31 de agosto de 2011

O tamanho dos dias

Há dias lia algures no "Comer, Orar, Amar", que em Bali os dias não são todos do mesmo tamanho, não têm todos 24h, pelo menos para os balineses.
Podem ser maiores ou mais pequenos consoante uma série de factores: espirituais, emocionais, etc.
Ultimamente também tenho tido essa noção, que há dias que são maiores que os outros...
Uns dias são enormes porque fiz tanta coisa desde que me levantei da cama até que me deitei, porque andei numa roda viva, cheia de afazeres e com a "agenda preenchida".
Outros são igualmente longos porque a languidez e alguma falta de afazeres marcou um passo lento, em que pude cronometrar os minutos e os segundos enquanto passavam, lenta, muito lentamente!
Há dias que acho que são pequenos porque tinha tanta coisa para fazer que não parei um segundo e nem dei pelas horas e os minutos passarem... e mais horas existissem nesse dia, melhor!
Por isso, a minha noção de "dia" tem sido algo inconstante nestas últimas semanas...

30 de agosto de 2011

Por favor, não abusem...

Srs. das Rádios (Antena 3, Comercial e Rfm),
Sou vossa ouvinte assídua, mas há momentos que me enervam solenemente as vossas opções de playlist que incluem músicas que são passadas over-and-over-and-over... again! Até à exaustão!
Por favor, por mais que goste da voz da Adéle, já chega de tanto passaram o "Someone like you". Eu até gosto da artista, é uma boa artista, como diria o outro, mas ouvir a mesma música 100 vezes ao dia é de ir aos arames e querer cortar os pulsos, visto que a dita música é um dramalhão em forma de canção ligeira. O mesmo aconteceu com o "Too busy for me" da Aurea... eu até acredito que ela tenha outras músicas, bem mais animadas e tudo! Finalmente que acharam uma nova no repertório musical da cantora!
Entendam que uma ouvinte como eu, que depende do vosso trabalho altamente meritório, para cortar o silêncio do local de trabalho, tem uma paciência limitada no que toca a repetições de canções. Especialmente quando os meus gostos musicais andam mais na onda do Rock Alternativo ou o Indie... 
Por isso, peço encarecidamente que não façam mais as calçadas carpirem de tanto ouvirem a Adéle! Porque assim passo a usar mais vezes do botão "off"...


Pena que a Rádio Radar por aqui só se ouve no computador...

O Banho do 29

Sempre foi tradição na terra dos meus pais, o Banho do 29!
E até há uns anos atrás cumpria a tradição de ir ao mar, tomar um banho na noite do dia 29 de Agosto, como que para lavar os pecados e afastar as preocupações e "más energias"!
E era tão bom, apesar de a água fria do Atlântico quase enregelar os nossos ossos... mas sabia bem, e tinha mesmo aquela sensação de ficar de "alma lavada"!
Há já uns anos que não cumpro esta tradição, mas este ano senti falta. Apeteceu-me ir ao mar e ao Banho do 29!

Ontem, a caminho de Faro, esta música passou na rádio e dei-me conta da data em que esta música saiu... 
E comentei com o G.:
- Parecendo que não, mas esta música tem uns 20 anos!
E a resposta foi inevitavelmente esta:
- Pois é... estamos a ficar velhinhos!

29 de agosto de 2011

O Simplex em acção: a carta de condução e a 2.ª via

Devido ao furto da minha mala, tive que mandar refazer tudo quanto era documento...
Mas deixei a carta de condução para último, porque tinha na minha ideia que com isto do Simplex, se tivesse o Cartão de Cidadão (CC) podia pedir uma 2.ª via on-line no site do IMTT.
Por isso, aguardei a emissão do dito cujo CC e quando o fui levantar, gastei 16,40€ num leitor que me permite ligar ao computador e através dum software, aceder a uma série de serviços públicos, sem precisar de me deslocar lá fisicamente, e ainda faziam um € ou dois de desconto...
Para confirmar bem a coisa, fui ao site do IMTT ver se o serviço permitia a emissão da 2.ª via da carta de condução. Lá informava que sim, quais os passos a seguir e à partida bastaria ligar o CC no leitor, entrar no site e pedir, preenchendo um modelo de formulário!
Primeiro que tudo, devo confessar que me vi grega para descarregar o software que me permitisse ler o CC. Naquele dia, o Portal do Cidadão estava totalmente inacessível... ou levava tempos infinitos a abrir a página ou nem a abria de todo...
Após várias tentativas em dois dias seguidos, lá consegui instalar o software de forma perfeitamente operacional (houve alturas que pensava ter conseguido, aquilo lia, mas depois dava erro e dizia que não reconhecia...) e vai de conectar com o site do IMTT. 
Assim que entro na minha área pessoal, deparo-me com uma mensagem de aviso: "Por favor, confirme os seus dados pessoais".
Qual não é o meu espanto quando ao ler o campo "residência" encontro a morada antiga, a de casa do meu pai e ainda por cima errada (em vez de Av. São João de Deus estava Rua Professor João de Deus). Basicamente, foi neste momento que comecei a praguejar e a chamar nomes menos agradáveis aos senhores que trabalham no IMTT... porque eu faz precisamente um ano que tinha solicitado a alteração de morada na carta de condução, pela qual paguei 10€. Acontece que os senhores na altura alteraram a morada, mas apenas na carta e não na base de dados do sistema... estive tentada a exigir a devolução dos 10€, porque considero que o serviço foi prestado de forma incompleta... e sem falar que poderia ter sido notificada por alguma multa ou coisa do género e corria sérios riscos de não a receber... (depois sempre queria ver quem é que assumia a responsabilidade?!)
Depois de alterar tudo manualmente, porque o sistema do IMTT não consegue importar a morada que se encontra no chip do CC... vou pedir a 2.ª via da carta.
Quando escolho a razão do pedido da 2.ª via: "furto ou roubo", de ter declarado "por minha honra comprovar" que participei o dito às autoridades, recebo uma mensagem automática:

"Lamentamos, mas não podemos satisfazer o seu pedido, por favor dirija-se a um dos nossos balcões".

Aqui comecei a chamar nomes cabeludos...!
Ora na minha terra, a Loja do Cidadão era para estar construída e aberta ao público este ano, mas ainda nem saiu do papel do projecto de construção... restava-me apenas ir a Faro propositadamente tratar do assunto... E eu bem me lembro da última vez que lá fui, pela mesma exacta razão: pedir a reemissão da 2.ª via por ma terem roubado. 
Hoje descobri que a razão que os leva a me obrigarem a ir ao balcão é por não terem a minha foto... tenho que levar uma! Quando questionei a razão de ser, disseram-me que era assim! Ao que eu contrapus o argumento: se no ano passado emitiram a carta, quando pedi a alteração de morada via on-line, sem me terem pedido a foto é porque a tinham digitalizada em sistema, e se o que eu estou a pedir é uma segunda via da carta e não há qualquer alteração de dados, precisam da foto para quê?!
Com este argumento a funcionária começou a patinar, porque viu que o meu raciocínio até teria alguma lógica...
Mas a lógica não me salvou, e após confirmação com uma funcionária "graduada", a resposta foi peremptória: se quer pedir a 2.ª via tem que trazer uma foto tipo passe!

O Simplex nestas ocasiões torna-se mais num Compliquex!

Logo pela manhã

Ir a dois serviços públicos logo de manhã numa segunda-feira é coisa para me fazer inspirar-expirar fundo umas 50 vezes, para me auto-relaxar... Senão vejamos:
- consulta marcada (há mais de dois meses) no Hospital de Faro para as 9h - chego às 8h44 - tiro senha - tenho 7 pessoas à minha frente para inscrição - espero até às 9h30 para ser chamada para inscrição - entrego os documentos, já a magicar quantas horas vou esperar depois da inscrição feita - a funcionária informa-me que a dr.ª "hoje não vem" - fico com olhos de gaseada a pensar se ouvi bem - a funcionária acrescenta que me ligou na sexta-feira à tarde, pelas 17h30, mas eu tinha o telemóvel desligado - respondo ainda a tentar não me saltar a tampa - "mas não deixaram mensagem nenhuma..." - "pois, mas a senhora tinha o telemóvel desligado..." - "VOICEMAIL???" - "SMS"??
Resultado: 10€ em combustível, menos uma hora de sono, faltei quase 2h ao trabalho; perdi 45 minutos até me dizerem que não ia ter consulta!
Saio do Hospital de Faro e vou ao IMTT, já a calcular que ia ter filas à porta... vá lá, não haviam...
Conversa com a funcionária da recepção:
- Bom dia, vinha cá pedir a 2.ª via da minha carta de condução, que foi furtada!
- E trouxe a foto tipo passe?
- Desculpe?!
- Precisa duma foto tipo passe para pedir a 2.ª via...
- Desculpe, mas se é uma 2.ª via, usem a foto que está no sistema.
- Ah, mas é preciso mesmo a foto!
- Minha senhora, se eu pedi a alteração da morada na carta de condução faz agora um ano, e usaram a mesma foto, que estava no sistema, porque precisam da foto, se é UMA 2.º VIA??!!
- Deixe-me confirmar primeiro...
Espero 2 minutos e a funcionária entrega-me uma senha que dizia que eu teria pelo menos umas 15 pessoas à minha frente...
Ela confirma que é mesmo necessária a foto.. eu entrego-lhe a senha e digo-lhe que além de não ter a foto, não tenho tempo para esperar e que voltarei cá noutro dia (quando voltar para a consulta que não tive...)

Eu até faria o pedido da 2.ª via da carta pela internet se o Simplex mo permitisse...

Ao que parece, ter inspirado e expirado profundamente 50 vezes não deu resultado...

26 de agosto de 2011

Foster parents

Acabo de ficar absolutamente estarrecida com um video que vi no Expresso online, duma mãe adoptiva a maltratar sem pejo nenhum uma criança que adoptou, aplicando-lhe castigos como molho picante na boca e duches de água fria.
É impossível para mim, como mãe que sou, ficar indiferente a uma atrocidade como esta, cometida contra uma criança que já deve estar por demais traumatizada, por ter sido abandonada ou por ter perdido os seus pais.
Fui mesmo incapaz de ver os três minutos e vinte segundos de pura violência física e principalmente psicológica, contra um  miúdo que pela linguagem corporal, já se demonstra absolutamente aterrorizado!
Isto não se faz, nem a um filho biológico e muito menos a um adoptivo, a quem escolhemos livremente para amar e cuidar e acarinhar!
Ouvir o choro convulsivo daquele miúdo metido debaixo de água gelada foi simplesmente... acho que nem tenho palavras para descrever plenamente o que senti... foi como se mo tivessem feito a mim!
Esta senhora, mais do que ser presente a tribunal deveria ver revogada toda e qualquer possibilidade de adoptar crianças e como castigo, aplicava-lhe os mesmos abusos, todos os dias durante 25 anos! A ver se ela gostava de engolir litros de molho picante e tomar banho em água gelada, que são pior do que agulhas espetadas na pele!
Tudo porque o miúdo se comportou mal na escola e levou três cartões de mau comportamento??! Em vez de se questionar sobre as razões que poderiam ter levado a que isso acontecesse (não sei... talvez quem sofre abusos, tenha tendência para apresentar comportamento fora da "norma"... digo eu, que não sou pedo-psiquiatra e nem entendida na matéria...), partiu para a violência brutal e gratuita contra uma criança, que mais não deve desejar do que carinho, atenção e ser amado por alguém, que o trate com a dignidade que uma criança (por mais birrenta e mal comportada que seja...) merece e tem pleno direito!


Por estas e por outras é que nos dias que correm tenho medo de morrer, não por mim mesma, mas por causa do meu pequenino!

25 de agosto de 2011

Remodelações

Nos tempos de crise que se avizinham, tomei recentemente e finalmente a decisão sobre o que fazer com o apartamento que herdei do meu pai e que se encontra fechado desde que ele partiu.
Durante o primeiro ano, ficava com um nó no pensamento sempre que começava a pensar no destino que lhe deveria dar... isto porque o apartamento se encontra em muito mau estado de conservação (e é um eufemismo...) e não estava em condições de poder arrendar e em caso de venda, iria desvalorizar consideravelmente e fazer com que possíveis compradores quisessem dar um preço de "uva-mijona". 
Contra todos os conselhos do G. e de familiares mais próximos, de quem sempre prezei opiniões, decidi que não me queria desfazer do apartamento porque é património, quer queiramos quer não! E está bem localizado, fica mesmo no centro da cidade, ao lado duma escola secundária, do mercado municipal e do centro de saúde! Mas principalmente, porque sou uma apegada às coisas e uma sentimentalona no que toca a virar as costas ao que os meus pais me deixaram!
Por isso, após um ano de decisão no limbo e de sucessivas procrastinações e adiamentos no que fazer-lhe em definitivo, tomei a decisão: pegar no dinheiro de poupança que o meu pai me deixou e investir na remodelação/recuperação do apartamento, para posterior arrendamento.
Chegou pois o momento de começar a escolher pavimentos, revestimentos, cozinha... decidir se recupero as portas ou se sai mais fácil e barato comprar novas, se parto uma parede, se a mantenho... enfim.
Ontem fomos então pedir preços para os pavimentos e revestimentos... e aquilo foi a loucura. Fomos a uma loja de materiais de construção apenas com a ideia de pedir preços, para comparar com os que já tínhamos visto na LM (Leroy Merlin). 
Só vos digo: a nossa sorte foi que já tínhamos uma ideia feita das cores que queríamos e do efeito que queríamos dar, em termos de combinações de cores do pavimento com o revestimento. 
Porque o atendimento além de muito bom e super personalizado, abriu-nos um leque de escolhas possíveis que a dada altura já tínhamos a cabeça a rodopiar... a senhora que nos atendeu foi de uma simpatia enorme e ia-nos dando combinações e mais combinações, assim à velocidade da luz, até que tivemos que explicar que queríamos cores entre o bege e o castanho-chocolate ou cinzentos claros versus escuros, para combinarmos e fazermos contrastes.
E ainda bem que o G. foi comigo, porque eu indecisa como sou... teria ficado a roer as unhas a tentar optar pela combinação mais gira e possivelmente não seria a solução mais barata, que é o que se pretende, visto que a casa será para arrendar (digam lá o que disserem, nem sempre os inquilinos sabem estimar a propriedade que arrendam...) 
O G. é muito mais "centrado" e racional que eu, e não se dá muito a impulsos. É mais coerente e consistente nas escolhas do que eu... e segue a lógica da relação preço-qualidade, muito mais que eu!
A julgar pela demosntração de materiais de ontem, avizinham-se dias de muita conta e muita escolha entre orçamentos, porque aqui só estou a falar de materiais... ainda falta decidir quem contratar depois de analisar todos os orçamentos para cada uma das especialidades: pedreiro-ladrilhador, canalizador, carpinteiro, serralheiro... 
É nestas alturas que eu adorava ter poderes mágicos e poder estalar os dedos e pimba: tudo renovado em 30 segundos, sem chatices!

24 de agosto de 2011

Prioridades

tirada da net

Há dias lia algures um comentário sobre a acessibilidade a pessoas com deficiência. E assolou-me uma tremenda dúvida.
Em qualquer autocarro, há sempre um lugar reservado a pessoas com prioridade, nomeadamente grávidas, portadores de deficiência e idosos.
Imaginem que uma pessoa portadora de deficiência entra num autocarro e no lugar reservado se encontra uma grávida em fim de gestação ou um idoso que tem sérios problemas de mobilidade.
Quem tem prioridade neste caso?! Quem fica com o lugar?!
Também acredito que a probabilidade de uma situação destas acontecer seja algo remota, mas fiquei a matutar na coisa...

23 de agosto de 2011

Ainda sobre o trânsito...

Ontem à vinda para casa, depois de ter ido buscar o F. à escolinha, encontrámos um rapaz de bicicleta no caminho, e tive que abrandar.
O F. sai-se com esta pérola, que eu não sei onde ele foi buscar:
- "Deixa passar!"

22 de agosto de 2011

Consciência rodoviária

O F. não pára de me surpreender e de vez em quando sai-se com umas tiradas que me deixam abismada e feliz e ainda mais mãe babada!
Ontem saímos os dois logo de manhã, para uma ida ao supermercado. 
Meti-o no carro, sentado na sua cadeira e sentei-me ao volante, para tirar o carro da garagem.
E ele diz-me: 
"Mãe, põe o cinto!"
Fiquei absolutamente espantada com a ordem e com um sorriso de orelha a orelha, por ver que o meu pequeno filho já sabe que o cinto de segurança é uma coisa importante!
Resta-me apenas explicar que a razão de não ter envergado o cinto de segurança se deveu ao facto de ainda ter que sair do carro, para fechar o portão da garagem.

19 de agosto de 2011

Cidadã encartada

Já tenho o meu cartão de cidadão! 
É como se tivesse voltado a ter uma identidade, depois de me terem levado o Bilhete de Identidade. Como se tivesse recuperado a minha própria identidade... quem havia de dizer que dou assim tanta importância a uma coisa destas?!
Serei só eu que acho, ou toda a gente fica com ar de presidiário nas fotografias do cartão de cidadão?!
E a minha assinatura, que eu me esmerei tanto em fazer com a letra certinha e redondinha, como é meu apanágio, na digitalização mais parece uma cobra assanhada de pedrada...
Corro o sério risco de desconfiarem que eu não sou eu, quando for assinar qualquer documento e compararem com o que está no cartão.
Ah e agora posso mudar de estado civil sem problemas, não preciso de renovar o cartão!

Em modo birra

tirada da net

O F. entrou decididamente em modo birra!
De há umas duas semanas para cá parece que não houve um dia em que não fizesse uma birra descomunal, algumas delas com direito a atirar-se para o chão e espernear. Vá... tirando hoje de manhã, que se portou como um menino lindo que ele é, sempre bem disposto e meiguinho!
Faz birras por coisas que por vezes até fico estupefacta... 
Assim as mais caricatas, para mais tarde recordar:
- quis porque quis vestir as cuecas do Mickey Mouse, ao vesti-lo de manhã, e recusou-se a vestir outras que não fossem mesmo essas! Nesta manhã, eu levei a avante...
- faz birras no supermercado porque já não quer ir sentado no lugar do carrinho de compras, porque quer andar pelo seu pé. Isto seria tudo normal e perfeitamente aceitável, se ele não quisesse largar de imediato a nossa mão e sair na correria por todos os corredores fora, usando os expositores como esconderijo, como se jogássemos às escondidas... Ora nos dias que correm, deixar um filho solto numa loja é coisa de endoidecer qualquer pai que se preze e eu tenho medo, muito medo, que alguém o leve! Aqui ele foi levando a avante até que me aborreci e acabei por dar-lhe uma palmada por me ter desobedecido sucessivamente e acabei por pô-lo no assento do carro das compras quase à força. (É nestas alturas que começo seriamente a ponderar a utilidade de comprar uma "trela" para criança, como vejo nos casais estrangeiros que vêm cá de férias)
- armou uma birra em frente à porta de uma loja de roupa, onde quis levá-lo para experimentar uma roupa para ele vestir em dois casamentos a que vamos. Fincou o pé à entrada da loja e recusou-se mesmo a entrar. Aqui tive que desistir e ir a outra loja, para ele se esquecer daquela e voltámos ao fim de 10 minutos, e ele entrou sem problemas.
- faz birras ao sábado de manhã, porque os bonecos que ele gosta acabaram e ele lembra-se que quer ver um determinado boneco e se não der nos 6/7 canais de bonecada disponíveis, é um drama pegado! E por mais que lhe expliquemos que não temos culpa da programação infantil não contemplar o alinhamento que ele quer, não aceita! Grita, chora, berra, esperneia, enfim... No fim de semana passado, acabei por decidir que o melhor para acabar com o berreiro era simplesmente desligar a televisão, se já que não dava nada que ele gostasse ou quisesse ver... a birra cessou ao fim de 15 minutos!
- também faz birra por causa do jantar, porque acha que o que tem no prato dele não é igual ao que temos no nosso prato, mesmo quando é! Por isso, alguns dias o jantar é um stress pegado, porque ele esperneia em cima da cadeira de refeições, quase a ponto de a desmanchar!
- faz birras porque não quer calçar os sapatos que ele entende ou porque teima em não vestir a t-shirt da escola!
Umas vezes, ele vence a minha paciência e eu cedo, outras a minha paciência esgota-se e ele acaba por levar uma palmada ou um castigo, outras tenho paciência suficiente e arranjo uma forma de contornar a coisa e ele entender que se está a portar mal e acaba sozinho com a birra!
Não há fórmulas certas e cometemos alguns erros até encontrarmos a solução... se bem que na maioria das vezes, a melhor solução é ignorar e ir dar uma volta!
Já só peço que esta fase de birra incessante (de manhã tem sido todos os dias, saio de casa já com os nervos em franja...) termine! Ou pelo menos abrande...
Porque ele entende perfeitamente o que lhe dizemos e aquilo que lhe explicamos, mas é tão teimoso e tem uma personalidade tão forte!... 
Assim parecida com a minha, quando era pequena... a julgar pelo que os meus pais me contavam, há paralelos enormes entre a minha teimosia quando pequena e a que o F. tem vindo a exibir cada vez mais... (Acho que estou a pagá-las)

18 de agosto de 2011

Best Blog

A Manuela é uma querida e ofereceu-me este selo! Para mim foi uma grande lisonja! 
Portanto já cumpri a primeira regra, que é mencionar quem me ofereceu o selo.

Depois a segunda regra: tenho que partilhar 7 coisas sobre mim. Ora deixa cá ver:

1. Sou baixinha
2. Detesto limpar o pó
3. Adoro gelados, seja de que sabor for!
4. Sou filha única
5. Tenho uma perna maior que a outra 1.6 mm
6. Ressono mais que muitos homens
7. Adoro rir!

Agora a terceira regra: oferecer o selo a sete bloguers. Ora então aqui vai:
Irina
Tanita
Ana Cê (eu sei que não és muito destas coisas, mas tu és mesmo uma das best bloguers para mim)
Marianne
Ni
Mariinha
JS



17 de agosto de 2011

Compota de ameixa: a saga!

tirada da net

A mãe do G. trouxe-me na semana passada mais de 2 kgs de ameixas, fruto que eu particularmente não aprecio comer. Sei que é uma fruta típica do Verão, mas eu nunca fui grande adepta de a comer. Há algo na casca ou junto ao caroço que me provoca arrepios nos dentes e gengivas, não sei explicar...
O G. também não aprecia, já que ele então, é pouco "comedor" de fruta. 
E assim de repente, fiquei com uma "plengana" de ameixas no frigorífico, à qual eu não sabia que fim dar... 
Até que tive a brilhante ideia de as transformar em compota, ou doce, como se chama cá nas minhas bandas. Ora eu, Naná, quando encasqueto uma coisa na cabeça, não descanso enquanto não a ponho em prática e no domingo decidi que nem era tarde, nem era cedo! Era naquela tarde que eu me iria dedicar, qual dona de casa perfeita, a por mãos à obra! Até imaginei os frasquinhos todos alinhados, com o tecido aos quadradinhos vermelhos ou verdes e apertados com fio de ráfia, como costumo fazer quando eu e a Tóni fazemos massa de pimentão, por altura do Natal.
Fui descobrir a receita, porque tinha dúvidas quanto à quantidade de açúcar por cada quilo de ameixa. E descobri que quase todas a receitas falavam em sumo de limão, pelo que decidi aproveitar a dica.
Mas todas as receitas falavam em ameixa sem casca... eu quando olhei para a quantidade de ameixa que tinha, desisti logo na primeira de lhes remover a casca! Limitei-me a tirar os caroços, e lavei bem tudo e siga com casca, porque afinal é lá que está a vitamina (oh para mim a convencer alguém...)
Entretanto, com as ameixas cortadas e pesadas, apercebo-me que sou capaz de ter um "petit problém"... comecei a ficar aborrecida perante a ideia de ainda ter que ir ao supermercado buscar açúcar, porque não teria talvez o suficiente... foi a custo que arranjei a quantidade necessária, mas teve que ser 400 grs de açúcar amarelo e mais outras tantas de mascavado.
Pus tudo na panela e lume bem brando. Tapei a panela e como sabia que aquilo ainda ia demorar, aproveitar para continuar com as lides domésticas! Eu estava mesmo inspirada e em estado de transe de dedicação total à doméstica que há em mim! (bem lá no fundo...)
A questão foi que eu demorei demasiado tempo, envolvida que estava na lide e nem vim dar um olho à panela... Escusado será dizer que quando se põe fruta a cozer ao lume não é lá muito boa ideia tapar a panela, porque o vapor não tem muito onde sair e vai de babar-se toda! Ora quando eu cheguei tinha a panela, a placa toda babada e no chão já pingara uma poça de melaço... 
Mas eu insisti, porque estava decidida a ser uma dona de casa perfeita, a quem estes flops não sucedem! Tratei de limpar tudo na perfeição e voltei a por tudo ao lume. Mas para precaver qualquer eventualidade, não me afastei muito e tirei a tampa da panela, não fosse o Diabo tecê-las!
Aquilo nunca mais despachava, continuava super líquido e o tal ponto estrada nunca mais se revelava. Mas paciência...
O entusiasmo era tamanho, que assim que aquilo ficou pronto, quis logo enfrascar tudo! Começo a procurar os ditos frascos, que me esquecera de procurar enquanto esperava pelo ponto certo da compota. Ora e frascos, onde paravam eles???!!! Subitamente lembrei-me que tivera um surto há um ano atrás e pus uma catrefada deles no Vidrão porque só ocupavam espaço e assim como assim nunca os usava... Erro!!
Mas lá consegui encontrar frascos suficientes, aqui e acoli. Até acertar com a colher certa para enfrascar a compota, eu que me desenrasco bem na cozinha, sujei para cima dumas quatro colheres diferentes... (valha-nos a máquina de louça, que lava tudo!)
Apesar de ter perdido algum tempo na cata dos frascos e a lavá-los convenientemente, pensei que o doce estivesse "menos quente"... e toca de encetar a empreitada, que começou logo mal... queimei-me num dedo e as dores eram cadelas... 
Digamos que foi neste exacto ponto que comecei a cuspir improprérios...
Como a tarefa de colocar compota num frasco requer alguma destreza que eu particularmente não domino, os frascos ficaram meio "borrados". E uma dona de casa perfeita não permite tal coisa! Toca de os limpar com um pano húmido para ficarem bonitos e brilhantes e exibirem aquela cor rubia da ameixa!
Como o ramalhete ainda não estava devidamente composto, ao limpar o último frasco, este escapa-se das minhas mãos e cai dentro do lava-louça despejando mais de metade do seu conteúdo lá dentro, sem falar daquele que escorreu pelos armários abaixo até ao chão...
O que me levou a proferir mais improprérios, em quantidade e em qualidade!
Escusado será dizer que já nem quis saber do paninho aos quadradinhos ou do fio de ráfia e guardei-os onde não pudessem causar mais agruras na minha alma ferida de dona de casa imperfeita!
Perante isto, julgo que nem tão cedo me aventuro noutra parecida!...

16 de agosto de 2011

E nem sequer avisam...

Srs. da Loja On-line da Worten:
Se alguém vos fizer a encomenda dum artigo que dizem estar disponível no site e que depois se vem a descobrir não existir qualquer disponibilidade dele em stock, o mínimo que podiam fazer é avisar o cliente!
Foi por isso que deixámos informação de contacto.
Não se admite que passados 7 dias duma encomenda, exibam no estado da mesma "a aguardar autorização", quando na realidade não há nada para autorizar, porque afinal o produto em causa não está disponível para entrega.
Façam favor de se atinar, porque com esta simples asneira, já perdi cerca de 7 dias, que podia ter usado para procurar o dito produto noutra loja da concorrência ou ter mudado de marca de produto!
Grata pela atenção e vejam se se orientam e deixam de fazer perder tempo aos vossos clientes.
Cumprimentos,
Naná

Modo Lagosta (e as razões de cada vez gostar menos de praia)

É o meu estado actual... depois de uma ida à praia ontem de manhã,  na companhia da família e amigos.
Quando era miúda, adorava a praia! Ficava absolutamente efusiva de alegria por poder ir a um local onde poderia estar dentro de água horas a fio, até ficar em "estado ameixa mirrada". O que eu sempre gostei na praia foi a água limpa e cristalina e as ondas. 
A areia também me agradava, mas nada comparado com a água do mar!
Com a idade fui perdendo aquele desejo de ir à praia... pelas mais diversas razões. 
Devido ao meu gosto absoluto pela água, nunca fui de ir para a praia apenas para estar estendida ao sol, qual salamandra. Aliás, detesto mesmo! Faz-me cada vez mais confusão a ideia de ir para uma praia, apenas para estar a fritar, qual porco no espeto!
Depois, como nunca fui tão fã de areia como da água, detesto ir para a praia em dias ventosos, em que mais parece que fui lá comer areia ou fazer uma exfoliação natural ao corpo. Isso enfurece-me sobremaneira, e se vislumbrar um pouco de vento, é logo um "turn-off" para uma ida à praia.
Outra razão que me tem levado a fugir da praia são os magotes de turistas que rumam à minha região por estes dias. Eu sei que vivo numa região turística por excelência e que por cá se sobrevive à conta disso, mas desculpem lá se não aprecio o facto de não poder usufruir plenamente das belezas que tem a minha região, e na altura em que se deve apreciar, exactamente porque se torna impossível... não se consegue lugar para estacionar o carro, não se consegue um espaço em condições para estender as toalhas e espetar o sombreiro, e não se consegue ter paz e sossego dignos desse nome. Desculpem, mas é verdade! E eu sou cada vez mais adepta da paz e do sossego! Mesmo sendo "nativa" e conhecendo todas as praias recônditas da minha região, de há 4 anos a esta parte, todas elas deixaram de ser "secretas" ou "desconhecidas" e a paz e sossego que ainda encontrava em algumas delas, também se varreu...
A última razão que me leva a não ficar aos pulos de alegria perante a ideia de praia é a minha crescente incapacidade de tolerar o calor excessivo... esta tem sido mesmo a principal razão! A ideia de estar num local onde o calor abunda, faz-me ficar em "stress térmico" de imediato. Já não sou capaz de estar muito tempo debaixo de sol escaldante e prefiro a praia mais do fim de tarde, das 16h30 em diante, porque o calor vai diminuindo progressivamente. Por isto mesmo, não aprecio ir à praia de manhã, porque o calor vai aumentando e quando chega a hora de sair da praia, parece que o sol nos "estala o crânio"...
Mas por causa do F. e porque a família e amigos são fãs incondicionais de praia, lá contrariei a minha falta de vontade e fui! E estava uma manhã de praia espectacular! Estava calor, mas corria uma brisa refrescante e a água do mar estava fresquinha, o que me fez esquecer o quão "cor da cal" eu sou, e abusei da exposição ao sol. 
O F. estava super feliz e foi estrear o conjunto de pás e balde mesmo junto à "babugem" das ondas, e eu ali fiquei com ele, a construir uma piscina e um castelo. Nem sentia o calor, porque a água estava frescota e cristalina, mesmo a meu gosto. Fui dando uns mergulhos pelo meio e senti de novo aquele gosto que eu sempre tive pelo mar! Aquela sensação de "alma lavada" que sempre obtive em ir ao mar... aquela sensação de que o mar me leva os problemas e as preocupações e tudo se torna tão mais simples e fácil! Soube tão bem!
Cheguei a casa consciente de que me esquecera de usar e abusar do protector solar factor 50+ hipoalergéneo que fui obrigada a usar desde os 16 anos, por conta duma alergia provocada exactamente por um protector solar factor 20 de uma marca muito conhecida. E a "alergia" que tenho ao sol não se fez esperar... estava a ficar vermelhusca... estava a ficar "comichosa"... e a coisa foi escalando até ficar no actual estado em que me encontro: lagosta!! (e cheia de dores por ter a pele em modo "arrepelado")
Mas lá que foi uma manhã de praia espectacular, lá isso foi!

12 de agosto de 2011

Comprar ou reparar?

tirada da net

Há uns meses atrás recebi de "herança" duma tia do G., uma máquina de costura Singer portátil, o que me deixou felicíssima!! Porque quando queria ir a workshops de patchwork e costura, não conseguia levar a única máquina que tinha, uma Singer fixa, herdada da minha mãe e da minha avó.
Assim, em vez de ir gastar dinheiro numa máquina portátil, só para ir a workshops e poder fazer mais alguns pontos que a fixa não faz, apesar de coser na perfeição e sem nunca me desiludir, ganhei uma máquina "nova"!
Há umas semanas atrás a dita Singer portátil, que já tinha várias dificuldades em fazer de forma consistente pontos de chuleio e outros mais decorativos, deixou mesmo de coser! O que me levou a deixá-la num técnico para pedir orçamento para reparação.
Entretanto, nunca mais me deram o orçamento...
Há uns dias atrás a Agulhas e Botões, publica um post a informar que as Lojas Lidl iam colocar à venda ontem uma máquina portátil da Singer, por apenas 99€.
E ali fiquei eu, a namorar a máquina! A achar que era bem gira e bem mais pequena do que a minha herdada... e que 99€ por uma máquina de costura Singer nem era mau negócio...
Por isso, desisti de imediato de ir a correr ao Lidl da zona, na manhã de ontem, para garantir que apanhava uma máquina!
Porque por mais barata e bonita que ela fosse, não tinha cabimento nenhum ter 3 máquinas de costura em casa, quando apenas há 6 meses atrás não tinha nem uma! E não cosia nem à mão nem à máquina...
Então não é que o "destino" decide gozar comigo?! Irra...
Ontem à tarde, liga-me o técnico a dar o orçamento e a dizer que se o aceitasse, teria a máquina pronta para a semana.
Ora o orçamento é de nada mais nada menos do que 81€ para efectuar a limpeza, lubrificação, arranjo do tensor e mão-de-obra. A máquina nem vai levar peças nenhumas novas... 
E eu fiquei por momentos ao telefone, sem saber o que responder (já vos disse que sou péssima a tomar decisões??!!), porque só pensava que mais valia gastar mais uns euros e ficava com uma máquina nova... mas depois veio o factor "herança" e pus-me a pensar que o G. me ia esfolar se soubesse que eu não mandei reparar a máquina da tia dele para ir comprar uma nova... 
E naquele milésimo de segundo disse que sim, que fizessem a reparação!
Quando à noite, conto ao G. a história do orçamento e da máquina de 99€ no Lidl, ele diz-me: então, vais comprar a nova!
Eu "morri" naquele instante...
O G. ainda me desancou por mandar arranjar uma máquina já usada, e "que mais valia ficar com uma nova, porque tem garantia de 2 anos" e é mais pequena do que a da tia dele...
Só me apetece mesmo esbofetear-me!

11 de agosto de 2011

Leveza

Desde que me furtaram a mala, já experimentei todos os sentimentos contraditórios possíveis neste tipo de situação. Alguns deles, eram já conhecidos de outra ocasião em que num roubo em minha casa (comigo a dormir lá dentro) me levaram igualmente a mala.
A diferença entre este furto e o anterior prende-se apenas com duas coisas: desta vez fiquei com a chave do carro, enquanto da outra tive que andar a esconder o carro durante uma semana até mudar os canhões e o comando. Desta vez levaram-me os telemóveis e da outra não, porque eles apenas levaram as coisas da sala e os telemóveis estavam na minha mesa de cabeceira.
E isto faz toda a diferença! Sinto que desta vez fiquei muito mais lesada, muito mais prejudicada. A raiva, a fúria e a revolta foram muito maiores desta feita.
Em 2004, estava numa situação de desemprego e tive tempo para tratar de refazer a parafernália de documentos que temos que carregar para sermos cidadãos plenos. Agora, estou a trabalhar e cada assunto que tenho que tratar relacionado com o furto e reemissão de documentos e cartões bancários obriga-me a estar a pedir para me ausentar do local de trabalho, coisa que nunca gostei particularmente de fazer... há muito que se pode fazer pela internet e por telefone, mas nestes casos, isso não é tanto assim...!
O pior é que me sinto despida, despojada de algo que contribuía para a minha própria identidade. Querer contactar com pessoas e não ter os seus contactos... (vá lá que o e-mail e o FB facilitam essa tarefa), querer pagar compras e outras coisas que consumimos no dia-a-dia e ter que fazer o cálculo antes de sair de casa de quanto dinheiro vivo tenho que levar, "não vá ser preciso"... eu que detestava andar com muito dinheiro vivo na carteira...
Mas a sensação que tenho é que ando muito "leve"! A minha mala hoje é metade do tamanho da que foi levada, carrego 1/5 do que carregava antes... e é impossível contradizer o sentimento que tenho quando saio de casa e coloco a mala ao ombro, de que me esqueci de qualquer coisa... aquela "leveza da mala" faz-me crer que deixo algo para trás e que precisarei no decurso do dia. Razão que justifica o facto de me terem levado a "vida toda" dentro da mala....
Abrir a carteira é uma desolação autêntica... há apenas notas e moedas e o papel que me deram de comprovativo em como pedi a emissão do cartão de identidade...! Está nua e despida!
No entanto, na minha cabeça já assumi os factos, aconteceu e "está acontecido"! Os cartões e documentos refazem-se, alguns a maior custo que outros, mas arranjam-se substituições. Os contactos perdidos também se recuperam, a pouco e pouco!
O que me faz mais falta nesta perda e com isso estou a ter dificuldade em resignar-me e aceitar são as notas pessoais que tinha escrito em ambos os telemóveis, pedaços de mim, pensamentos e sentimentos decalcados fugidiamente nos telefones e os quais não tive oportunidade ou tempo para copiar para um caderno de papel... como sempre fiz! 
Estas notas fugazes da minha existência não mais voltarão... e assim foi uma perda definitiva! Porque havia algumas notas sobre a morte do meu pai (nessa altura, os sentimentos turbilhavam no meu cérebro e no meu coração) e outras eram mensagens que quis deixar ao meu filho, para um dia mais tarde!...
E estas nunca mais recuperarei... e isso entristece-me profundamente. Porque como sentimentalona que sou, apego-me mais a isto do que aos bens materiais que foram levados, porque esses substituem-se, mas os pensamentos e sentimentos não se repetem nem se refazem!

O "papagaio"

O F. está decididamente na fase de "papagaio", repete tudo o que dizemos! Umas palavras ou frases melhor do que outras, mas repete tudo.
Ontem, enquanto o adormecia, disse-lhe: "repete lá, «eu adoro-te»".
E ele repetiu, textualmente e sem atropelos, não uma mas três vezes seguidas:
- eu adoro-te! 
Enquanto me dava beijinhos e abraços!

É impossível não ter a certeza que a melhor coisa que sou neste mundo é ser mãe!
E principalmente dele!

9 de agosto de 2011

Serviços públicos de qualidade

Foi o que experimentei hoje, contrariaramente ao que sucedeu ontem no Registo Civil da minha terra...
Realmente, o grau de qualidade de um serviço está invariavelmente dependente da "qualidade" das pessoas que nele trabalham!
Ontem fui atendida por pessoas claramente de má vontade, com cara de frete "todos me devem e ninguém me paga" e com uma franca insensibilidade perante o meu azar. Eu sei que as pessoas não têm que me dar palmadinhas nas costas e ter peninha de mim, nem é isso que pretendo, mas também não gosto que me debitem informação "à bruta", como se eu tivesse culpa de ter sido furtada e lesada por desconhecidos!
Por isso, fui um pouco bruta quando me disseram de forma um tanto agressiva: "tem que trazer cá o pai ou a mãe ou os seus irmãos, para confirmarem a sua identidade", ao que eu respondi seca e directamente: "já não tenho pais e nunca tive irmãos! quem é que posso trazer?"
Não precisam já de dizer que também sou insensível... sei bem o que muitos funcionários destes serviços têm que aturar diariamente, desaforos e insultos de pessoas que descarregam as suas frustrações nestas pessoas que são a cara de uma qualquer repartição pública. Mas quando eu sou cordial, educada e digo bom dia, por favor, agradecia uma informação, obrigada e bom dia, espero que me retribuam a cortesia e a cordialidade, em vez de ser tratada com agressividade e má vontade!
Por contraponto, hoje fui ao Registo Civil da terra que escolhi para residir e o tratamento foi completamente diferente. Tomei mais uma vez consciência de que sempre que lá fui, nunca fui mal atendida, nem nunca me trataram de má vontade ou com cara de frete. Foram-me sempre dadas as informações que solicitei, com a mesma cortesia com que tratei as funcionárias e sempre de forma clara e concisa. 
Hoje ainda mais constatei isso mesmo. As duas pessoas que me atenderam foram simpáticas e afáveis e sim, ajudaram a que este processo que tenho pela frente, se tornasse menos penoso e difícil e por isso só lhes tenho a agradecer!
Por isso, há que reconhecer que umas repartições e serviços públicos apresentam serviços de qualidade enquanto outros apenas cumprem as funções que lhes incumbem, mas com cara de frete!

8 de agosto de 2011

Começou a saga!

Naná no registo civil, tenta em vão refazer a sua vida normal e tira senha para tirar Cartão de Cidadão.
Nisto, lembra-se que na última vez que foi furtada e teve que tirar os documentos todos de novo, foi forçada a gastar 18€ numa certidão de nascimento.
Pergunta então à funcionária se é necessário proceder do mesmo modo!
Dizem que não... que basta entregar o Bilhete de Identidade.
Quando explico que foi furtado, bem como carta de condução e passaporte nunca fiz... dão este pedaço de informação:
"- Ah, então tem que trazer duas testemunhas para atestarem que é a senhora!"
Ou seja, eu agora tenho que ir lá com duas pessoas, para que estas digam que EU sou mesmo EU!!
Isto é tudo muito bonito, sim senhor, ah segurança e tal e coisa... mas aposto que é mais fácil aos senhores criminosos falsificarem um cartão de cidadão ou um bilhete de identidade, que parece mais verdadeirinho que sei lá... do que eu, humilde cidadã lesada e prejudicada, mandar emitir um cartão de cidadão "verdadeiro da silva" num qualquer registo civil nacional!...

Os azares andam aos pares!

Sempre ouvi dizer que uma desgraça nunca vem só e a vida já se encarregou de me demonstrar isso mesmo. Em duas ou três ocasiões, sucedeu acontecer-me um azar e quando ainda mal me estava a refazer de um, "pimbas toma lá outro no focinho, para não pensares que isto fica só assim..."
E desta vez, não foi excepção, senão vejamos:
- sexta-feira à noite, G. caiu um estrondoso espalho das escadas abaixo, em nossa casa! Quando ouvi o estrondo o meu coração congelou por 15 segundos enquanto vislumbrei cenários dele todo partido e ensanguentado. Só pensava no amor da minha vida, no meu companheiro de hoje e sempre, todo desgraçadinho e até quem sabe paraplégico... (vá de retro Satanás!!). Por sorte, foi maior o susto e o inchaço que imediatamente se formou no tornozelo foi apaziguado à custa de quilos de gelo sobre o dito!
- sábado à tarde, sou furtada ao sair do hipermercado, onde fui sozinha, porque o G. não me podia acompanhar por estar coxo da queda da noite anterior... Se acaso não tivesse ido sozinha, talvez não tivesse sido a presa fácil...
E por mais que tente não cair no mundo das hipóteses e dos "e se's"... é díficil não ir lá parar! E rever todos os movimentos e actos praticados antes destes dois eventos "do demo"... se ele tivesse acendido a luz, se ele tivesse calçado os outros chinelos... se eu não tivesse teimado em estacionar o carro à sombra, se eu tivesse estacionado o carro na posição exactamente inversa, se eu tivesse ficado agarrada à minha mala qual lapa!...
Mas isso de pouco adianta!...
Já está, já está! Já aconteceu e não há nenhum botão de rewind...

Srs. Furtadores, ide fecundar-vos!!!

Aos senhores (c"&%&"$, f?!&%#$/) que me furtaram a mala de dentro do carro, com toda a minha vida lá dentro, desejo que sofram de disenteria crónica para o resto da vossa comprida vida!
Naqueles 2/3 minutos que levei a pôr as compras na bagageira do carro, virem abrir sorrateiramente a porta do lado do condutor e, pufft levarem-me a mala que eu atirara 1 minutos antes para cima do banco, é no mínimo canalhice e p*ta de sacanagem!
Realmente saiu-vos a sorte grande... além da minha carteira com todos os meus documentos e os do meu filho, mais cerca de 25€ em dinheiro e o documento único do carro, levaram-me (como se me arrancassem um bocado de mim) a minha máquina fotográfica compacta da Sony, que tinha fotos lindas do meu filho e que eu ainda nem tivera tempo de descarregar... Ficaram com os meus dois preciosos telemóveis, com todos os meus milhentos contactos e que agora se foram, bem como inúmeras notas pessoais que tinha escrito no "bloco de notas" dos telefones e que para sempre ficarão perdidas... pequenos pedaços de mim, que não poderei jamais reproduzir!
Espero que tenham conseguido falar com a vossa famelga toda na Argélia e em Marrocos, pena que eu só tinha 24€ de saldo no cartão do telemóvel... agora podiam era avisar a família para deixar de me telefonar de hora a hora... e ao menos se ligam, que digam alguma coisa, porque desligar o telefone na cara de uma pessoa, a quem ainda por cima provocaram tamanho prejuízo e imbróglio, é no mínimo falta de educação e de consideração!!
Espero que gostem da música que tenho no leitor de MP3, desculpem lá não ter lá dentro os phones para poderem ir ouvindo...
A pen usb também é porreira, tem 8GB e tem toneladas de documentos que podem perfeitamente deitar fora, porque gestão de sistemas integrados não vos deve interessar...
Ah, aproveito para avisar que infelizmente não poderão pernoitar em nenhuma das minhas 3 humildes casas, porque já troquei os canhões todos! Desculpem lá, pá...
Também lamento não poderem passar cheques, que estavam já caducados, e os cartões, não levem a coisa a peito, mas cancelei todos! É que o dinheiro que tenho na conta preciso dele, sabem... para mandar refazer todos os cartões e mais alguns que vós tão lampeiramente me levaram!... Ah e aviso já também que irem ao banco com os meus documentos também é capaz de não resultar... pus alertas em tudo quanto era banco, de tal modo, que agora nem eu consigo movimentar e ver os movimentos das minhas contas...
Ah e divirtam-se na praia com os meus óculos de sol, usem o baton do cieiro que é bem bom e espero que gostem do Faísca McQueen do meu filhote!
Para a próxima prometo que ainda vos facilito mais a vida... ou nem por isso, seus pulhas!

4 de agosto de 2011

Amnésia

Hoje deixei os meus dois telemóveis esquecidos em casa... (sim, eu tenho dois... um dia explico a razão!)
Curiosamente, pensei que me iria sentir mais "despida" do que na realidade me sinto.
Como calculava, ao que parece, fartei-me de receber mensagens... e como também calculava, lembrei-me que precisava de fazer não sei quantas chamadas importantes, que nos outros dias nunca me lembro de fazer!

3 de agosto de 2011

Ecos dos sons de outrora

tirada da net

Hoje fui almoçar ao centro da cidade.
Soube bem ver as lojas das ruas do centro. Parece que é toda uma outra cidade...
Quando regressava ao trabalho, ouço um som tão característico e que me está gravado na memória, desde os meus tempos de infância: o chamamento da flauta do "amola-tesouras"!
Porque há anos que não ouvia aquele "assobiar" tão próprio... porque é uma profissão em vias de extinção!
Porque seja lá o amolador quem for, o toque de "pregão" é sempre igual!!

É tão bom!

Reencontrar "velhos" amigos, que não vemos há algum tempo, com quem já não podemos estar sempre que nos der na real gana, porque a distância geográfica isso nos impõe.
É bom poder ficar à conversa, como se os anos não se tivessem passado! 
Porque quando nos encontramos é como se estivéssemos iguais ao que éramos, dez anos antes, quando a licenciatura terminou e fomos cada um em busca do futuro, tão incerto...
Parece que o tempo não passou por nós, como se a essência de quem somos e de quem éramos permanecesse ali, intacta, intocada!
Há experiências a partilhar, novidades a contar, filhos que crescem nos entre-meios destes encontros fugazes e a contra-relógio!
Então gostava de voltar atrás no tempo, nem que fosse por umas duas ou três horas. Voltar a abancar na esplanada do Café Tropical, beber um capuccino calma e languidamente, enquanto cortamos na casaca deste ou do outro professor, ou comentamos as notícias do Blitz, debatemos os concertos que queremos ver e as bandas que vêm ao nosso país, a matéria que temos que estudar para este ou aquele exame que se avizinha. Combinam-se cafés e encontros nocturnos num qualquer estabelecimento de diversão nocturna, para beber uns copos e continuar a apreciar as coisas boas que a liberdade da nossa juventude nos têm a oferecer!
É tão bom quase poder agarrar uma centelha dos tempos que já lá vão! Enchem-nos o ego novamente e por uns momentos, somos novinhos e cheios de sonhos e projectos uma vez mais!

2 de agosto de 2011

Elogio às máquinas

tirada da net

Já aqui referi a minha adoração pelas tecnologias, e voltando um pouco ao mesmo,tenho que tecer aqui este elogio e reconhecer que a minha máquina de lavar roupa e a minha máquina de lavar louça são sem sombra de dúvida, duas grandes amigas do peito que eu tenho.
Ambas ajudam a simplificar a minha vida, permitem-me ter tempo para me dedicar a outras coisas, bem mais importantes e muito menos cansativas.
Se pensam que não sei o que é dar o corpo ao manifesto e lavar roupa à mão, desenganem-se! Fui habituada a lavar roupa no tanque e nos fins de semana em que ia para casa do meu avô, na Arrifana, lá não havia máquina de lavar, mas sim um tanque onde para lavar tínhamos que nos ajoelhar em cima duma almofada, para não ficar com os joelhos esfolados. Corava-se roupa com sabão para tirar as nódoas mais dificeis e estendia-se a roupa num estendal feito em corda de ráfia, presa nuns postes feitos de troncos de acácia.
Até terminar a faculdade, lavava a minha roupa e a do meu pai no tanque de minha casa, porque o meu pai, tristemente, era muito apegado ao dinheiro e não queria gastar dinheiro numa máquina de lavar em condições... Assim, a que tínhamos era algo "artesanal"... Enchia-se de água, deitávamos o detergente, ela lavava e depois tinha que enxaguar tudo no tanque. Sei bem o que as minhas costas, pulsos e braços sofreram a torcer lençóis e calças de ganga no tanque (centrifugação manual). Perdi muitas manhãs de sábado presa a um tanque de lavar roupa! Por isso, foi com grande alegria que acolhi a máquina de lavar, enxaguar e centrifugar que o meu pai comprou contrariado, depois de muitas discussões azedas! (o Abel depois de a ver em uso, percebeu a sua utilidade e deu o dinheiro por bem empregue!)
Já a máquina de lavar louça foi algo que nunca pensei vir a valorizar tanto na vida. Quando me "amantizei", eu e o G. partilhávamos a ideia de que era um electrodoméstico desnecessário, porque éramos só dois, não sujávamos assim tanta louça e podia facilmente lavar-se à mão. Tínhamos também a ideia de que era uma máquina pouco útil porque além de gastar imensa água, gasta igualmente energia eléctrica e se tínhamos vivido bem sem ela até então, podíamos continuar a fazê-lo.
Após dois anos de vida em conjunto, concluímos que afinal se calhar precisávamos duma máquina de lavar louça, porque não havia pachorra para depois de jantar (tarde e a más horas - acabávamos de jantar sempre depois das 22h) estar a lavar 50 canecos... E porque também percebemos que duas pessoas afinal conseguem sujar canecos e tabernicos até mais não! Eu que sempre gostara de lavar louça, porque envolvia ter as mãos metidas em água, comecei a detestar! Lavar louça parecia já uma saga, numa mais tinha fim e se não fosse lavada numa determinada rotina diária, fazia com que a cozinha parece mais uma zona de guerra do que uma cozinha! Ora eu sou uma daquelas mulheres que até suporta ter a sala e os quartos um tanto desarrumados, mas lá a cozinha é que não!!
Curiosamente, comprámos a máquina por alturas do nascimento do F. e foi sem dúvida um dos melhores investimentos que fizemos! Permitiu-nos rentabilizar tempo, o consumo de água acaba por ser quase idêntico e como escolhemos uma máquina de classe energética A+ (tivemos esse cuidado na compra de todos os electrodomésticos que temos), a conta da energia não sofreu grandes incrementos.
Actualmente, como temos tarifa bi-horária, programamos as máquinas para lavar à noite, e elas trabalham enquanto nós pacificamente descansamos o sono dos justos!
Mais uma razão para ser fã da tecnologia!!

1 de agosto de 2011

Beijoqueiro!

tirada da net

O meu pequeno F. nunca foi muito de dar beijos...
Quando lhe dizíamos para nos dar um beijinho, ele "estendia" a bochecha para os receber, mas nunca os dava.
Até há umas duas semanas atrás!
Em que começou a dar beijinhos de lábios juntos e bem espetados.
E agarra a minha cara com as duas mãos e dá-me beijinhos na boca! E depois dá vários seguidos... um amor de meiguice!
E eu fico babada, com o carinho do meu pequeno filho!
E depois começou a fazer o mesmo com o pai.
Mas curiosamente e ainda bem, não o faz com estranhos e nem com as pessoas de família. Com esses continua a dar a bochecha! 
O mais engraçado é que ninguém o alertou para apenas dar beijinhos na boca aos pais!
Está feito num beijoqueiro!

Apanhada do clima

By Jon Sullivan

Desde quinta-feira passada que tenho-me sentido assim, apanhada do clima! Como se o tempo estrambólico que se tem feito sentir, me afectasse física e psicologicamente...
Na quinta e sexta, o tempo começou a dar sinais de estar a querer entrar no Outono e eu sofri com uma sonolência pouco própria duma pessoa que anda a dormir tão bem... Valeu-me o facto de ter estado em casa a tomar conta do F., que apanhou uma inflamação na garganta e teve febres que o obrigaram a não ir à escola.
Depois, acrescido à sonolência, um estado de pseudo-irritabilidade, que à mínima contrariedade me faziam subir paredes! Valeu o facto de o F. apesar de doente, não ter estado nada abatido, nem impertinente. Pelo contrário, apesar das febres na ordem dos 38,4º a 38,9º, esteve sempre bem disposto, brincalhão e até nem assim muito dado à birra, como esteve no início da semana.
Ontem, como o tempo começou a dar ares de Verão, senti-me mais enérgica, mais bem disposta e cheia de vontade de passear e aproveitar o lindo domingo que esteve! Só não consegui fazer isso da maneira que queria, porque todas as praias onde me lembrei de ir dar um pézinho na areia, estavam literalmente apinhadas de gente e eu nesse preciso momento, perdi toda e qualquer vontade de me aventurar... (é o preço a pagar por viver na zona mais turística do país...)
E hoje, acordei como o dia... com a trovoada! Assim que saí à porta de casa, senti aquele bafo quente da trovoada de verão, onde até parece que podemos sentir a electricidade no ar, na ponta dos nossos dedos... E eu sinto-me exactamente assim, tipo em estado de permanente desassossego, como se a estática me percorresse desde os miolos à ponta dos dedos dos pés...
Sempre tinha ouvido as pessoas mais "antigas" dizerem que sentiam as mudanças de tempo, das temperaturas, que tinham dores aqui e ali, assim e assado e achava tudo uma crendice... mas começo a perceber que talvez haja algum fundo de verdade nestas "tiradas climáticas"...