29 de dezembro de 2011
Brinquedos novos!
Este ano o pai Natal trouxe-me isto (ou melhor, o G. ofereceu-me)!
Fiquei contente, contente!
Quem havia de dizer que eu ia ficar feliz com um brinquedo destes?!
Fui indagar...
Sobre a escultura cujas fotos postei ontem.
Fica localizada na rotunda da praia do Farol, em Vila Nova de Milfontes, local que adoro visitar especialmente ao final do dia...
Descobri que se chama "Arcanjo", e é de Aureliano Aguiar e tem uns imponentes 3,5 metros.
E já ganhou um prémio e tudo...
28 de dezembro de 2011
Anjo de Metal
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| By Naná |
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| By Naná |
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| By Naná |
Adoro esta escultura!
Fico fascinada com a criatividade do seu criador, pelas peças que usou e pela forma como as combinou, para dar origem a este ser, que nem sei bem descrever...
Às vezes acho que é um anjo de metal, noutras imagino que se assemelha ao Luís de Camões, não sei bem porquê...
25 de dezembro de 2011
25 de Dezembro de 2008
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| 25 de Dezembro 2008 |
Nasceste tu, F., o "meu" Menino Jesus!
Eu bem te avisei para não nasceres neste dia, para te aguentares as 3 semanas que ainda faltavam até ao dia previsto, porque este era um dia não muito bom para nascer...
Só vais receber uma prenda em vez de duas (mas da mãe e do pai haverão sempre duas: uma para cada ocasião) e quando fores maior, os teus amigos não irão contigo para os copos, porque os bares e as discotecas estarão fechadas e os teus amigos estarão todos em casa das respectivas famílias... eu bem te avisei!
Mas tu estavas cheio de pressa para nos conhecer, aos pais e a este mundo meio maluco em que vivemos.
Como nasceste apressado, contigo nada pode esperar... tem que ser tudo na hora!
Fizeste-me ir para o hospital no dia do ano em que eu menos queria ir lá... Receava ir num dia que se quer de festa, e sermos recebidos por profissionais de mau humor e de má vontade por estarem a trabalhar num dia que é de festejar em família.
Depois receava não haver anestesista, não fosse eu gritar por uma epidural... quando as contracções apertassem mais.
Mas fui ao Hospital, sozinha a conduzir, às 6h da manhã, por causa duma hemorragia. Nunca pensei que 5h depois estaria a olhar para o teu rosto, que é o mais lindo que conheço!
O teu pai estava a trabalhar e não me atendia o telefone... liguei à prima M. que se despachou às pressas para ir ter comigo, mas desencontrámo-nos por minutos.
Eu nunca pensei que ia ficar logo internada no Bloco de Partos. Vá lá que acabei de fazer o saco para a maternidade antes de sair de casa, não fosse ser preciso (pois é... fomos receber as prendas na Consoada, para meter logo no saco e pôr a uso).
Depois de ter chegado lá, durante uma hora ainda andaram a ver se querias mesmo nascer e chegaram a acusar-me levemente de ser uma parturiente que desconhecia sinais de parto. Mas eu só lá fui por causa da hemorragia... nunca afirmei estar em trabalho de parto. Quando viram que eu estava a falar a sério, lá me pediram desculpa e disseram que ainda bem que tinha lá ido...
O teu pai chegou às 7h a cair de sono e cansaço, porque em 48h apenas tinha dormido 4h... ainda me deu um valente raspanete por ter ido sozinha a conduzir para o hospital. Mas se eu não me doía nada... (e com isto ficas a saber que a tua mãe é mulher desenrascada!)
Às 7h30, o enfermeiro mal encarado dizia-me que era falso alarme, e que eu não estava em trabalho de parto, porque o CTG dizia que eu tinha contracções muito fortes e que era suposto estar aos gritos, mas eu estava bem disposta e a rir! (era deste tipo de mau humor que te falava...)
Às 8h mudou o staff todo e vejo entrar o Dr. FG, o médico obstetra que te seguiu e que relatava com incontido entusiasmo a tua evolução, quase como se fosses filho dele...
Às 9h e pouco caiu-me a ficha... não tinha nem o muda-fraldas com banheira incorporada, nem carro de bebé e nem a cadeirinha do carro... tínhamos deixado tudo para o fim, afinal era suposto nasceres dali a 3 semanas...
Por essa altura prepararam-me para levar a epidural, caso a pedisse. Eu ainda conseguia suportar bem a coisa e estava alegre e contente.
Por volta das 10h as contracções começaram a aumentar consideravelmente e eu já tentava aplicar os conhecimentos que tinha aprendido nas aulas de PPP, mas aquilo não estava a servir para aliviar nada, apenas me distraía ligeiramente das dores que quase me "partiam" a coluna na zona renal... nesse momento, lembrei-me do conselho que me tinham dado de não ir para lá demasiado cedo. Arrependi-me um bocado por ter sido impulsiva... mas continuei bem disposta e alegre!
Meti na cabeça que tudo iria correr bem, porque a tua avó nasceu em casa e se a tua bisavó conseguiu, eu também conseguia!
Às tantas, a enfermeira e a parteira começaram a andar de volta de mim, com uma tal pressa que as águas rebentassem, quando a dilatação ia tão no início. Não falavam noutra coisa... achei estranho... mas as águas rebentaram mesmo cerca de 15 minutos depois, como um dilúvio! As expressões de cara de ambas as senhoras eram algo preocupantes. Vem de lá dr. FG que depois duma breve eco, me diz categoricamente:
- Vamos para o bloco operatório, vais fazer uma cesariana!
Eu respondi automaticamente:
- Então está bem!
Só depois é que ele me disse que tu tinhas o cordão umbilical em torno do pescoço e que não ia esperar para eu acabar a dilatação, porque não sabia quanto tempo eu ia levar nesse processo. Aí relacionei tudo, com a expressão de cara da enfermeira e da parteira quando viram as águas...
O anestesista veio injectar a epidural, fria e gelada nas minhas veias. Acompanhou-me no percurso até ao bloco operatório e deve ter-me perguntado 50 vezes se estava nervosa. Eu 50 vezes repeti que estava calma (aliás, quem me estava a dar nos nervos era ele aquela pergunta tanta vez repetida!! cheguei a querer bater-lhe a ver se ele se calava com aquilo...) e ele 50 vezes me disse que não ficasse nervosa, que ia ver-te dentro em breve!
Cheguei à entrada do bloco operatório e encontro a S., minha vizinha desde que éramos pequenas e fiquei ainda mais descansada porque sabia que ia estar bem acompanhada!
Andei nuns tapetes rolantes super fixes e gelados, para passar duma marquesa para outra.
A S. esteve sempre ao meu lado e explicou-me tudo, que era normal sentir isto ou aquilo, que gritasse se doesse.
Assisti a tudo, quer dizer... ouvi tudo, porque havia um pano azul a tapar-me a visão.
A epidural deu-me alguma sonolência, mas eu arregalei os olhos para estar atenta. Ouvi o dr. FG pedir a tesoura, as compressas, os clamps, os agrafes, ouvi ele dizer ao colega para não fechar que ainda tinha compressas "lá dentro"... parecia que estava num episódio da Anatomia de Grey, mas a doente era eu...
Nasceste às 11h!
E depois vi-te!!! Nunca mais esquecerei o teu rosto naquele preciso momento, às 11h e qualquer coisa... embrulhado na manta azul e cinzenta do hospital, com o gorrinho azul que te comprei!
Parecias um anjo, olhos fechados e calmo, pele branca, sem borbulhas e aqueles lábios... os que eu tinha pedido e desejado que tivesses, iguais aos do teu pai, quase como que decalcados a papel químico!
Curiosamente não me recordo de te ouvir chorar...
Quando a S. te pôs cara a cara comigo, quis tocar-te, abraçar-te, mas não pude... estava de braços abertos, qual Cristo na cruz, ligada a tubos e fios por todo o lado. A máquina dos sinais vitais começou a apitar insistentemente, a dar sinal que estava a ter um episódio de hipertensão. A S. disse que ia levar-te ao teu pai e eu apenas consegui assentir com a cabeça, porque tinha tanto, mas tanto sono...
Passei quase 2h no recobro, a querer dormitar mas sem conseguir porque apesar das 5 mantas que me tapavam, tremia com frio e batia os dentes como se estivesse ao relento... Acho que foi a descompressão...
Depois levaram-me para junto de ti e pude tocar-te, acariciar-te, beijar-te e principalmente contemplar-te enquanto te alimentei pela primeira vez!
O meu coração estava inundado de uma felicidade até então desconhecida e o teu pai... esse ostentava um sorriso como nunca lhe vira até então! Um sorriso que encerrava toda a felicidade e alegria possível de quem acabou de se tornar pai!
E a tua mãe lembrou-se que no meio da burrice, deixou a máquina fotográfica em casa, com medo de a perder no hospital...
Nesse dia, começou um percurso lindo a três! Cansativo por vezes, é certo... mas o amor que sinto por ti não tem limites, assim como o do teu pai!
21 de dezembro de 2011
Férias... porque eu mereço!
Estou a minutos de ir de férias!
Bem preciso... tive uma semana em Março e outra em Novembro...
Nunca tive hábito de tirar férias nesta época, mas desde que o F. foi para o infantário, e este fecha apenas uma semana no ano, a última de Dezembro, tirar férias depois do Natal passou a ser a norma.
Não me importo nada!
Além de ter o prazer de estar com o meu filhote, sabe bem ficar em casa no quentinho!
Por isso, trabalhar?!
Agora só para o ano!
Amuletos
Não sou particularmente supersticiosa...
Mas acredito em algumas coisas do "oculto" chamemos-lhe assim. Detesto ver tesouras abertas! porque diziam as crendices populares que tesouras abertas eram garreias certas!
O meu pai sempre teve a crença de que os "cinco saimancos", como chamavam os antigos à estrela de cinco pontas, era um símbolo de protecção forte contra as invejas e o mau olhado.
Lembro-me de ser pequena e o meu pai ter comprado numa feira, a um conhecido, uma moeda antiga só porque a coroa era exactamente a estrela de cinco pontas. Dizia-se que dava sorte andar com uma nos bolsos.
Uma amiga minha trouxe-me esta medalha de lembrança duma viagem que fez à Alemanha.
Pode não ter significado ou poder nenhum, mas uso-a diariamente.
Se acredito que me protege? Não diria isso propriamente... mas tenho cá para mim que a minha crença na estrela de cinco pontas me afasta de alguns males.
Há quem lhe chame superstição...
Eu chamo-lhe pensamento positivo!
20 de dezembro de 2011
2012
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Por norma, costumo ter feelings em relação aos anos que vão começar...
Quase invariavelmente acerto!
Em relação a 2012, acho que vai ser um ano de extremos:
Vai ter coisas boas, mas mesmo muito boas!
E as menos boas, não vão ser mesmo nada boas...
Se 2011 foi para mim um ano de grande mudança (profissional) tal como esperava,
acho que 2012 vai ser um ano que traz consigo mudanças drásticas.
No meu caso, acho que se vão fazer sentir a todos os níveis.
Sinto que vou ter que tomar decisões importantes, especialmente no campo pessoal.
Acho que há incertezas que se irão converter em confirmações ou não.
Há decisões adiadas que serão por fim formalizadas.
Há posturas pessoais e profissionais que terão que ser revistas.
Algo me diz que este 2012, vai ser o ano do "vai ou racha"!
Estou para ver...
Foi pedido ao G. que apresentasse a declaração de IRS referente a 2009, na secretaria da entidade patronal, com carácter urgente e obrigatório.
Ao que parece, existem umas dúvidas quaisquer sobre a atribuição de abono de família nesse ano.
Aliás, esse foi o único ano em que recebemos algum euro de abono de família... porque em 2010, nem nos demos ao trabalho de fazer o pedido.
Foram peremptórios no pedido de apresentação da dita declaração: se não apresentássemos, seríamos obrigados à devolução do valor do abono recebido!
Agora vão avaliar nem sei bem o quê...
Ora bem, então analisem bem, meus senhores!
Mas escusam de se entusiasmar e sequer equacionar a hipótese de termos que devolver os valores recebidos!!!
É que 29€/mês, que foram recebidos após 6 meses decorridos do pedido, pode ser pouco, mas eu e o G. bem descontámos para tal.
É que ao contrário de muitos outros, temos trabalhado como nos compete, feitos todos os descontos regulares desde 2002 (eu) e 1999 (o G.), pagamos todos os impostos e declaramos todos os rendimentos e mais alguns e; achamo-nos no direito de receber algum tipo de abono de família. (falam tanto no fomento e no apoio à natalidade, sim tá bem...)
É que eu sou muito boazinha, mas não me lixem, sim?!
Eu não me importo de descontar... mas sinceramente custa-me saber que possivelmente nem vou ver a cor do dinheiro quando chegar à idade da reforma, e desde 2002 apenas recebi subsídio de desemprego 3 meses e 5 meses de licença de maternidade, e assistência na doença não mais do que 2 vezes.
Eu detesto andar a fazer descontos regulares, para alimentar e dar de "mamar" a chulos que não querem mexer uma palha na sua insignificante vida!
E se me pedirem a devolução... preparem-se para receber recusa atrás de recusa.
Se houve engano, não foi meu concerteza!
19 de dezembro de 2011
Gratidão
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É tão bom ter a possibilidade de me sentar no sofá, com o pequeno F. sentado ao meu lado a fazer graçolas, tapados com uma manta de felpo, ao calor da lareira!
Dei por mim a agradecer estes pequenos e simples momentos, quando fui subitamente assaltada pela ideia de que há tantos a passar frio nas ruas, que não têm uma casa, um sofá, uma manta ou uma lareira para os aquecer. Ou que não têm alguém querido que lhes aqueça pelo menos o coração...
16 de dezembro de 2011
Festa de Natal
Foi ontem!
O meu menino mais lindo do mundo foi vestido de duende do Pai Natal.
Cantou com entusiasmo esta música:
E eu só me lembrava o quanto o meu pai tinha um ódio visceral a esta canção em particular...
15 de dezembro de 2011
Irra...
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Agora que me vejo obrigada a escrever no novo (des) Acordo Ortográfico, ainda o abomino mais!
A sério!...
Isto faz-me ferver o sangue...
Eu sempre me orgulhei de escrever bem, sem erros, de saber onde ficam os p's antes dos t's, o duplos c's, todas as letrinhas supostamente silenciosas que este mald'çoado Acordo aboliu, como quem apaga todo um passado ortográfico.
Só me apetece praguejar... sempre que vejo aquela linha ondulada vermelha da correcção ortográfica do programa do computador a dizer-me que errei, que escrevi mal, quando eu sei que escrevi bem, que é assim que se escreve, porque foi assim que eu aprendi na escola e com muito orgulho!
Se apanho os mentores desta asneirada em que se transformou a nossa língua escrita, acho que lhes atiro com um sapato no trombil...
15 Dezembro 1911
Foi neste dia que nasceu uma das pessoas mais bonitas e sábias que tive o prazer de conhecer!
Era meu avô materno e chamava-se Manuel de Oliveira.
Era um homem baixo de apenas 1,52 cm, atarracado, seco, com a tez crestada das intempéries de quem trabalhou a vida toda no campo.
Era cego de um olho e usava um de vidro. Perdeu-o cedo na vida, devido a um pedaço duma enxada que foi projectada depois de ter embatido numa pedra, enquanto cavava.
Era teimoso e convicto.
Era generoso e paciente até mais não (principalmente comigo).
Era um bom irmão, no seio duma irmandade de um total de 9.
Gostava de beber um copito de aguardente de medronho por volta do meio da tarde.
Era trabalhador e orientado na vida, já que foi gerindo e aumentando o seu património, que hoje é meu...
Não sabia ler nem escrever, mas fazia cálculos matemáticos de cabeça como ninguém e ensinou-me coisas da vida que nunca encontrarei em livros nenhuns!
Era um homem justo e sensato.
Topava vigarices e aldrabões a milhas e ninguém o conseguia convencer do contrário quando assim pensasse. (acabei por confirmar que ele tinha razão).
Era um homem que aceitava o que a vida lhe deu, nunca baixou os braços em face das dificuldades.
Nunca me levantou a voz uma única vez sequer, mesmo com as maiores diabruras que eu lhe fazia! Sempre me ensinou e explicou tudo com uma candura enorme.
Era brincalhão e dono duma calma enorme!
Aos 76 anos percorria 8 km a pé (com ladeiras íngremes pelo meio) para vir da vila para casa, porque lhe aborrecia esperar pela cáminete das 16h30 e ele tinha mais que fazer!
Eu sempre te disse que queria que vivesses até aos 100 anos. Seria hoje...
Se isso tivesse acontecido, terias conhecido a tua neta adulta e o teu bisneto pequeno.
Todo o tempo que passei contigo foi pouco!
Chorava que nem uma Madalena todos os domingos à noite quando vínhamos para a nossa casa na cidade, porque ficava com medo de que ficasses triste e sozinho... à sexta feira, pulava de alegria e ansiedade por ir passar o fim de semana contigo, dormir na mesma cama contigo e pregar-te a bela da travessura de te roubar a almofada!
Quando o primeiro AVC te roubou a lucidez, eu era a única a quem reconhecias!
Guardei o teu chapéu de feltro preto, o teu colete, a tua samarra, o teu olho de vidro e o teu relógio de bolso. Mas o tempo e a humidade estragaram os primeiros, e hoje apenas guardo os dois últimos com um carinho enorme.
O segundo nome do meu filho é o teu, porque assim prometi que seria!
Foi um prazer ser tua neta, Manuel de Oliveira!
Quem me dera que tivesses mesmo vivido para assinalar este dia...
Era meu avô materno e chamava-se Manuel de Oliveira.
Era um homem baixo de apenas 1,52 cm, atarracado, seco, com a tez crestada das intempéries de quem trabalhou a vida toda no campo.
Era cego de um olho e usava um de vidro. Perdeu-o cedo na vida, devido a um pedaço duma enxada que foi projectada depois de ter embatido numa pedra, enquanto cavava.
Era teimoso e convicto.
Era generoso e paciente até mais não (principalmente comigo).
Era um bom irmão, no seio duma irmandade de um total de 9.
Gostava de beber um copito de aguardente de medronho por volta do meio da tarde.
Era trabalhador e orientado na vida, já que foi gerindo e aumentando o seu património, que hoje é meu...
Não sabia ler nem escrever, mas fazia cálculos matemáticos de cabeça como ninguém e ensinou-me coisas da vida que nunca encontrarei em livros nenhuns!
Era um homem justo e sensato.
Topava vigarices e aldrabões a milhas e ninguém o conseguia convencer do contrário quando assim pensasse. (acabei por confirmar que ele tinha razão).
Era um homem que aceitava o que a vida lhe deu, nunca baixou os braços em face das dificuldades.
Nunca me levantou a voz uma única vez sequer, mesmo com as maiores diabruras que eu lhe fazia! Sempre me ensinou e explicou tudo com uma candura enorme.
Era brincalhão e dono duma calma enorme!
Aos 76 anos percorria 8 km a pé (com ladeiras íngremes pelo meio) para vir da vila para casa, porque lhe aborrecia esperar pela cáminete das 16h30 e ele tinha mais que fazer!
Eu sempre te disse que queria que vivesses até aos 100 anos. Seria hoje...
Se isso tivesse acontecido, terias conhecido a tua neta adulta e o teu bisneto pequeno.
Todo o tempo que passei contigo foi pouco!
Chorava que nem uma Madalena todos os domingos à noite quando vínhamos para a nossa casa na cidade, porque ficava com medo de que ficasses triste e sozinho... à sexta feira, pulava de alegria e ansiedade por ir passar o fim de semana contigo, dormir na mesma cama contigo e pregar-te a bela da travessura de te roubar a almofada!
Quando o primeiro AVC te roubou a lucidez, eu era a única a quem reconhecias!
Guardei o teu chapéu de feltro preto, o teu colete, a tua samarra, o teu olho de vidro e o teu relógio de bolso. Mas o tempo e a humidade estragaram os primeiros, e hoje apenas guardo os dois últimos com um carinho enorme.
O segundo nome do meu filho é o teu, porque assim prometi que seria!
Foi um prazer ser tua neta, Manuel de Oliveira!
Quem me dera que tivesses mesmo vivido para assinalar este dia...
14 de dezembro de 2011
Telefonia
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| tirada do Weheartit |
O meu avô tinha uma telefonia praticamente igual a esta...
Eu, menina de 4 ou 5 anos, ficava fascinada a ouvir o som que dela saía, não sabia muito bem como. Adorava ligar a telefonia e eu e o meu avô Manuel de Oliveira passávamos bons momentos de volta dela.
A música que mais adorávamos que passasse na telefonia era mesmo a do "Passarinho... às 4h da madrugada". Cantávamos os dois a moda alentejana e era uma festa! Ainda hoje sei a letra de cor.
Não sei onde a telefonia foi parar... pode ser que por sorte, a mania do meu pai de guardar tudo e mais alguma coisa, tenha surtido algum efeito e ela esteja refundida e guardada na garagem, debaixo de teias de aranha e camadas de poeira, desde o ano de 1988...
Gostava de lhe dar vida novamente e usá-la como adorno na casa de campo, que o meu avô construiu com as suas mãozinhas de homem pequeno e rabiteso.
Gostava de poder devolvê-la ao local que sempre habitou, porque a telefonia, essa... fazia parte da mobília e dava um novo colorido às nossas vidas!
13 de dezembro de 2011
Espreitadela (ou será sneak peek?!)
Comecei este projecto recentemente.
Estou a adorar!
Ainda vai levar tempo até estar concluído... muito tempo, trabalho e lãs pela frente!
Pecado da gula
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| tirada do Pinterest |
Pior do que tentar combater a minha gula, para ver se levo o plano alimentar da nutricionista a sério (que ando a ignorar há uns 6 meses...) e perco finalmente os 15 quilos a mais que já me fazem mossa na saúde e na auto-estima, é ter que combatê-la enquanto lido com a gulodice do G.!!!
Ora anda uma pessoa a tentar não pensar em doces, chocolates e bolos, e depois o G. lembra-se que lhe apetece vorazmente uma fatia de salame!
- "Naná, fofinha, vai lá fazer um salame para mim?!" com aquele ar entre o cachorrinho carente e o marido autoritário...
Lá fui eu, numa luta com o meu cérebro - porque isto de controlar o que entra na boca passa quase 90% pela cabecinha - para a cozinha, fazer um salame às 10h da noite...
Só não fui fazer tigelada, porque me faltavam alguns ingredientes...
12 de dezembro de 2011
As obras...
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| tirada do weheartit.com |
Estão a ir... devagar ou paradas!
Aguentei duas semanas a ver a banda passar, a ouvir desculpas umas atrás das outras... a repetir as mesmas coisas, que isto tem que ser feito, que falta fazer o outro, sempre com a minha calma diplomática.
Até à semana passada, em que me saltou a tampa e diplomaticamente dei um puxão de orelhas figurado se bem que me apetecia ter sido mesmo ao empreiteiro por ter levado três dias a fazer o rejuntamento dos quartos - um quarto rejuntado por dia...
Se eu não tivesse trabalhado nas obras cerca de 8 anos, até podia achar que esse tempo era perfeitamente normal. Mas não é... em média leva 2/3h a fazer!
Paguei metade dos trabalhos mas ainda não tenho metade dos trabalhos executados... pensava ter a obra pronta lá para final deste mês, princípio do próximo. Actualmente, posso dizer que se estiver pronta em meados de Fevereiro, serei uma mulher cheia de sorte.
Quanto à qualidade de execução, não é má, mas podia ser melhor... acho que não era preciso ser eu a chamar a atenção de que os rodapés estão cheios de arestas vivas e irregulares e que têm que ser passados a rebarbadora!
Os senhores das cozinhas receberam 80% do valor total da cozinha e nunca mais disseram nem ai nem ui... estão com sorte, porque tenho a cozinha atrasada. No entanto, quando eu rodar a baiana, pode ser que não hajam mortos nem feridos. Porque eu sou uma gaja muita porreira, mas saiam da frente quando me chega a mostarda ao nariz!
Sou uma cliente até bastante dócil, se me souberem levar, mas abotoarem-se com o meu dinheiro e nem darem o ar da graça "olhe a sua cozinha está em execução" ou "não se preocupe que não está esquecida"... é coisa para me fazer ferver o sangue!
Os materiais que comprei (pavimentos cerâmicos e revestimentos) foram outra... a dona da casa que me recomendaram com os maiores louvores, é uma daquelas vendedoras de palmatória e deu-nos uma bela duma banhada que levei duas semanas a topar. Disse que me fazia descontos por estar a encomendar quantidades consideráveis de material e que me fazia preço final 8.80€/m2, quando na realidade aplicou-lhe IVA a 23% por cima, e eu acabei por gramar uma bucha superior a 300€ dos tais descontos que nunca me fez! Quando a confrontámos com a coisa, disse-nos na maior das latas que nós é que tínhamos ouvido/entendido mal.
Oh cara senhora aldrabona, se me diz que 8.80€ é preço final, isso só significa uma coisa: que o IVA já está incluído!!
Apesar de ter respirado fundo e optado por não me chatear com o roubo encapotado nos preços, eis que me pregam mais uma: escolhi um pavimento para as casas-de banho no início de Setembro que deveria ter sido entregue no início de Outubro. Quando na primeira semana de Novembro pergunto a razão do atraso na entrega dizem-me que não podem e não vão entregar porque a fábrica entrou em ruptura de stock. Ao que eu barafustei e como cliente cabra disse que se desenmerdassem, porque encomendei o material dois meses antes e, já tinham tido tempo mais que suficiente para me avisarem da ruptura de stock na fábrica.
Diziam-me que não podiam fazer nada! Não aceitei isso como resposta, porque me andaram a dar abébias durante três semanas, que o material ia ser entregue. O resultado foi que tive que escolher outra peça (por acaso, acabou por ser uma escolha bem melhor que a inicial..) por um preço mais barato, o que me permitiu poupar quase 100€ e fez com que o rombo da banhada do IVA não fosse tão grande nos meus bolsos...
Em suma, aqueles senhores de mim vão ter as piores recomendações! Fiz-lhes uma cruz!
Depois admiram-se das queixas que têm, que isto está mau... que há crise! Em vez de fidelizarem o cliente, preferem enganá-lo e levá-lo à certa! Grande estratégia, sim senhora!
Enfim... a saga vai continuar... falta saber até quando é que a minha paciência se vai aguentar!
9 de dezembro de 2011
Filmes da minha vida
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| tirada da net |
Este não será de certeza o primeiro da minha longa lista, mas revi-o na semana em que estive que férias.
A primeira vez que o vi, nunca mais esquecerei! O F. tinha nascido havia apenas 15 dias e eu estava frágil e ainda com baby-blues.
Chorei convulsivamente sem exagero nos últimos trinta minutos do filme, quando ele começa a ficar criança. O G. até ficou assustado comigo e eu só lhe disse: "não foi a altura mais indicada para ver este filme..."
Pensei que quase decorridos 3 anos, não teria certamente a mesma reacção, e além disso já conhecia o filme e já sabia a história.
Enganei-me e chorei novamente, quase com a mesma pungência que da primeira vez!
Não pelos baby-blues... mas porque desta vez assimilei a mensagem que transmite sobre o que é isto da mortalidade, da velhice e da juventude! De como o nosso corpo se vai deteriorando e ficando decrépito...
Continuarei a ser fã deste filme, não só pelo desempenho do Brad Pitt (actor de quem gosto desde que o vi pela primeira vez no Thelma & Louise), mas pela história que conta, pela perspectiva diferente que traz daquilo que é nascer, viver e morrer!
Sinceramente, acho que é mesmo melhor vivermos a nossa vida como é natural: nascer bebés e morrer velhos, do que ser bebé num corpo de velho e velho num corpo de bebé!
Mas porque no te callas????
8 de dezembro de 2011
8 de Dezembro 2009
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| tirada da net |
Na manhã desse dia dormi até quase à hora de almoço, vencida pelo cansaço excessivo que já ameaçava levar-me ao esgotamento. O meu cérebro já só pedia para desligar, desligar...
De repente uma chamada no telemóvel, dum n.º de Lisboa. Atendi ensonada, a tentar disfarçar que me tinham acordado às 12h...
Quando ouço a mulher do outro lado dizer que era do Serviço de Neurocirurgia do Hospital de S. José, soube instantaneamente o que me ia dizer de seguida.
Sem grandes rodeios, directa ao assunto, fui informada que tinhas sucumbido à doença com que lutavas desde que tinhas sido operado apenas dois meses antes...
Se por um lado senti um certo alívio, porque sabia que o teu e o meu sofrimento chegara ao fim, por outro a dor foi infinitamente maior... Arrastei-me do quarto até à cozinha, à procura do G. e do F., usando as paredes como apoio, para não cair no chão, como caí à porta da entrada da sala, num pranto asfixiante e aflitivo.
Suspiraste o teu último sopro às 11h... e nesse momento, fiquei inexoravelmente órfã!
Este passará a ser sempre um dia triste na minha vida, em vez de um dia alegre em que dou os parabéns à tia Margarida, que este ano completou 88 anos...
E nas férias V (post longo)
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| tirada daqui |
Chegaram vizinhos novos para habitar a casa geminada com a minha.
Isto à partida pode parecer insignificante e muitos não entenderão a importância que eu e o G. damos à coisa.
Mas vizinhança é coisa para nos deixar aos dois em estado de alerta máximo!
Sempre vivemos ambos com vizinhos, antes de juntarmos os trapos e, sempre nos demos bem com os respectivos (quer dizer, eu não prosava lá muito com a minha vizinha de cima porque a sr.ª teimava em fazer uma guincharia tremenda a estender roupa nas cordas às 6h da matina durante mais de 20 anos, até que um dia me saltou a tampa e lhe berrei que tinha que olear as roldanas das cordas...e ela finalmente abriu a pestana).
Mas para verem o pavor que eu e o G. temos de vizinhos, tenho que explicar que mudámos de casa em 2010 propositadamente e perdendo umas boas milenas de dinheiro, após 5 anos de inferno causado pelo nosso vizinho de cima, o Brás, esse cabrão FDP mal-educado anormal estúpido burro que nem as portas para não lhe chamar outras coisas piores...
O nosso apartamento T3, situado numa zona calmíssima, padecia dum péssimo isolamento acústico, muito pior do que o da casa dos meus pais, que foi construída há 31 anos atrás. Isolava todo o ruído exterior na perfeição, mas no interior do prédio, as paredes pareciam feitas de papel vegetal, o que significa que toda a gente ouvia toda a gente!
Eu e o G. vivíamos num 1.º andar e fomos os únicos desgraçados no prédio que tínhamos vizinhos por cima, por baixo e em frente. Ou seja, ouvia as conversas ao telemóvel da brasileira do r/c, a vizinha da frente a ralhar descomunalmente com a menina e o maldito Brás, esse... bem, por onde começar?!
Os primeiros seis meses foram pautados por acordar ao fim de semana sempre ao som de marteladas, furos de berbequim e ruídos similares, como se estivessem dentro de nossa casa.
Nos primeiros seis feriados que lá passámos, fomos sempre acordados a horas indecentemente madrugadoras para os nossos hábitos... ou seja, antes das 8h.
O G. sofreu mil vezes mais que eu, porque precisava dormir durante o dia porque trabalhava à noite. Ao fim de um mês sem conseguir dormir descansado depois das 9h da manhã, foi obrigado a dormir de tampões, para obter algum descanso. Isto provocou-lhe uma ansiedade tal que se foi tornando lentamente numa psicose...
Sabíamos tudo o que eles faziam e diziam. Inclusivamente ouvia os calcanhares da croma da esposa do Brás a batucar na cerâmica do chão por cima das nossas cabeças... por isso imaginem quando ela usava saltos altos...
Ao fim de apenas 3 meses tive que "incomodar" a esposa do Brás (que nunca foi capaz de dizer bom dia ou boa tarde desde que foi para lá viver, quando se cruzava connosco! Outra mal-educadona...) e pedir-lhe encarecidamente que deixasse de sacudir os tapetes dos quartos e casas-de-banho para a varanda, porque eu tinha autênticos rolos de pó e pintelhos a decorar as varandas e o arroz e migalhas das toalhas de mesa... Fui lá bater 2 vezes, à terceira limpei a varanda e deixei-lhe os "excessos" à porta que ela varreu para a escada do prédio.
Depois pedi à empresa gestora do condomínio para os admoestar, o que aconteceu por bem umas 6 vezes (chegaram a levar o Código de Conduta Municipal datado de 1973 que proibia expressamente o sacudir de tapetes nas fachadas dos edifícios). A chica-esperta passou a sacudir os tapetes às 6h e à 1h da manhã, pensando que não era apanhada... até ao dia que a apanhei no flagrante e lhe chamei uns quantos nomes e na presença do vizinho do r/c que já me olhava de lado, pensando que era eu que conspurcava o quintal dele também... Posso dizer que perdi a compostura e lhe chamei porca em alto e bom som!
Após 6 meses, o Brás e a esposa começaram a ter problemas conjugais e ao domingo de manhã, começavam infalivelmente aos berros um com o outro às 7h! Vá-se lá saber porquê... parecia que aquilo tinha dia e hora marcada.
Depois mais uns meses passaram e eles separaram-se!... O Brás deixou de aparecer e a cromita nunca mais a vi senão passados uns dois anos... foram seis meses de sossego autêntico! Mas sempre com o coração na boca à espera que ele regressasse e voltasse tudo ao mesmo!
O que acabou por acontecer... o Brás arranjou uma nova namorada e aquilo era um fandango... eu sabia sempre quando havia "rambóia", e normalmente era sempre à 1h da manhã ou às 5h, a ser acordada com a cama a bater cadenciadamente na parede e o som dos gemidos e do arfar... logo seguido duma bela banhoca em que batiam com as portas da cabine de duche e com o chuveiro nas paredes, enfim...
Foi assim até ao dia em que me passei completamente e achei que eles podiam dar as pinocadas (desculpem o português) que quisessem, mas eu não precisava de saber disso... e assim que me acordaram em sobressalto com a "festa rija", só me deu na cabeça começar a bater palmas e a incentivar a coisa: "força, mais depressa! boa! dá-lhe homem!", o que pelo menos resultou, porque comecei a notar que a coisa se dava, mas de forma bem menos óbvia!
O F. nasceu em 2008 e após 15 dias de nascido, um dia o Brás (que devia ter aspirações de carpinteiro, já que todos os dias ouvíamos martelar e fazer furos de berbequim - e sim, não estou a exagerar!), quase me mandava a casa abaixo às 15h, bem a meio da sesta do menino. Tive que bater-lhe à porta! Acatou contrariado... começou a ir para o terraço e a desassossegar os vizinhos do 3.º andar, que também tinham uma menina de 1 ano!
Só aí é que comecei a ter outros vizinhos a dar-me razão e deixei de ouvir comentários de que estava a exagerar e que estaria a ficar paranóica e de ponta com o Brás!
Uma manhã, domingo, às 9h, o Brás começa a martelar e a abrir furos na parede com uma craniana. O G. passou-se completamente e bateu-lhe à porta após 4 longos anos de inferno. Perguntou-lhe se ele achava que eram horas próprias para estar a fazer aquele barulho. A resposta foi: "o que é que foi?! quem manda aqui sou eu!!" e tenta fechar-lhe a porta na cara, sem sucesso porque o G., enfurecido deu um murro na porta e ameaçou-o de que se ele não se portasse bem, quem levava um murro em seguida seria ele! O Brás amedrontou-se mas provocativo disse para chamarmos a GNR, o que fizemos. A patrulha bateu-lhe à porta depois de comprovar o chinfrim e o parvo do Brás nem a porta abriu!
Em 2010 conseguimos sair daquele malfadado apartamento! Foi o maior alívio que senti na minha vida!...
Em 5 anos que vivi lá, devo ter passado menos horas do que na actual casa, já que só lá estávamos as horas estrictamente obrigatórias para dormir e pouco mais... arranjávamos desculpas para sair de casa!
Chegámos a ir dormir à casa em Aljezur ao fim de semana para podermos estar descansados, sem receios de sermos incomodados...
Por isso, e agora que viver nesta casa é um prazer, ela tem o seu papel de refúgio e santuário, onde finalmente conseguimos ter paz e descanso, só rezamos para que estes vizinhos sejam pessoas de bem!
Porque nós somos aqueles vizinhos que, se bem tratados, até oferecemos uma caneca de açucar ou um punhado de salsa ou uns ovos, com a maior das boas vontades!
7 de dezembro de 2011
E nas férias IV
O G. destrambelhou-me a minha "agenda" toda, revirou-me os planos que tinha feito para cada dia...
Não é que tenha sido, mas havia coisas que tinha planeado fazer, que simplesmente não consegui fazer!
Lá terei que deixar para fazer na última semana deste ano, altura em que estarei de férias novamente... só que calculo que nessa altura quem me vai destrambelhar os planos será o pequeno F.!
Aselha na decoração
Eu sempre gostei imenso de decoração de interiores, gosto de desfolhar revistas e ver ideias, mas já a nível de ter ideias minhas, sou um desastre. Não consigo ver o "big picture" e imaginar o "ramalhete composto"... ou ter ideias originais.
Fico babada com pessoas que são capazes de dar um ar diferente à sua casa com ideias simples e originais, já que eu nisso sou uma perfeita aselha.
Adoro entrar em lojas de decoração e ver todos os potes e potinhos, ramos e ornamentos que podem ser conjugados de cinquenta mil maneiras e que dão todo um ar diferente a uma divisão.
Particularmente gosto de decorações minimalistas, simples e bonitas, nada de muito elaborado... mas quando chega a hora de decorar a minha casa, fico à nora!
A minha casa ainda tem as paredes praticamente nuas, não há muitos objectos decorativos em minha casa... isso também talvez se deva ao facto de ter vivido 5 anos numa casa onde não me sentia bem e onde o investimento nesta área foi absolutamente nulo. Passava mais tempo fora de casa do que nela, por isso não pendurei quadros nas paredes e a única decoração existente resumia-se a uma ou duas peças de decoração oferecidas e fotografias de família, que ainda eram o que me dava algum conforto naquele apartamento. Talvez por isso, a decoração da minha casa actual ainda seja pouco mais que isso.
Mas nas férias entrei por mero acaso numa loja de decoração, numa de ir só ver as novidades e acabei por sair de lá com resmas de pequeninas coisas que fui metendo no cesto: suportes de vidro para velas, velas, pot-pourri, pratos e pratinhos, etc. Saí decidida a dar um toque diferente à minha casa despida de decoração!!
E resultou nestes dois conjuntos:
Não são nada de especial, mas foi o que consegui engendrar!
Fico babada com pessoas que são capazes de dar um ar diferente à sua casa com ideias simples e originais, já que eu nisso sou uma perfeita aselha.
Adoro entrar em lojas de decoração e ver todos os potes e potinhos, ramos e ornamentos que podem ser conjugados de cinquenta mil maneiras e que dão todo um ar diferente a uma divisão.
Particularmente gosto de decorações minimalistas, simples e bonitas, nada de muito elaborado... mas quando chega a hora de decorar a minha casa, fico à nora!
A minha casa ainda tem as paredes praticamente nuas, não há muitos objectos decorativos em minha casa... isso também talvez se deva ao facto de ter vivido 5 anos numa casa onde não me sentia bem e onde o investimento nesta área foi absolutamente nulo. Passava mais tempo fora de casa do que nela, por isso não pendurei quadros nas paredes e a única decoração existente resumia-se a uma ou duas peças de decoração oferecidas e fotografias de família, que ainda eram o que me dava algum conforto naquele apartamento. Talvez por isso, a decoração da minha casa actual ainda seja pouco mais que isso.
Mas nas férias entrei por mero acaso numa loja de decoração, numa de ir só ver as novidades e acabei por sair de lá com resmas de pequeninas coisas que fui metendo no cesto: suportes de vidro para velas, velas, pot-pourri, pratos e pratinhos, etc. Saí decidida a dar um toque diferente à minha casa despida de decoração!!
E resultou nestes dois conjuntos:
Não são nada de especial, mas foi o que consegui engendrar!
Completamente rendida!
A isto!!
(não admira que esteja com corpo de quem está grávida de 4 meses...)
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| tirada daqui |
O circo de sabores que proporciona é uma autêntica montanha russa na boca!
E agora que descobri um restaurante mesmo bom, com preços super acessíveis e a 5 minutos do meu trabalho, já sou conhecida da casa!
Vá lá que esta comida é altamente benéfica para a minha pseudo dieta que não ando a cumprir!
Há tempos experimentei um parto prato novo e quando pus na boca, quase chorei de emoção, com o sabor delicioso daquilo na minha boca!
Estou completamente rendida aos sabores orientais!
6 de dezembro de 2011
Entre canecos e tarecos
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| tirada daqui |
Esta semana apercebi-me da quantidade de figuras conhecidas da nossa praça que se lançaram na aventura de escrever um livro!
Até aqui tudo bem... não fossem figuras proeminentes da nossa comunicação social, nomeadamente jornalistas, economistas e comentadores, se terem dedicado a escrever um livro sobre cozinha, cozinhados e pratos deliciosos!!!
Serei só eu que acho isto tudo um bocado forçado?!
É que vamos a ver e são todos pares igualáveis a chefs de cozinha... ou foi porque deixaram escapar um sonho de enveredar por esta profissão?!
É que eu também me ajeito na cozinha e se calhar vai na volta tenho "material" suficiente para escrever um livro desta natureza também... receitas, truques e técnicas não me faltam! E até já trabalhei num restaurante... onde aprendi a fazer feijoada de buzinas, caldeirada de peixe e camarão frito de comer e chorar por mais!
O nome está escolhido: "Naná entre canecos e tarecos"!
E nas férias III
| tirada daqui porque me deu uma preguicite de tirar a foto eu mesma... |
Tirei uma hora para abancar num café agradável, beber um café enquanto ia lendo este livro, que estava parado na minha mesa de cabeceira há uns dois meses sem que eu lhe tocasse a não ser para poder limpar o pó da mesa...
Ainda não tinha entrado bem na história, aquilo ao fim de mais de 150 páginas parecia que não atava nem desatava e isso também contribuiu e muito para que a vontade de ler vorazmente se desvanecesse...
Pensei que me fosse aborrecer ao fim de meia hora, mas finalmente o enredo começou o seu "crescendo" e fui ganhando entusiasmo e aquela curiosidade que vai aumentando a cada frase e parágrafo e página lida!
Aquilo que eu pensei que resultaria em enfado ao fim de apenas trinta minutos transformou-se numa leitura carregada de desejo e sofreguidão, que me prenderam na cadeira-poltrona confortável por mais de uma hora e meia. Não queria parar de ler... mas a vida é pautada por compromissos que não podemos deixar de cumprir e já atrasada meia hora para os meus afazeres, tive que fechar o livro contrariada...
Soube-me mesmo bem recuperar a vontade de ler!!
Soube bem recuperar um prazer de sempre!
5 de dezembro de 2011
E nas férias II
E nas férias...
Montei a árvore de Natal!
Desde 1995, quando a minha mãe faleceu, que deixei de querer comemorar o Natal. Decorar a casa deixou de fazer sentido para mim nessa altura.
Decidi nessa altura que apenas voltaria a comemorar esta época, com a devida pompa e circunstância, quando tivesse um filho!
A vida foi irónica comigo, porque me trouxe o meu filho mesmo no dia de Natal, três semanas antes do esperado. Por isso, mesmo que o Natal não tivesse significado por mais nenhuma outra razão, no dia 25 de Dezembro haverá sempre festa em minha casa!!
Além de decorar a casa com pinheiros, bolas cintilantes, presépios, há que decorar com balões e objectivos festivos!
Além de planear os doces todos propícios da época: rabanadas, bolo-rei, pastéis de batata doce, há que pensar no bolo de aniversário!
Cumpri a minha promessa e no ano passado comprei uma árvore de Natal, não muito grande. Uma que desse para colocar em cima de um móvel, longe das mãozinhas do pequenino. Comprei uma que traz fibra óptica incorporada, o que significa que não tive que gastar dinheiro em luzes que deixam de funcionar à prima lâmpadazinha que se funde.
O resultado foi mais ou menos este, já que eu tenho pouco jeito para decorar e estou destreinada...
Na foto não se consegue ver bem o colorido da fibra óptica... mas é mais giro do que as luzinhas...
4 de dezembro de 2011
Mais uma etapa
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| tirada daqui |
Na vida do meu pequeno F., que cada dia está mais crescido!
Hoje é o primeiro dia na sua nova cama!
Já não há mais cama de grades... a umas meras semanas de completar 3 anos, ele estava a ficar grande para a cama de grades onde dorme desde os seus 6 meses, sensivelmente.
Hoje dorme numa cama grande: a cama de solteiro que era do papá e que montámos só para ele! Até pusemos um painel forrado com tecido de carrinhos coloridos na cabeceira para o proteger das decorações em gradeamento de ferro forjado.
Hoje o F. é um pequeno ser a dormir num colchão de 90 por 187 190 cm!
Esta noite, o meu pequenote deu mais um passo até a outra etapa.
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