos óculos quase iguais...

Eu morava num lado da rua e ela no outro. 
Conhecemo-nos por volta dos 5 anos de idade, mas a nossa amizade só se cimentou quando já teríamos aí uns 11/12 anos, quando ficámos na mesma turma, no 7.º ano... éramos companheiras de caminho de e para a escola.

Mudámos de escola no 9.º ano e continuámos na mesma turma e nesse ano, a nossa amizade ajudou-nos a ultrapassar os efeitos negativos do bullying, que já existia nesses tempos - na nossa turma metade dos alunos infernizava a vida da restante metade...
Nesse ano, a nossa directora de turma falou com a mãe dela numa reunião de pais nestes termos: "as suas duas filhas são excelentes alunas...". A mãe dela teve que explicar que apenas tinha uma filha...

Não sei quando começámos a tratar-nos carinhosamente uma à outra de Goudinha, mas sei que teve a ver com uma anedota de dois bebés gordos... 

A minha Goudinha é a pessoa que existe na minha vida que mais se assemelha a uma irmã...

Estamos geograficamente distantes, e ficamos semanas sem conversar uma com a outra, mas quando falamos, ficamos no mínimo 45 minutos ao telefone... uma vez chegámos a estar 1h20m... e não há cobranças, não há raspanetes por uma não ligar à outra e não darmos notícias uma à outra... como já aconteceu com outras amizades antigas...

Apesar de ela ser mais velha que eu, sempre a encarei como a minha mana mais nova... e continuo a ter sempre medo por ela! Que ela se magoe, e a vida não tem sido assim tão meiga com ela... 
Às vezes gostava de poder ter uma varinha de condão para lhe proporcionar tanta coisa simples que ela deseja. Porque ela merece que coisas boas lhe aconteçam!
Costumo descrevê-la como uma lagarta que desabrochou numa linda borboleta!
Ela faz anos hoje!
E eu tenho saudades dela e dos tempos em que nos divertíamos à brava e não havia 50 mil preocupações a pairar nos nossos pensamentos...

Eu adoro-te, Goudinha do meu coração!
Um dia muito feliz para ti e um abraço muito muito apertado, desta tua mana Goudinha!

11 de janeiro de 2012

Allô, chérie... ainda!

Nunca fui de aceitar este tipo de comentários menos decorosos, mesmo que aparentemente inofensivos e; acreditem que depois de ter trabalhado 8 anos na construção civil, nunca ninguém me chamou assim tão "carinhosamente" e muito menos houve ordinarices ou faltas de respeito.
Aliás, só posso afirmar o contrário!
Noutra situação normal, já teria posto um ponto final na "brincadeira", e tê-lo-ia feito de forma directa e frontal, como aconteceu uma vez com um colega de trabalho casado e pai de filhos, que não soube respeitar os limites do aceitável.

Neste caso, o que me tolhe basicamente resume-se ao seguinte:
- o colega em causa ficou deficiente na sequência de um grave acidente e houve sequelas enormes a nível físico e mental... ele próprio o diz!
- antes que me fuzilem ou me joguem à fogueira, a razão principal não é de todo esta... (trato-o em pé de igualdade como trato outra pessoa qualquer, incapacitada/deficiente ou não) mas sim o facto de me terem avisado para usar de tacto com o senhor em causa, dado que é dotado de um mau feitio enorme, já existente à data do acidente;
- a principal e primeira razão é que não quero criar conflitos num local de trabalho onde me sinto bem e para mim, um ambiente laboral saudável contribui quase 85% para a minha produtividade e motivação para o trabalho;
- receio que ele reaja mal a qualquer reparo e tê-lo como "inimigo às portas"
- há cerca de dois meses, por uma brincadeira completamente inofensiva, mesmo do alto da sua cadeira de rodas, quase agrediu fisicamente um colega nosso... sem falar dos impropérios que proferiu contra este.

Por isso, até ver, a melhor abordagem que encontrei foi ignorar e não lhe dar muita atenção, pode ser que ele desista!

Falipices #2

Depois de ter espalhado letras coloridas, peças de legos, brinquedos e peças de madeira (triângulos, quadrados e meias luas) por todo o espaço "caminhável" da sala, enquanto eu engomava e o pai montava uma cadeira nova, eis que o G. se dirige para atravessar a sala e antes que pudesse dizer fosse o que fosse...

Falipe avisa:
"- Pai, não pises!"
O G. pergunta:
"- Filho, então, o que é isto? Está tudo desarrumado..."
"- São const'uções do Falipe"


10 de janeiro de 2012

Shut down and reset

tirada da net
É o que eu preciso hoje!

Desligar o cérebro, fazer um reiniciar dos meus neurónios e começar com uma nova tábua, bem rasa...
Trabalhei 8 anos nas obras, assim que deixei o ramo, ainda não satisfeita, meti obras em casa do meu pai, sabendo tudo o que sei de escabroso sobre como as coisas se fazem, como o grau de profissionalismo de quem lá trabalha ronda quase invariavelmente os mínimos (salvo raras excepções, claro!); como na maior parte dos casos ficamos sempre mal servidos... isto quando ficamos servidos de todo...

E as cabras (das obras, claro!) continuam a fazer o meu sistema nervoso atingir picos cada vez mais altos, a ponto de acordar às 6h da manhã com os circuitos a funcionar a mil km/h...

O meu pai, com a sua sabedoria própria da idade, sempre disse que nos dias que correm "a excepção é ser honesto". Tão certo que ele estava... e eu sabia que ele estava certo!

Por ora, só tenho um desejo: que as obras cheguem ao fim!
Para não mais me meter nelas, nem na próxima década!

Ao domingo à tarde - adenda

O passeio foi mesmo no passeio pedonal da Ria de Alvor, como a Arco Iris bem reconheceu!
És um dos locais a visitar, para quem vem ao Algarve, e procura algo mais do que o habitual circuito turístico.

9 de janeiro de 2012

Ao domingo à tarde

Passeámos por aqui:








Leituras

tirada daqui
Ando rendida a esta revista! Há algum tempo que uma revista não me cativava a atenção desta forma.
É barata, graficamente muito apelativa, bastante útil e com excelentes dicas!
Algumas das coisas que experimentei no Natal, foram receitas simples e fáceis de fazer que tirei de lá.
A do mês de Dezembro não foi excepção. 
Além das receitas habituais, contém também algumas que são rápidas, fáceis de fazer e que estão incluídas no projecto Hipersaudável.
Além das receitas, tem dicas de organização da casa, decoração, saúde e bem-estar, etc.! 
Se não ligarmos muito a toda a publicidade ao Continente e a todas as coisas associadas pelo meio, é uma revista agradável de ler!
Para rematar, tem sempre vouchers para massagens, depilações e spa, para o relax!
Só tive mesmo pena foi de ontem ter experimentado a inventar uma receita nova, e não ter tirado a fotografia ao prato finalizado, porque eles estão a promover um concurso comemorativo de aniversário, e oferecem uma Bimby aos três autores das receitas mais originais. Mas sem a foto não posso concorrer e o prazo termina hoje...

Falipices #1

O Falipe está cada dia mais crescido, mais engraçado e todos os dias nos presenteia com pérolas autênticas da sua capacidade de compreender e reproduzir tudo quanto ouve! E de usar isso num contexto que lhe parece fazer sentido.

Eu e o pai ficamos absolutamente babados e orgulhosos do nosso pequenote que revela ser um menino inteligente e sempre bem disposto!
Há dias disse-me sem mais nem menos: "mamã, o Falipe está fehiz"

Claro, agora começaram as tiradas engraçadas! E eu quero registá-las para um dia mais tarde recordar e voltar a babar com as pequenas coisas do meu menino!
No sábado, pediu-me para eu lhe ler a história dum livro que comprei, com a história ilustrada do João Sem Medo.
Quando acabei de ler a história, diz-me todo decidido:
- "Mãe, comp'a out'a" (história)

Vá lá que comprei logo mais duas...

7 de janeiro de 2012

Filmes da minha vida #2

tirada da net

Este filme do ex da Madonna, Guy Ritchie, arrebatou-me!
Fui vê-lo poucos dias antes de sair de exibição da última sala de cinema em território nacional. Aproveitei uma ida ao Porto, para ir ver o filme ao Arrábida Shopping, numa sessão da tarde, onde além de mim, estava apenas um casal.
Tinha ouvido falar imensamente bem deste filme, mas superou toda e qualquer expectativa que pudesse ter.
Uma história rocambolesca, carregada dum humor tipicamente british, tal como eu gosto. 
Com figurões autênticos, representados por grandes figuras do cinema e outras bem menos dadas à fama... 
Tenho que destacar claramente o Brad Pitt (por acaso é mera coincidência falar aqui nesta rubrica de dois filmes em que ele entra...), que faz um papelão na pele dum pikey, como os ingleses chamam aos ciganos. Confesso que acho que foi o melhor papel em que o vi, mesmo depois de o ter visto no "Lendas de Paixão", "Meet Joe Black" ou no "Kalifornia"...
O filme é tão bom em termos de enredo que ficamos presos por um fio a tentar perceber o desfecho do filme, sem conseguir...
Acresce uma boa banda sonora, que complementa algumas cenas absolutamente insólitas.
Uma pérola do cinema, a meu ver!

6 de janeiro de 2012

Coisas que me irritam #4

Um colega cá do trabalho, a quem não dei confiança nenhuma, tratar-me por "chérie"...
Mas que vem a ser isto?!
Por muito que seja inofensivo, não gosto!
Além de achar piroso, não somos íntimos. 
Já sei que se lhe fizer o reparo, ainda corro o risco de ser alvo das suas fúrias repentinas... vá-se lá saber porquê, de tempos a tempos tem atitudes altamente maradas.
Farta de doidos já eu ando e não me apetece criar conflitos ou gerar mau-ambiente no meu local de trabalho.
Mas juro que em certos dias, quando ouço aquele "chérie" me apetece ir-lhe à tromba!

Matar saudades




Da praia que sempre, o meu refúgio!
Nas férias ainda fui lá de fugida olhá-la cá do alto.
Só não tive possibilidade de descalçar-me e sentir a areia fresca nos meus pés...

5 de janeiro de 2012

Fascínio


Por estas aves!
Desde menina...
Gosto de vê-las logo pela manhã na praia, quando mais ninguém lá está!

No poupar é que está o ganho

tirada do Pinterest
Não sou propriamente poupada, mas uso de algum bom senso no que toca a dinheiro, no que o gasto e como o gasto. Herdei alguma costela do meu pai, que infelizmente era uma pessoa sagorra e agarrada ao dinheiro...
Tenho que admitir que a melhoria de vencimento em 2011 contribuiu para um desafogo monetário e até para alguns desvarios que não deviam ter acontecido. 
Como não sou pessoa de me ficar a lamentar e de me arrepender, trato de aceitar que poderia ter sido mais comedida e assim não voltar a repetir o erro.
Uma vez que este ano promete ser de alguma forma, lúgubre e sombrio no que toca a dinheiro, há que tomar medidas de contenção, ter mais atenção aos pormenores e se isso significar poupança ou pelo menos equilíbrio dos rendimentos/gastos, melhor então!
Por isso, comecei a prestar ainda mais atenção aos preços das coisas que compro. 
Por exemplo:
- olhar para os folhetos dos hipermercados com olhos de ver mesmo - aproveitar promoções ou produtos com descontos em cartão. Em vez de comprar apenas uma unidade, como tenho a arrecadação, posso comprar logo 3/4 unidades em vez de estar a comprar quando tenho necessidade e depois ser mais caro ou não ter qualquer desconto promocional;

- tinha o hábito de comprar a carne embalada no hiper, mas descobri tão facilmente - burra e cegueta que andavas - que a carne no talho chega a custar cerca de 40 a 60 cêntimos a menos por quilograma. Pode não ser muito, mas qualquer euro que se possa poupar... além disso, concluí que a carne também acaba por ser de melhor qualidade, porque nas embalagens corre-se o risco de ter meio quilo de gordura mascarada debaixo dum bom naco de carne... inclusivamente estou a pensar em fazer uma visita ao talho do comércio local, quem sabe não tenho uma boa surpresa?!

- passei a trazer o pequeno-almoço de casa, apesar de já trazer fruta e iogurtes e bolachas de milho para ir comendo no trabalho. É que eu sempre tive o hábito de tomar o pequeno-almoço na pastelaria da esquina- este era o meu principal luxo pessoal, sempre gostei de ver pessoas logo de manhã! E não há necessidade de gastar 1.40€ todas as manhãs, quando com este dinheiro posso tomar 2/3 pequenos-almoços em casa. Além disso, tem a vantagem de não me sentir tentada a comer um bolo em vez dum pão com queijo... poupo e ainda consigo cumprir melhor o plano alimentar da médica!

- vou investir numa máquina de fazer pão, porque aborrece-me ir ao pão todos os dias, e não há padaria nenhuma num raio de 200 metros de minha casa!Além disso, estou certa de que gastar 0.74€ num quilo de farinha dá para fazer mais de 10 carcaças!

- gostava de poder retomar um hábito que os meus pais sempre tiveram: comprar a fruta e os legumes no mercado municipal. E eu que sempre adorei andar no meio daquelas bancas cheias de cor! Além de ajudar os pequenos produtores, o produto sendo local será mais fresco e possivelmente mais barato. Mas isso tenho que investigar!

- aproveitei uns 6 bodys do Falipe e cortei-lhes a parte de baixo e fiz-lhes uma bainha, ainda estão bons em termos de tamanho e assim servem de camisola interior, em vez de ir gastar 7,49€ em camisolas na loja;

- determinei que todos os meses, vou aumentar o valor em € que já punha de parte numa conta que criei para isso - será um pé de meia para usar caso precise. Se não precisar, fica para o filhote!

Quanto a outros luxos... bem, não vou ao cinema há mais de um ano, não vou de férias nem lá fora nem cá dentro há 4 anos, corto o cabelo de 3 em 3 meses, não vou à manicure (faço eu em casa), compro roupa sempre em saldos, passei a almoçar no refeitório da empresa onde cada refeição custa apenas 3,50€, praticamente só gasto gasolina para ir e vir para o trabalho e ir levar o miúdo à escola.

Acho que só não vou abdicar dos meus dois almoços mensais de sushi (em dias que não gosto da comida no refeitório) e de comprar um ou outro livro (até isto compro em saldos para ler mais tarde), porque eu adoro as duas coisas!!

4 de janeiro de 2012

O Regresso - Victoria Hislop

tirada da net
 Demorei mais tempo do que pretendia a ler este livro de 460 páginas. Terminei-o no primeiro dia deste ano.
Gostei imenso da história no geral, mas confesso que tive momentos de esmorecimento, em que parecia que a história esfriava e me fazia perder o interesse. Depois alternava com outros capítulos em que só me apetecia devorar as palavras, página após página.
Gostei do livro principalmente pelo relato daquilo que deve ter sido uma ínfima parte da história da Guerra Civil Espanhola e da implantação do regime franquista.
Foi de ficar absolutamente arrepiada pela forma realista como narrou os abusos e barbaridades cometidas em nome de um ideal político. 
Confesso que em dado momento, especialmente por épocas natalícias me ajudou a conter-me mais, porque ler sobre pessoas que tinham perdido familiares, filhos pequenos, as casas e todas as suas posses numa guerra que nunca pediram, fez-me perceber que tudo na vida é efémero, especialmente aquilo que hoje damos por adquirido, como uma mesa farta, o conforto de um lar, meios de deslocação e comunicação rápida própria de tempos de paz. 
E a liberdade, principalmente a liberdade individual!!
Dei comigo a pensar: nestes dias de turbilhão económico-social, se alguém se lembrasse de querer impor um ideário politico pela repressão, talvez passássemos pelo mesmo...
Pelo realismo e pelo facto de saber que aquilo ocorreu, por muito ficcionada que tivesse sido a história, tive momentos em que não consegui pegar-lhe para ler...
Talvez por isso, agora tenha optado por uma história mais leve e alegre!

Mudam-lhe o nome...

Mas a m*rda é a mesma!!
Aliás, desconfio que foi em nome do aumento exponencial de impostos que pagamos, que devem ter mudado o nome à Direcção Geral de Impostos, que agora se chama pomposamente "Autoridade Tributária e Aduaneira"...
O site do Portal das Finanças já viu melhores dias e está cada menos user friendly
O mês passado perdi uma hora a tentar descobrir onde emitia o IUC do carro que era do meu pai e hoje perdi mais 45 minutos a tentar que carregassem electronicamente a nota de pagamento do IUC do meu carro... 
Além de confuso, está sempre a ir abaixo e a dizer que está indisponível.
Pagamos cada vez mais por serviços cada vez mais medíocres...
Quero ver como será quando chegar o dia de entregar a declaração de rendimentos...

Note to self ou lembrete para mim mesma!?

tirada da net - e não é que tenho um em casa igualzinho??!!
"Não apagar a luz para dormir à 1h30! 
É bom ficar a costurar, a ver uma série de eleição na tv e depois ainda ir ler para a cama, mas depois o resultado está à vista...
Naná, tu já sabes que és uma dorminhoca e tens que dormir cerca de 7h, por isso, trata de adormecer por volta das 11h30, sim?! 
Isto se quiseres manter-te acordada no dia seguinte em frente ao computador..."

3 de janeiro de 2012

Proezas inéditas

tirada da net
 Consegui passar por estas festas todas, onde havia doces com fartura, sem ter engordado um único quilograma!
Não perdi quilo nenhum, mas não saí daquela marca onde estava...
E acreditem que comi doces sem restrição - aliás, a nutricionista disse mesmo para esquecer o plano alimentar nestas datas, porque senão o resultado era pior...
Grande vitória para mim, que basta pensar em doces e creio que engordo logo meio quilo...

Começa cedo!

tirada daqui
Há dias o Falipe, como sempre ia falando dos meninos e meninas da sala dele na escola, e quando chega à vez da Rita, eu fiz-lhe uma pergunta de rasteira:

- Tu gostas da Rita?
- Sim, é a "namohada"!

Pois, isso já me palpitava... depois de ter visto a foto no diário dele da escola, onde estavam os dois abraçadinhos, qual casal de pombinhos apaixonados, parecidos aos meninos da imagem ali em cima!

E não é que o sacaninha escolheu logo uma menina mais velha que ele e bem gira por sinal?!

Sabes?

É assim que o meu filhote começa as frases agora... 
A cada dia que passa, está mais desenvolto na sua capacidade de imaginar e inventar histórias e contar aquilo que vê, pelos seus olhos de menino. 
Já não é mais um bebé, já parece um homenzinho em ponto pequeno!
A semana que estivemos os dois de férias soube-me tão bem. Foi pouco até... acordar com ele a chamar por mim, poder ficar com ele na cama (dele, já que agora é grande eu já consigo caber lá...) a fazer ronha até nos apetecer, tomarmos o pequeno-almoço juntos sem pressas, sem correrias.
Ele parece ter desenvolvido ainda mais as suas capacidades de afecto e demonstrou uma meiguice desmesurada comigo e com o pai. Aprendeu quando deve dizer "esculpa" e fazia-o de forma sincera e despretenciosa.
Agora que já sabe as letras todas do "alfabeto" como já lhe chama, começou a associar as letras a palavras: o C é de ca'telo (castelo), o D é dinóssauo, o T é de tatahuga, o M é de macaco, o H é helicópeo. 
Adoro ouvi-lo dizer que o Q é o "queijo", o R é o "égue", o W é o "dábliú", o X é o "xinês" mas principalmente o Y a que chamava "falone" e agora é "ipalone"...
Descobriu que quando se "póta bem" a "mamã fica contente" como ele diz...
Adora o pai e fica mesmo contente quando o pai está em casa: "o papá não vai tabaiar, não, não..."
O expoente máximo deste menino que há meses fazia birras todos os dias e agora parece um poço de bom comportamento foi na passada sexta-feira, quando me pediu para andar no avião do Noddy. Expliquei-lhe que apenas tinha uma moeda e que só dava para uma viagem, para que ele depois não fizesse uma birra desmesurada, como fez há uns dois meses. Disse-lhe que quando a moeda terminasse, tínhamos que ir para casa.
Ele adorou a viagem e no fim aceitou vir para os meus braços, para descer.
E enquanto me dava a mão para irmos para o carro, diz-me: "Falipe qué potá-se bem, mamã".
Eu, mãe babada confessa, senti o meu coração inundar de orgulho e alegria!

Das passagens de ano (ainda...)

Passei-a como queria, na companhia das duas pessoas mais importantes da minha vida: o G. e o nosso filho!
Quis ficar em minha casa, no quentinho da lareira, beber champanhe sem o risco de levar um banho e ficar peganhenta. De poder estar sentada, se me apetecesse e de poder levantar-me se me aprouvesse, em vez de estar tipo sardinha em lata para entrar nalgum estabelecimento de diversão nocturna ou estar a levar com um cotovelo cravado nas costas numa pista de dança apinhada de gente!
Não foi uma entrada exuberante em 2012, mas foi a que eu quis, a que eu escolhi!
Porque o meu tempo de noitadas na disco já lá vai, sem desprimor para quem gosta e acha que assim é que se deve entrar... 
Já não tenho paciência para a histeria, os gritos, os copos entornados, os encontrões, as bebedeiras mais leves ou as mais carregadas... Tempos houve que achava que isso era giro!

Teria sido mais pacata ainda, não fossem o meus vizinhos novos terem literalmente convertido a casa numa discoteca, com direito a projectores coloridos rotativos e creio inclusivamente que havia uma bola de espelhos... e obviamente, música alta, muito alta!
À medida que a noite e a besana foi avançando, aumentava o volume da música proporcionalmente... até que eu estabeleci o limite às 3h da manhã, quando comecei a ouvir a Pixie Lot a cantar dentro do meu quarto (que nem é paredes meias com a casa ao lado) e pior um pouco no quarto do F.
Tive que ir bater à porta e pedir gentilmente que pelo menos baixassem um bocado o volume, coisa que me desagrada um bocado, mas tinha que ser... Por acaso tivemos sorte, que eles respeitaram o nosso descanso!

2 de janeiro de 2012

Retrospectiva: 2011

Não foi dos piores anos para mim. 
Já tive muito piores, muito mais negros e turbulentos...
Este ano foi para mim marcado por mudança, sendo esta a palavra que melhor caracteriza 2011:
- mudei de emprego e para melhor! Isto numa altura em que arranjar emprego já era difícil - aliás, o ano começou com esta boa notícia!
- como mudei para melhor, passei a ter um vencimento melhor e logo mais desafogo financeiro;
- deixei de trabalhar no mundo das obras, que era algo que já desejava há algum tempo;
- passei a entrar e a sair a horas, que era coisa inexequível quando trabalhava em obra;
- passei a ter um cenário menos stressante no trabalho, porque as obras são um "bico de obra";
- encontrei colegas novos com quem travei amizade, e outros que já conhecia
- consegui dar uma cara lavada à casa do meu avô e ficou tão linda!
- tomei uma decisão difícil que andava a adiar por mais de 18 meses: meter obras no apartamento do meu pai, para o poder arrendar;
- redescobri o crochet e percebi o quanto prazer poderia retirar daí;
- descobri que costurar é algo que gosto de fazer e que isso me dá prazer;
- experimentei a prática do karaté e adorei!
- conheci pessoas especiais, algumas delas mesmo que apenas virtualmente, para já - sim tu és uma delas, Tanita - e que têm sido importantes na minha vida!
- mas as maiores mudanças foram trazidas pelo meu pequeno filho, que neste ano que passou me mostrou um mundo tão novo, diferente. Primeiro foi o desfralde, depois a retirada da chupeta, a mudança da cama de grades para a grande. Mas a maior surpresa é ele ter aprendido o alfabeto todo antes de ter completado 3 anos e por estes dias já associa letras a palavras. Com uma série de avanços e recuos na aprendizagem dos números, já conta correctamente até 13, sem que eu o pai o tenhamos forçado para aprender... ele demonstra uma curiosidade sequiosa em aprender, em descobrir! E por fim, depois de vários meses a testar os limites da nossa paciência com as birras próprias da idade, veio a recompensa enorme que é a meiguice natural e a compreensão das coisas, quando lhe explicamos tudo tim-tim por tim-tim!

No geral, não me recordo assim de nenhum acontecimento propriamente que me faça desgostar de 2011... tirando apenas o facto de este ano não ter gozado férias nenhumas no meu Setembro de eleição, mas este ano vai haver novo Setembro! 
E alguns aborrecimentos com o andamento das obras, mas isso já seria de esperar...

Resoluções para 2012

Todos os anos antes do ano terminar, faço uma lista de coisas que desejo que ocorram no ano novo que entra.
Faço isto desde 1999 ou coisa assim... 
Mas o que gosto mais é de voltar a ler a lista de tempos a tempos, e picar de novo os desejos e ver se aconteceram ou não.
Posso dizer que por norma, em 12 itens, cerca de metade realiza-se, seja por "força do destino" ou por esforço meu, com o ênfase neste último!
Outra coisa que costuma acontecer é haver pontos da lista de um ano a transitarem para o ano seguinte e acabarem por se concretizar!
Este ano não foi excepção, elaborei a minha lista de 12 desejos, incorporando alguns do ano passado.
Tentei listá-los de forma realista, porque por mais que sonhemos, temos que saber o que queremos concretamente!
No entanto, além da lista de coisas que pretendo alcançar, tomei uma resolução, como que um mote para me orientar neste ano e doravante na vida:
Não perder o meu tempo com pessoas que não perdem o seu próprio tempo comigo!

Se há pessoas que só se lembram de mim quando precisam, porque estão sozinhas ou aflitas e quando não precisam de mim, nem me passam cartão e estão-se borrifando para mim, então peço desculpa mas o meu tempo é precioso, e não estou disposta a gastá-lo com quem não me dá valor, seja em que altura for!

Os meus desejos para 2012?

Os primeiros quatro são respeitantes à minha família, que são o meu mundo, o meu porto seguro!
Existem dois que dizem respeito à minha saúde e ao meu corpo!
Os outros dizem respeito à vida profissional e a economia e finanças!
O último é o mais importante para que todos os restantes se possam concretizar em pleno: viver em paz e ser feliz!

Para concluir, deixem-me só dizer que sou daquelas pessoas que tem uma estranha crença nos anos bissextos... normalmente são anos bons e memoráveis! E isso faz-me ter muita esperança em relação a um ano que surge encoberto de negrume no seu horizonte...