27 de julho de 2011

Febre de consumo

tirada da net

Nunca fui uma pessoa consumista por natureza.
Os meus pais cedo me ensinaram que o dinheiro que se ganha, não é para gastar no minuto seguinte!
Fui habituada a pensar bem antes de comprar uma coisa, e a não fazer compras por mero impulso. 
A minha mãe dava-me o exemplo, ao procurar o mesmo produto em locais diferentes, e só comprava após ter comparado os preços e com base nisso, tomava a decisão.
Este princípio aplico-o nas minhas compras regulares, principalmente no supermercado.
No entanto, no que respeita a certas coisas de uso pessoal, como roupa, malas, sapatos e bijuterias em geral, já não sou tão comedida. Ou melhor, já não sou tão ponderada...
Não ando por aí a esbanjar o ordenado numa base regular, só pelo prazer de possuir coisas, nada disso... Normalmente, quando cedo a estes impulsos, é porque encontrei algo que me encheu o olho, mas que também reúne uma vertente prática e de utilidade na minha vida. (apesar de ficar embevecida nas lojas de futilidades, raramente compro alguma coisa, porque me ponho a pensar no uso que vou dar àquilo). 
E fui ganhando o hábito de reprimir um pouco estes impulsos, muitas das vezes, esperando que a loja entrasse em saldos. E isso fez-me poupar bastantes euros, porque muitas vezes aconteceu comprar o que queria, por um preço inferior ao inicialmente afixado. Mas se tiver que regatear, já não tenho perfil para isso... pago o que está marcado e não me ponho a choramingar descontos e reduções de preços (só fiz isso com a minha Slim TV da Samsung que estava marcada por 589€ quando o preço dela eram 810€... mas bati o pé e disse que não saía da loja com a televisão se não pagasse o preço que eles por engano tinham afixado! esperei duas horas, é certo... mas trouxe-a pelo preço marcado!!)
Bem, mas isto tudo para dizer que ultimamente não ando em mim! Desde que comecei a interessar-me pelas costuras e pelo croché dou por mim babada a ver tecidos, cada um mais bonito que o outro. 
No espaço de poucos meses fiz mais compras on-line de tecidos e livros de costura, quilting e patchwork, croché e similares, do que quase na minha vida inteira.
Sempre fui um pouco avessa a compras com sistema Paypal e tinha imensas reservas a pôr dados do meu cartão bancário na internet.
Mas devo ter sido mordida por algum bicho, algum mosquito "malino"... porque em três meses apenas, já fiz mais compras por este sistema do que alguma vez pensei vir a fazer na vida!
A tal ponto, que recebi um telefonema dum senhor do departamento de segurança das transacções bancárias do meu banco, para confirmar se tinha sido eu a ordenar aqueles pagamentos no cartão, não fosse alguém ter-se usurpado dos dados ou do cartão e andar aí a fazer compras com o meu dinheiro! (por acaso, fiquei agradavelmente surpreendida pela positiva com esta atitude! é bom saber que há alguém responsável por fazer estas análises de risco de furto).
Mas tenho que me controlar...!! Eu não sou consumista e esta não é certamente a altura de andar a fazer compras de forma algo desregrada... é certo que estou a comprar coisas a que vou dar uso e bastante. Não sei é quando terei tempo para as aplicar nas costuras e no croché...
Por isso, Naná, tu toma lá juízo e trata de te disciplinares, que os tempos são de contenção, muita contenção!!!

26 de julho de 2011

Tenho roupa a mais!!

tirada da net

Foi outra brilhante conclusão a que cheguei, quando esta manhã, encontro dobradinha nas minhas gavetas uma camisola que já nem me lembrava que tinha sequer!

Também costumo chegar a esta conclusão nas tardes de "engomadoria"... em que me maldigo por ter tanta roupa...

E depois sinto-me envergonhada por me queixar que tenho tanta roupa, quando no minuto seguinte tomo consciência que há tanta gente no mundo que não tem o que vestir... ou que tem muito pouco!

E depois dizes que te dóiem as costas...

Há uns tempos atrás, achei que precisava de organizar a confusão que se veio a tornar a minha mala. 
Não poucas vezes, na tentativa de procurar as chaves de casa, para entrar, acabava por ter que despejar o conteúdo da mala para as conseguir encontrar...
E eu, por conta disto, já começara preferencialmente a comprar malas que tivessem diversos bolsos, aos quais eu atribuía um determinado objecto que necessito carregar comigo diariamente.
Depois sou malucas por malas, deve ser assim a veia mais feminina que tenho... gosto, gosto! E quando vejo uma que me faz ficar colada na montra ou parada no meio da loja, já sei que não vale a pena resistir e pensar melhor... mais vale comprar logo e satisfazer o desejo de a ter! (Com os sapatos sofro da mesma maleita, no entanto, não é tão fácil despertarem em mim o desejo da possessão imediata...)
Outra coisa que me aborrece solenemente é trocar de mala e muitas vezes não o faço porque simplesmente me ataca a preguiça de estar a trocar as coisas de uma para outra...
Por isso, pus-me a magicar que teria que arranjar um sistema rápido e eficaz de organizar a mala e que ao mesmo tempo me facilitasse a tarefa "árdua" de trocar de mala.
Então desenhei o meu próprio organizador de malas!
Pus mãos à obra e consegui concretizar o projecto que tinha em mente.
Mas cheguei a uma conclusão importante:
Ando com demasiada tralha dentro da mala! 
Há telemóveis, molhos de chaves desta e daquela casa e do carro também, toalhitas e lenços de papel (é o resultado de ser mãe...), canetas, caderno de apontamentos, livro de cheques, carteira "gorda" a rebentar pelas costuras em papéis e papelinhos, carteirinha das moedas, cabo do telemóvel (para carregar quando preciso), máquina fotográfica, pen USB e mais o Diabro a quatro...

Com ou sem organizador, a minha mala mais parece o saco do "Sport Billy", há de tudo lá dentro!
Não é de surpreender que ao final do dia sinta dores nos ombros e nas costas...
Por isso, depois do organizador concretizado e em uso, o melhor é mesmo reduzir e limitar o que trago cá dentro...!
O que não se afigura tarefa fácil, já que até posso retirar da mala, mas estou certa de que logo no dia seguinte me vão fazer falta, numa ou outra ocasião. E depois fico irritada por não andar com aquilo atrás...

25 de julho de 2011

Está lá?...

Detesto mesmo quando as pessoas ligam para o meu telemóvel e fazem a pergunta sacramental:
- Bom dia, quem fala??

Ora se os senhores ligaram para mim, deviam saber à partida quem fala...

E ao que eu respondo invariavelmente:
- Com quem é que quer falar?

E do outro lado da linha, ou ficam aborrecidos ou desconcertados!

Azar!!

Rendida

A esta série da HBO... um enredo que prende do primeiro ao último segundo! Cenários onde os pormenores foram pensados ao mais ínfimo milímetro e de forma altamente realista! Uma história de jogos de poder, de interesses, onde cada um tem o seu propósito!
Quando se começa a ver, não se quer parar enquanto não chegarmos ao fim, ao desfecho final!

Já havia algum tempo que não ficava assim, rendida a uma série televisiva, logo eu que sou uma TVholic...

Mais um!

O F. pela segunda vez fica com um olho à "belenenses"...
Mas assim mesmo roxo, como se tivesse levado um soquete!
Da primeira vez, foi uma queda do triciclo, no infantário.
Desta vez, chocou com o lavatório da casa de banho, também no infantário.
Quem olha para ele, parece que andou à batatada.
Da primeira vez, saí com ele da escola e fui ainda às compras e tive que suportar uma série de olhares faiscantes e reprovadores, prestes a "cuspir": "deves ser cá uma bela mãe... o filho mais parece um Cristo! Às tantas, arreia bem uns sopapos na pobre criança..."
Desta vez, não tinha que ir às compras, e eu fiquei grata por isso! 
Porque por mais que esteja de consciência tranquila e saiba que este tipo de coisa é normal numa criança, que não pára quieta um minuto e ignora todos os avisos do perigo iminente e sucessivas frases de "tem cuidado que cais!" ou "vê lá que podes bater com a cabeça"... custa sempre ver o meu pequeno homenzinho todo amassado e com aspecto de quem foi sovado!...
E sim, dói-me na alma e preocupa-me sobre possíveis mazelas...
Mas às vezes, os olhares alheios de quem é rápido a julgar e a tirar conclusões são por demais incisivos e fazem-me pensar: "qualquer dia, ainda chamam a Protecção de Menores para investigar por que razão o F. em dois anos apenas, já conta com dois olhos negros, com apenas 6 meses de intervalo..."

22 de julho de 2011

As tias-avós



Eu não tenho muitos tios e tias directos, nos dias que correm só me resta um "meio-tio" e uma tia, que é também a minha madrinha!
Mas sempre tive uma série de tias-avós... especialmente do lado do meu avô materno que era filho duma irmandade de 9. Uma coisa perfeitamente normal naqueles tempos...
A minha avó materna tinha mais outros cinco irmãos e do lado dos meus avôs paternos nem sei bem ao certo quantos irmãos eram de cada um dos avós, mas do que me lembro teriam em média 5 ou 6 irmãos.
Por isso, primos em segundo grau é coisa que não me falta...


Mas a que propósito vem isto das tias-avós?
Porque me lembrei que a casa dos meus avós ao domingo era local de reunião da família e então eu tinha sempre as minhas tias-avós por perto!
Uma delas, era a irmã mais chegada do meu avô, a Margarida! E é aquela que eu visito sempre que vou "à terra", que tem 87 anos e já está ceguinha pela diabetes; mas que faz uma festa sempre que ouve a minha voz, e que tem sempre biscoitos ou pão com marmelada ou doce de tomate com amendoins lá dentro, para me oferecer!


E depois lembro-me sempre do meu tio-avô José... que era o mais velho. E que eu mal conheci. Aliás, só o vi a primeira vez um ano depois da morte do meu avô Manuel... Ninguém me tinha dito que eles eram os dois tão parecidos, quase como se fossem gémeos! E eu quando o vi, desatei num choro convulsivo porque olhava para aquele homem de 1.50 e via o meu avô, de quem eu tinha tantas saudades... e não tinha ainda idade para compreender que aquele senhor era apenas o tal tio Zé de quem sempre ouvira falar...


Era um a irmandade muito gira e que eu cresci a admirar: o José, a Júlia, a Maria, a Paulina, o Manuel, a Francisca, a Margarida, a Isabel e a Vitória!! mais conhecidos como os "Prudêncios" (por serem filhos do Prudêncio Miguel), mas que não o eram no apelido!!


E ontem, apesar do afastamento todo que as circunstâncias da vida impõem, percebi que é importante ainda ter tias-avós, apesar de já velhotas e curvadas! É que elas, ao contrário de mim, sabem onde ficam os benditos sobreiros que eu preciso mandar descortiçar! E prontificaram-se para ir comigo fazer o "reconhecimento no terreno"! Nesta caso vai ser a tia Vitória, que é a mais nova da irmandade e de quem sempre gostei muito, por ser sempre uma mulher bem disposta, mesmo quando a vida lhe foi madrasta!... E como também já arranjaram um tirador de cortiça, vão falar com ele, para tratar dos meus também!


Yuuupiii

Vá lá que lá consegui restaurar alguma dignidade a este meu blog!

A foto do cabeçalho é uma de milhentas que tirei! E a que se vê em pano de fundo é a água cristalina da Praia da Ponta Ruiva, um paraíso ainda escondido!

21 de julho de 2011

Quem me manda ser burra???!!

Já descobri o mistério das imagens desaparecidas daqui deste meu canto...
E lamento que a culpa disso tenha sido minha!!...
Eu num acto de burrice, fiz delete no álbum Picasa, onde elas estavam todas, bonitinhas, guardadas desde que comecei a postá-las...
Agora só me resta ter paciência e voltar a encontrá-las e colocá-las nos seus devidos lugares...
Oh bummer!

E o meu blog que parece tão descaracterizado sem a foto da minha praia no cabeçalho... parece um franguinho depenado...

Vamos lá ver se a gente se entende!


Após uma busca no Google sobre a praia que dá nome a este meu humilde blog, fiquei furiosa sobremaneira ao encontrar num site de viagens que a praia fica onde? onde mesmo??
No Alentejo!!
Desculpem lá, mas ao menos tenham o cuidado e a ombridade de investigar a geografia do local antes de postarem asneiras completamente crassas num site que pretende promover viagens!
Eu fico mesmo furiosa com isto, a sério! Fico possessa...
Da mesma forma que nos verões em que trabalhei nesta praia lindíssima, no restaurante a servir à mesa e ouvia os turistas nacionais ligarem à família e dizerem: 
"Estou no alentejo, vou hoje para o algarve!" ou "Já saímos do Algarve, a caminho de Lisboa"
Sinceramente...
Se é para dizerem asneiras, primeiro consultem um mapa se fazem favor!!
A praia da Arrifana fica no concelho de Aljezur, que desde sempre é um dos concelhos algarvios!
Eu quando não sei onde fica uma terra geograficamente, primeiro informo-me para não dizer asneiras!

20 de julho de 2011

Retiro o que disse!

By Naná

Sobre o coreto da minha terra!
Ontem descobri foi que o tinham reposicionado na mesma praça, mas um bocado refundido na minha opinião...
Mas aqui está! Todo arranjado e bonito como outrora!

Decididamente!

O Blogger anda passadinho dos carretos...
Então agora esfumaram-se-me todas as imagens e fotos minhas que tinha postado, assim como a foto do cabeçalho...
O meu blog parece um autêntico farrapo esfrangalhado...

Mas afinal quando é que o Blogger se atina e ganha juízo?!
É que assim não há condições...

19 de julho de 2011

Oprimida

Às vezes, quando as palavras nos oprimem, o melhor é permanecer no silêncio...!

18 de julho de 2011

Ser herdeira não é fácil...


Antes de mais, aviso já que não estou a reclamar de barriga cheia!

Ontem, estava a ver uma reportagem na RTP2 sobre as profissões com mais futuro e eis quando vejo "tirador de cortiça" na lista!
Dei uma palmada na testa, a chamar-me de burra esquecida... é que já devia ter mandado tirar a cortiça aos sobreiros no ano que passou, mas como deixei passar o verão, decidi "procrastinar" a coisa e tratar disso este verão, juntamente com as minhas primas...
E se não fosse ter visto aquilo ontem, acho que passava mais um verão sem tratar disto...
Mas qual é a dificuldade, perguntarão vós?!
Existem duas, assim já de caras: a primeira, não conheço tirador nenhum! (talvez por isso, seja uma profissão com futuro... são poucos, e detêm um nicho de mercado!) e segunda: não faço ideia onde ficam os sobreiros e muito menos quantos são... sei que não são assim tantos... mas é que estou completamente perdida! O meu pai é que sabia a sua localização e quantos eram...
Lá terei que me desenrascar... será que se procurar todos os que têm escrito 9, serão meus??!!

Digo eu, que não sou projectista...



Que não entendo a ideia que há subjacente a elaborar um projecto dum parque infantil sem que se vislumbrem árvores ou zonas de sombra num raio de 500 metros...
A sério! Juro que é uma coisa que me causa alguma perplexidade e até mesmo aflição... porque sou mãe e não consigo conceber que um espaço de recreio, destinado a crianças de tenra idade, que não devem estar expostas excessivamente ao sol e ao calor, mesmo que besuntadas com camadas espessas de protector solar!
Na cidade onde nasci e trabalho existem pelo menos uns 4 espaços nestas condições, em frente à minha casa, no centro da urbanização encontro outro e na cidade onde resido, existem mais dois, pelo menos que me ocorrem para já.
Enquanto nuns essa preocupação nem sequer foi equacionada e não há mesmo qualquer tipo de coisa (árvore ou infra-estrutura) que faça algum tipo de ensombramento, noutros houve uma preocupação insípida, já que rodearam o espaço com árvores de tão tenra idade que ainda exibem poucas folhas e algo imberbes...
O resultado prático disto é que simplesmente não há quem os utilize e tornam-se espaço vazios e desoladores, onde os equipamentos se deterioram sem que nenhuma criança os tenha usado mais do que uma ou duas vezes...
E são ainda mais desoladores, porque era suposto estarem preenchidos de gritinhos e risadas, tropelias e correrias... mas não! Estão sozinhos e abandonados...
E eu pergunto: investiram nestes espaços para quê??!! A quem se destinam??!! Lembraram-se que talvez fosse boa ideia projectar espaços de sombra em seu torno??!!

Marcianices Award 2011


A Manuela, do blog A Turista Acidental foi uma tremenda querida e deu-me este selo que achei mesmo muito adequado!
É que às vezes tenho a sensação de que o meu blog mais parece o de uma pessoa que não vive neste mundo... ou se vive, anda desenquadrada de tudo o resto... ou sou eu que não sou deste mundo, ou vejo o mundo à minha volta, totalmente ao contrário!
Por isso, um grande obrigada, Manuela!

Bem, então ditam as regras que:
Agradecer à pessoa que o ofereceu - check
Escrever um post sobre isso. - check
Oferecer a 12 blogs com os respectivos links desses blogs. - vamos já tratar disso, ali mais abaixo!
Avisar os autores dos blogs que foram galardoados, com mais um mimo. - in progress


E a quem quiser levar, estão à vontade!

15 de julho de 2011

Blá blá blá...

E agora que lhe tirámos a chupeta, desatou-lhe-se a língua!
(Até não custou tanto como se poderia pensar, agarrado como era àquele bocado de borracha...)
Ele que já era muito comunicativo, agora é um autêntico tagarela.
Está na fase de repetir tudo o que ouve, mas continua a ser trapalhão no que diz... no outro dia, enquanto tocava uma música na rádio, cujo refrão diz: "I want to live in Ibiza..." ele repetia logo: "Bebéza".
Mas ontem saiu-se com uma expressão giríssima, quando o fui buscar ao infantário. 
Pôs os óculos de sol dele na cara, tirou os meus da cabeça e pô-los na minha cara e diz-me, à laia de repto: 
- "Camóni!"...

Eu gosto de aprender! (e já vos disse que gosto de costura??!!)

By Naná

pormenor



Quando quero aprender alguma coisa que me interessa não descanso enquanto não frequento uma formação, ou um workshop, ou enquanto não vou a uma conferência ou congresso!
Depois fico tão feliz quando sinto que o investimento feito ou a formação escolhida são mesmo aquilo que eu queria! Para mim, sempre foi fácil aprender e eu tiro prazer nisso!
Desde que me lembro, desde miúda, sempre tive na minha ideia que um dia, quando fosse mais velha, aí quarentona, havia de me inscrever em aulas de bricolage e artes decorativas e coisas assim do género! Porque sempre gostei disso, e achava muito giro!
Curiosamente, enquanto andei na escola, nas aulas de trabalhos manuais, acabava sempre invariavelmente por ficar no grupo das "madeiras", e a fazer trabalhos que envolviam serrar madeira, limar com lima ou grosa, martelar pregos ou roscar parafusos ou camarões. Gostava, mas aquilo acabava por se tornar monótono e eu ficava sempre cheia de serradura ou fuligem da madeira ... 
E para minha grande pena, quando chegava a altura de rodar os grupos das madeiras para o grupo da fada-do-lar já estávamos no final do ano e; nunca se chegava a fazer a troca... por isso, nunca aprendi nada disso!
Mas o desejo de aprender estas coisas feitas com as nossas mãos, saídas da nossa imaginação surgiu mais cedo do que eu tinha pensado... não foi aos quarentas, mas sim logo agora aos trintas... e numa altura em que tenho pouco tempo para me dedicar a isso, apesar da enorme vontade!
Ideias não me faltam e do que me lembro, sempre fui elogiada nos trabalhos manuais que fazia. Diziam-me que tinha jeito para fazer coisas à mão, pena ser tão tentada ao perfeccionismo e levar aquilo muito a sério, provocando-me alguns acessos de stress e perda de paciência... 

Uma vez que o tempo não abunda, tenho ido participando em  alguns workshops ao fim de semana, se bem que é complicado, porque o meu filho ainda é muito pequenino para me acompanhar e o pai descansa de dia. Também é complicado deixá-lo com alguém de família, porque os meus familiares mais próximos também têm a vida deles e eu não gosto de abusar dos meus primos... 
Mas tenho ido e tenho aprendido tanta coisa engraçada e interessante.
Além disso, também tenho conhecido pessoas muito queridas e bem dispostas, o que fazem com que aprender seja ainda mais divertido!
Este fim de semana que passou, não foi excepção! Adorei aprender novos truques e técnicas, algumas tão simples, com a Anita Catita, que é uma simpatia! Gosto de pessoas que têm prazer em ensinar e além disso, são "ensinantes" natas!
E o que eu me diverti com a D. Helena, uma senhora já com uma certa idade, mas tão bem disposta e brincalhona! É aquela sr.ª que todos nós gostaríamos de ter como nossa avó... 
Descobri que ela dá aulas de costura há anos. Dá cursos de costura numa associação não muito distante de minha casa, o que me deixou entusiasmada! 
Acho que vou ter que arranjar uma forma de conseguir ir aprender algumas coisinhas com ela!!

14 de julho de 2011

Há festa no coreto!

tirada da net

Desde miúda que sempre adorei coretos! Achava-os um local mágico, talvez por ser mais elevado e por haver sempre música e alegria em torno deste tipo de espaço... Era um espaço de reunião e de encontro para muitas pessoas e dava aquele toque tão especial à praça!
E na minha terra havia um, do qual eu tenho uma ideia vaga, mas muito vaga mesmo!...
E tenho pena que ele tenha desaparecido...
Às vezes, o progresso também apaga coisas boas de outros tempos e não devia ser assim...
E digam lá se não era tão bonito?!

Às vezes sou um bocado inconstante...

Por isso, volta e meia ando a fazer mudanças no look do blog!

É que eu sei que o designer de modelos é livre e igual para todos... mas sinto-me esquisita quando abro um blog novo e vejo que usa o mesmo modelo que eu... eu sei que é uma atitude, assim a tirar para o parva, mas que querem que vos diga...!?

E por isso, vai daí, hoje apeteceu-me mudar o aspecto disto tudo!
Espero que não vos desagrade!

13 de julho de 2011

Gosto!!

De ir à Secção de Finanças e ser bem atendida e com prontidão!!
Em apenas 10 minutos de espera, fui atendida de forma eficiente por dois funcionários diferentes, uma vez que tirei duas senhas diferentes, para resolver duas coisas!
Todos os organismos públicos deviam funcionar assim!!
Também estou certa que em alturas de entrega de IRS e IRC aquilo se torna um caos e um inferno, por muito organizado que esteja, em termos de tipificação por senhas dos assuntos que ali se podem tratar.
Mas soube-me muito bem ir a uma instituição pública e ser bem atendida!

12 de julho de 2011

F., o pequeno aldrabãozinho...

Descobri há coisa de uma semana que o meu pequeno filho tem jeito para inventar coisas e factos...
Eis alguns exemplos:
Numa 6.ª feira, chegamos a casa e dou conta que ele tem uma "tatuagem" nova (dentada) e pergunto-lhe quem foi que fez. E ele responde com firmeza: "foi o Tomáze!" E sempre que era feita a pergunta a resposta era a mesma. Na 2.ª feira seguinte, já na escola informei que ele tinha sido mordido e que ninguém teria dado por isso. Quando a auxiliar lhe pergunta quem foi, esta foi a resposta: "foi o Godigo!"... nessa altura fiquei sem saber...
Na 4.ª feira seguinte, mostra-me em frente à educadora que tinha o joelho esfolado. Quando lhe pergunto como fez o dói-dói, a resposta foi pronta: "foi o Godigo!" ao que a educadora desata a rir e diz: "mas se o Rodrigo nem veio à escola hoje...?!".
Na 6.ª feira seguinte, aparece com um arranhão na cara. Avisam-me que tinha sido uma menina, mas que não sabiam ao certo qual delas (não que isso me importe particularmente...), e ele primeiro disse que tinha sido a Magahida, depois a Raquéle, e depois a Mati'de e no fim, já tinha sido o Godigo, que mais uma vez, continuava sem vir à escola...
No fim-de-semana, ao sair do banho, magoou-se sozinho... e desata a chorar! Eu pergunto: "então filho, como fizeste isso?" e ele aponta prontamente para o lado e diz num choro: "foi o pai..."
Mas esta noite superou tudo... e além de ter desatado a rir à gargalhada, pus-me a imaginar se ele calha a dizer uma coisa destas na presença de terceiros, que não saibam o quão criativo (chamemos-lhe assim...) o meu pequenote consegue ser...
Reparou que eu tinha uma ferida num pé, uma roedura de sapato. Primeira tirada: "foi o Godigo" e eu respondo-lhe que o pobre Rodrigo (que até é o colega com quem ele anda sempre na brincadeira, quase unha e carne... chegam a ser confundidos pelo pessoal, por estarem sempre juntos e terem imensas parecenças físicas) não tem culpa de todos os dói-dóis que aparecem cá em casa e ele renata-me com esta:
- "Foi o pai!"
Gargalhada espontânea!! Se o ouvissem, podiam pensar que o pai anda a fazer dói-dóis na mãe...

Do 80 para o 8

Esta foi e continua a ser a sensação que tenho desde que mudei de emprego.
Tinha um trabalho ultra-absorvente e super stressante, onde todos os dias surgiam tarefas que traziam consigo a urgência e o habitual rótulo do "é para ontem!". Tinha um trabalho onde nem dava pelas horas passarem e cada minuto contava! 
Desfazia-me entre atender telefonemas, responder a e-mails sempre com pedidos urgentes ou cheios de pressa, lidava com pessoas de todas as nacionalidades e com as mais variadas categorias profissionais e habilitações literárias.
Tinha sempre pessoas a entrar e a sair do meu gabinete... havia mesmo dias que era um corropio!
Dava formação, controlava documentos, desenvolvia procedimentos e controlava a produção de resíduos, registos de qualidade e de segurança no trabalho da obra. Havia sempre carradas de papel em cima da minha secretária, para serem despachados... e parecia que se multiplicavam, quantos mais despachava, mais "nasciam" para eu despachar...
Nunca, mas nunca saía a horas! Havia mesmo dias em que saía do trabalho à hora que fechava o infantário do F. e não foram poucas as vezes que ele arrancava porta fora assim que me via chegar, tarde e a más horas... e já aborrecido por ter ficado para último, depois de ter visto os colegas irem todos embora para casa!
Agora tenho um trabalho onde o que faço, faço ao meu ritmo, não tenho ninguém a pressionar-me, a impôr-me prazos reduzidos e inexequíveis. Faço o que é preciso e sou eu que o decido, sou eu que planeio e sou eu que defino os objectivos.
Passo dias inteiros sozinha no meu gabinete e falo com as pessoas com quem necessito falar, para poder desenvolver o meu trabalho.
Já não dou formação, passam-se dias em que atendo apenas um telefonema e raramente recebo e-mails... Mas também sei que daqui por um mês ou dois, isto não será mesmo nada assim! Porque agora até posso ter poucos papéis para despachar, mas daqui por um mês, vão aparecer em catadupa, com toda a certeza!
Passam-se dias que não entra ninguém no meu gabinete... ou então, vêm apenas dizer "bom dia"!
E entro e saio sempre a horas! É quase sagrado!... O meu filho já me espera à porta do parque do infantário porque sabe que vou chegar mais cedo!
Mas em certos dias conto os minutos a passar... 
Eu, quando mudei de emprego, queria ter um trabalho mais pacato, menos cansativo e stressante... mas também não era preciso tanto!
Foi complicado habituar-me, porque quando cheguei aqui andava sempre na bisga, a 1000 km/h, agora posso andar a 100 como a 50 como a 200km/h, conforme eu bem entender...
O curioso é que este cenário é habitual na minha vida, ou passo do 8 para o 80 ou do 80 para o 8, como é o caso agora! Nunca há um meio termo...

Aviso à navegação: atenção que não me estou a queixar! Bem longe disso, porque o que ganhei em paz de espírito é superior às minhas expectativas e a tudo o que podia ter desejado! Só o facto de já não ter uma profissão com responsabilidade civil e criminal, foi um desafogo! Era uma espada a pender sobre a minha cabeça...
Estou onde quero estar! A fazer aquilo que eu quero! Com um vencimento mais elevado (difícil nos dias que correm conseguir fazer um upgrade nesta área...) e com mais regalias! O ambiente de trabalho é igualmente bom e isso é de extrema importância, pelo menos para mim...!
Por isso, posso ter mudado de ritmo radicalmente, mas não quer dizer que não esteja plenamente satisfeita, o que estou!!

11 de julho de 2011

Chupeta "no more"!!!



Já andávamos para tentar tirar a chupeta ao F. há alguns meses... primeiro, porque cada vez se tornava mais difícil substituir uma chupeta (mesmo comprando modelos iguais, ele ao pôr a nova na boca, cuspia-a e dizia: "pucahia"! - porcaria) e segundo, porque devido ao facto de ele não querer chuchas novas, fazia uma alergia manhosa à volta dos lábios...
E sem termos planeado nada, este fim-de-semana aproveitámos a deixa que o F. foi passar o sábado com os meus primos no campo, e numa brincadeira do S. que fingiu aturar a chupeta ao Kinas (um pastor alentejano enorme!) e vai daí eu escondi-a!!
Ele ficou assim um pouco entristecido, mas o facto é que no momento aceitou o argumento...
E eu pensei que talvez fosse boa ideia aproveitar o momento, a ver se conseguia tirar-lhe este hábito.
O F. já ia perdendo o hábito de andar de chupeta na boca, desde aí há uns dois meses atrás, só a pedia quando estava com sono e quando estava stressado com alguma coisa.  Mas com o desfralde, "agarrou-se" mais à chupeta! E até compreendi, porque deixar de usar fraldas foi algo que lhe trouxe stress... a ele, e a nós pais! 
E apesar de saber que é feio enganarmos os nossos filhos (uma enfermeira da maternidade disse-me isso: "não engane o seu filho, nunca! se vai doer, não diga que não vai..."), desta vez terá que ser...!!
Arrisco-me, é claro, a que o F. nunca mais goste do Kinas, é certo... mas é por uma boa causa!
Para já, ele tem ido pedindo a chupeta de vez em quando. Pergunta: "mãe, a 'tupeta?" e eu respondo: "oh filho, o Kinas ficou com ela... ele tinha sono e precisava dela para dormir." e ele fica com um ar sério, mas não pergunta de novo... e não tem feito drama nem birras por falta dela...
Já dormiu duas noites seguidas sem precisar dela, tendo em conta que ele adormecia com ela e acordava com ela na boca!
Por enquanto, ele parece estar a aceitar bem a ausência da chupeta. 
É claro que se me apercebesse que isso lhe estava a provocar stress em demasia, lhe devolveria a chupeta e tentaria noutra altura. Quem sabe, ele até poderia acabar por querer deixá-la por si mesmo, mas como até agora não tem dados sinais de estar muito aborrecido com isso... vou insistir e pode ser que seja desta que ele larga aquela borracha de estimação!!

8 de julho de 2011

Eu adoro as novas tecnologias!

Uma das coisas que mais gosto no facto de viver nos tempos em que vivo, além da possibilidade de ser livre de me expressar e dizer o que bem entendo e ser livre de fazer o que quero, enquanto mulher (se tivesse vivido nos tempos em que o papel da mulher era de submissão em todos os níveis, teria sido com toda a certeza profundamente infeliz!!) é poder usufruir do desenvolvimento tecnológico dos dias que correm!
A internet começou a dar os seus primeiros passos quando fui para a faculdade e ainda me lembro de usar o Navigator, que era lentinho... e de criar a minha primeira conta de e-mail no Hotmail.
Depois passado um ano comprei o meu primeiro telemóvel... um autêntico tijolo, mas que me permitia falar com meu pai.
Passado mais um ano surgiu a primeira forma de conversa on-line, o mIRC, ao qual eu aderi, mas com algum receio e ponta de desconfiança.
Era tudo ainda uma novidade, mas permitia-me fazer coisas à distância que não poderia fazer, se tivesse que me deslocar fisicamente... quer dizer, poderia! Mas seria sem dúvida mais complicado.
Assisti à evolução tecnológica a todos os níveis:
  • internet (e-mail, chat, internet banking, compras on-line de tudo e mais alguma coisa, blogs e redes sociais),
  • telemóveis cada vez mais pequenos e com mais funções (quando comprei o meu primeiro tijolo nunca pensei vir a ter um smartphone, com todas as funcionalidades que lhe estão associadas...);
  • máquinas fotográficas cada vez mais avançadas (que contrastam com a minha velhinha Konica analógica de puxar o rolo à mão! Ai os rolos fotográficos... parecem da idade da pedra agora!) e que ainda conjugam o vídeo e permite que não seja preciso andar com a máquina e a câmara de vídeo às costas;
  • as disquetes foram substituidas por CD, DVD, cartões de memória e pen's USB com cada vez mais e mais capacidade de armazenar informação;
  • deixei de ser obrigada a levantar dinheiro no balcão do banco ou a ir lá para fazer transferências e pagamentos! Agora faço tudo com o "dinheiro de plástico" e pelo internet banking, no conforto do meu sofá;
  • os computadores então foi a loucura... hoje há portáteis, netbooks, ipads e outros que tais, que nos permitem fazer coisas em qualquer lado, sem um trambolho de caixote e de ecrã de visualização e; até há discos externos com terabites de memória de levar num qualquer bolso ou numa pasta pequena;
  • molduras digitais que nos possibilitam ver 250 ou 500 fotos, sem ser preciso estar a escolher aquela foto para pôr na parede... aliás, hoje compram-se molduras para pôr outras coisas que não fotografias...
  • há GPS que nos facilitam a vida, e evitam que nos percamos no caminho e que não tenhamos que nos afundar numa enormidade de mapas de estradas (se bem que eu continuo a gostar dos velhinhos mapas e acho que são mesmo fiáveis!);
  • robot's de cozinha que nos livram de estarmos de roda do fogão, para ver se a comida não se queima...
  • as televisões agora são slim, e LCD e plasma e qualquer dia são da grossura de um dedo...
E podia continuar indefinidamente a enumerar coisas que resultam do avanço da tecnologia e que nos facilitam tremendamente a vida.
No entanto, no meio disto tudo, tenho que ressalvar que aquela que mais me apraz é mesmo a internet com tudo o que tem de bom! O mau também existe, é certo; e eu tenho noção dos perigos... mas ter a facilidade que tenho em comprar tudo e mais alguma na internet e acreditem que já lá comprei de tudo: livros, tecidos, máquina de café, telemóveis, máquinas fotográficas, computadores, roupa, enfim!
Poder pagar as minhas contas sem ser preciso ir a 10 sítios diferentes e sem saír do meu sofá, poder entregar a declaração do IRS sem ter que enfrentar filas descomunais na repartição de finanças; poder consultar a minha carreira contributiva na Segurança Social sem ser preciso tirar a 326ª senha de atendimento; poder jogar no Euromihões, sem ser preciso papéis e talões e papelinhos e não andar sempre a copiar as mesmas cruzes; enfim! Tudo o que a internet nos permite poupar em tempo e deslocações...
Mas a internet trouxe-me isso e muito mais! E aí entram a blogosfera e as redes sociais... "conheci" pessoas através destes dois meios que, de outra forma não se cruzariam na minha vida, para minha grande pena e pesar (porque sou mais rica hoje por tê-las conhecido!).
Reencontrei pessoas a quem pensei ter perdido completamente o rasto e posso "estar" diariamente com amigos que vivem longe!
E por tudo isso, sou uma tremenda fã do Facebook!! Quando criei a conta, no primeiro mês da minha licença de maternidade, fi-lo de forma muito, mas muito reticente... já tinha encerrado a minha conta no Hi5 (que também foi criada sem grande entusiasmo...) porque achava aquilo uma patetice e as mais das vezes, eram só bugs, spam e links manhosos e menos decorosos a embelezar a minha página na dita rede...
Mas depois de ter criado a conta no "Facebocas" como lhe chamo, apercebi-me do contacto em tempo real que podia ter com pessoas com quem não tinha contacto havia anos mesmo...
Também podia contactar com amigas do peito que vivem geograficamente longe de mim! E isso "viciou-me"!!
Por isso sou adepta das redes sociais, mas mantendo sempre algum grau de reserva: tenho alguma renitência em colocar fotos do meu filho, por exemplo... já lá pus algumas, mas faço-o de forma algo controlada e com definições de privacidade que permitem apenas a visualização a pessoas que considero de bem!
Aprendi tanto com os blogs e com o FB ao nível dos meus passatempos – costura e crochet - e os fóruns de casas e de carros ajudaram imenso na tomada de algumas decisões sobre estas duas matérias.
A internet é para mim incontornável e às vezes penso que falo mais com pessoas por estas vias, de frente para um ecrã de visualização, em vez de estar cara a cara com as pessoas. É impessoal... eu sei!
Mas quando não se tem tempo para andar propriamente a sentar na esplanada com os amigos, que continuo a achar indispensável e imprescindível, esta é uma boa forma de dizer olá e saber que aqueles de quem gostamos, estão bem!

Por tudo isto e muito mais, adoro viver no séc. XXI!

7 de julho de 2011

Prioridades - cashcows, stars and dogs

Pegando um pouco no post anterior, esta minha semana tem sido pautada por cansaço mental e muito!...
Impaciente como sou, quero sempre fazer tudo ao mesmo tempo!
Mas como tudo na vida, temos que fazer as coisas por partes e estabelecer prioridades. Depois atacar as que estão no topo da lista e ir seguindo por ordem de importância e grau de urgência...
Ora eu sou péssima nisso de estabelecer prioridades! Além de impaciente (quero sempre tudo na hora, com um estalar de dedos que faça tudo acontecer milagrosamente!), juntem-lhe a minha eterna indecisão (dizem que é das principais características dos Balanças, e eu enfio o carapuço na perfeição) e têm a razão da minha dificuldade em conseguir traçar um plano claro, conciso e exacto do que fazer primeiro, do que resolver em primeiro lugar... (isto aplica-se apenas na vida pessoal, porque na profissional, parece que sou acometida duma lucidez, lógica de raciocínio e praticalidade que me costumam valer alguns bons elogios...)
Há dias, ao comentar a minha indecisão e dúvidas persistentes com um colega de trabalho e grande amigo, sobre que decisão seria a melhor, a mais acertada e principalmente aquela que seria mais rentável em termos económicos... ele salta-se com uma abordagem de análise muito curiosa, através destaa classificação:
Cashcows - aquilo que eu tenho e que posso rentabilizar e muito no imediato;
Stars - aquilo que eu tenho, e que posso transformar numa cashcow se investir;
Dogs - aquilo que eu dificilmente rentabilizo mesmo com investimento... posso ter retorno ou não.
(Isto foi o que ele me explicou em traços gerais, porque acredito que isto não seja assim tão simplista e tenha aspectos muito mais abrangentes... e desculpem-me já os senhores especialistas nestas coisas se porventura proferi alguma heresia, mas estou a vender o peixe como mo venderam a mim)
O dilema com que fiquei depois foi maior ainda... apercebi-me que não tenho nenhuma cashcow, tenho uma star que eu não vislumbrei de imediato, tomando-a por uma dog; e uma dog que achava que era uma star...
Mas o "bottom line" aqui é tão simplesmente este: eu preciso de investir numa ou noutra! Mas eu quero investir nas DUAS, independentemente de ser star ou dog!!
Ai isto cansa-me, fatiga-me e extenua-me...

Tenho cá na ideia que os meus posts ultimamente não fazem muito sentido... tenho a sensação de que a minha linha de raciocínio anda mais torta que uma "cobra assanhada de pedrada"...

6 de julho de 2011

O tempo não estica...

image: http://artactually.wordpress.com/2010/05/

Parece que só encolhe...!

Quando tudo me fazia crer que por ter mudado de emprego, isso me permitiria ter mais tempo para mim, para me dedicar a coisas que até então nem sequer equacionava, porque as punha de parte automaticamente por saber que não dispunha de tempo e energia porque andava sempre cansada e fatigada, eis que continuo no mesmo "drama"...
Por mim, os dias podiam muito bem ter 36 ou 48 horas!
Porque agora tenho mais tempo disponível, pois sim, porque agora saio sempre a horas e não sabe-se lá quando...
Mas por ter mais tempo disponível, também quero fazer muitas mais coisas... e como boa menina impaciente que sou... quero conseguir fazer tudo ao mesmo tempo!
Quero voltar a ter tempo para me dedicar aos livros, a ficar 1h ou 2h a ler um bom livro. Havia 2 anos que não comprava livros novos, porque sabia que depois iam ficar empilhados na mesa de cabeceira a "chamar por mim" e a apelarem a que lhes dedicasse tempo e atenção.
Quero ter tempo para me dedicar aos meus novos passatempos: o croché e a costura... mas isso requer mesmo tempo e obviamente sossego, o que nem sempre se consegue com um filho pequeno em casa... Assim, dou por mim com projectos começados, outros a meio e outros à espera de uma horinha para os finalizar...
Queria poder ter tempo para estar uma tarde na esplanada a rever amigos e sem ter que ir sempre acompanhada do meu filhote, que é um doce, mas que não pára quieto um minuto e assim nem consigo manter uma conversa coerente durante mais de dez minutos... E as saudades que tenho de falar com os meus amigos?! Eu que sempre necessitei da presença física das pessoas... É claro que gosto de falar com os meus amigos por telefone, sms e FB mas estar com a pessoa, falar com ela, interagir, ver a sua expressão facial perante o que digo... isso é para mim essencial!
Preciso de tempo para me dedicar às reparações em ambas as casas que recebi de herança, a fim de as manter longe da degradação... 
Quero poder ir ver uma sessão de cinema, coisa que não faço vai para cima de dois anos...
Quero tempo para poder ir a formações e workshops interessantes... tanto para alargar conhecimentos profissionais, como adquirir técnicas para dar largas aos meus passatempos!

Por isso, por mim os dias podiam ter o dobro do tempo que acho que mesmo assim não chegava...

Desculpem os leitores, mas a neura abunda por aqui... e quando começo a pensar em tudo o que quero fazer, no tempo que me é dado... sinto-me numa "urgência" de querer mais e mais...! E entro num loop de pensamentos e ideias que me toldam o raciocínio lógico...

4 de julho de 2011

Arrrrghhhhhhhhhhhhhhh....

Mas porque raio não ganho umas milenas no euromilhões???!!!
Eu nem peço os milhões estúpidos de euros do Jackpot...
Para mim bastavam apenas 100 mil euros, vá 75 mil...
Eu ia saber empregá-los tão bem!...
A sério!!!

Perfeição

F. by Naná

Filha da terra

Ontem andei por terras dos meus pais, e claro, fui dizer olá à minha Arrifana, essa linda praia que dá nome a este blog.
Mas antes passei por uma outra praia, a da Amoreira, que me traz também boas recordações, das vezes que o meu pai ia pescar salema à linha, no cimo das falésias e a minha mãe dava largas ao seu gosto por mariscar, razão pela qual sempre que íamos à praia, no saco levava sempre um saco de plástico e uma faquinha, não fosse haver lapas, mexilhões ou burgaus para apanhar...
E como habitualmente, se calho a entrar nos cafés ou restaurantes, para beber um refresco ou um café, tal como aconteceu ontem, os donos tratam-me como se eu fosse uma turista, apesar de olharem para mim com aquele ar de: "humm, eu acho que já te vi em qualquer lado"...
Nem sempre o faço, mas ontem acabei por dizer ao sr. Gabriel (a quem sempre conheci como proprietário de cafés e restaurantes que tinham invariavelmente o nome de "Taberna") que ele decerto conheceu o meu avô e os meus pais... e assim que os identifiquei, fez-se luz naquela mente e passei de ser tratada como turista para ser tratada como aquilo que sinto que sou, sempre que ando por aquelas paragens: uma filha da terra!
E gosto tanto de lá ir! Além das boas recordações que guardo daquela vila pequena e pitoresca, pela qual os anos parecem não passar assim tanto, de alguma forma sinto-me mais próxima da "herança dos meus antepassados"! Sinto-me mais próxima dos meus pais, que ali cresceram e viveram mais de metade das suas vidas até virem para a terra que viu nascer e crescer! É como se ao andar por lá, pelas ruas da vila e pelos campos, conseguisse tocar as vidas dos meus avós e pais, na sua calma quotidiana, marcada pelo trabalho na lavoura e pelo apascentar de vacas e ovelhas. 
Depois entro na casa que o meu avô construiu em 1954, em blocos de taipa (hoje é "fashion" chamar-lhe adobe e está na berra!) e que os meus pais recuperaram em 1991 e desejo um bocadinho que o tempo volte para trás, para eu sentir o gosto da água ferrosa tirada da fonte mesmo ao lado da casa, e sentir o cheiro da terra lavrada e semeada com pepinos, pimentos, melancias e melões (nesta altura do ano), saborear o gosto das ameixas e das pêras que jazem nos cestos de vime, recordar os cheiro intenso do petróleo usado para acender os candeeiros (porque até aos meus 6 anos, não havia electricidade em casa) e voltar a degustar uma boa feijoada no fogo de lenha!
Olho para a aquela casa térrea de taipa, telha portuguesa e janelas de madeira com postigos e quero reabilitá-la à minha maneira! Quero arranjar-lhe o telhado e a telha que já começam a acusar o desgaste dos anos e das intempéries... Quero refazer o reboco em cal, para que as paredes possam respirar, o que não conseguem fazer com o reboco de cimento... Quero torná-la aconchegante e decorá-la com camas de ferro, mobílias rústicas e tapetes feitos de mantas de retalhos (estas feitas pela minha avó e que ainda guardo numa mala, religiosamente)!
Vou depois visitar a família e relembro aquela relação de proximidade, em que os tios e primas viviam todos num aglomerado de casas, distantes 20m entre si... hoje designado por "casario disperso" pelos senhores que gerem o Parque Natural, mas que nunca souberam como nos tempos de outrora, as pessoas preservavam a natureza, a respeitavam e a cuidavam e recebiam em troca o seu sustento!
E para coroar uma tarde de "viagem aos tempos de outrora", apanhei um guia de visitante na Taberna do Gabriel, e no meio de páginas carregadas de publicidade aos negócios da região, encontro uma página carregada de pérolas linguísticas! Uma pequena lista de termos usados na zona, retirados do "Dicionário do Falar Algarvio" e que me causaram arrepio na espinha, porque ao ler cada um deles, parecia que estava a ouvir o meu pai, o meu avô ou a minha mãe a usá-los. Só para terem uma ideia, reproduzo aqui alguns e dou exemplos:
- adrego - "há-de ser adrego não vir aí chuva" (acaso)
- cafelo - "tenho que caiar a casa, antes que caia o cafelo" (reboco de cal)
- frigineco - "hoje há frigineco para o jantar" (petisco frito)
- gafurina - "não vás cortar essa gafurina, não!" (cabelo desgrenhado)
- tarouco - "tenho que ir buscar um tarouco para a lareira" (pau grosso)
- gangão - "estás com uma bebedeira que até vais de gangão" (cambalear)
- petranca - "esta casa está cheia de petrancas" (coisas velhas e sem valor)
- verdugo - "daqui a nada levas com o verdugo" (apesar de no dicionário dizer que é uma foice, o meu pai usava este termo para se referir a uma vara pequena, tipo chicote)
E há tantas que ainda hoje uso e que não vinham nesta lista!...

É bom voltar à terra da qual sou filha "por afinidade"!

3 de julho de 2011

Aprender a comunicar

É tão giro ir descobrindo dia-a-dia, as capacidades que o meu pequeno filho desenvolve para comunicar!
Ele sempre foi muito tagarela, desde bebé, mas sem nunca se conseguir fazer entender muito bem porque é muito trapalhão... e há crianças com muito menos meses que ele e que falam um português limpido e claro, o meu filhote é aldrabãozinho a falar... mas vê-se que não é por não ser inteligente! Porque ele capta coisas que ficamos boquiabertos como ele entende e reproduz depois... ou como faz coisas que nunca lhe explicámos como se fazia, mas ele basta ver-nos fazer uma ou duas vezes e quer fazer do mesmo modo.
Exemplo disso, foi ele na passada semana dirigir-se ao armário onde está guardada a comida da Joy e querer despejar o saco na malga dela. E nós, obviamente deixámos ele dar largas à sua vontade de alimentar a nossa gata!
Mas isto tudo para dizer que o F. tem evoluído imenso nestes últimos dias, em termos de "conversa"... além de repetir, tipo macaquinho de imitação, agora usa expressões e exclamações no meio das frases que nos fazem sorrir! Apesar de ser muito "espanholito" já conseguimos captar tudo o que ele quer dizer!
- "o sol tá a dumire!" (ao final do dia, diz que o sol está a dormir)
Hoje, eu explicava-lhe que a iluminação das ruas estava desligada porque ainda era de dia e quando eu acabo de dizer: "não precisa..." ele remata-me com um "pois não!" que me desarmou!
Eu pergunto-lhe se quer ir à casa de banho e ele responde-me "não precisa!"
E ontem, ao ver-me na cozinha, aproxima-se de mim e pergunta: "o que tás a facer??" (ele não diz os zz's, parece que fala transformando-os em s's...)
Quando vamos ao quintal, estender roupa aponta para as molas penduradas na corda e diz: "não chega"...
São sinais da evolução normal de uma criança, mas que para nós, pais babados que somos, é um mundo de descoberta a ser revelado diante dos nossos olhos!

2 de julho de 2011

Terapia do riso

image:  istockphoto
Rir faz bem!
Rir faz mesmo muito bem!
Ao corpo, mas principalmente à alma!
E é tão bom conhecer pessoas com quem podemos rir, que nos fazem rir e que se riem do que fazemos e dizemos!
Recentemente conheci algumas dessas pessoas!
Podia dizer que são malucas, loucas, doidas varridas!...
Mas são pessoas lindas, bem dispostas, e que me fazem rir! Rir muito!!!
Rir até chorar e me agarrar à barriga, porque os meus músculos estão doridos de tanto se contraírem com cada gargalhada...
Rir até ficar com os maxilares quase presos nas orelhas e arriscando-me a ficar com rugas de expressão!... (com estas não me importo! muito...)
Mas o que tenho ganho com tanto riso é melhor do que qualquer terapia! (ok... se não incluirmos em "terapia" as massagens relaxantes...)
Por isso, meninas bem hajam!

1 de julho de 2011

A procissão ainda só vai no adro...

O novo executivo começou ontem a discutir o programa do governo que irá vigorar nos próximos tempos e já não sei quantas vozes se levantaram em desagrado perante o anúncio de um imposto que recai sobre o subsídio de Natal.
Posso afirmar com todo a certeza que não fiquei surpreendida, muito pelo contrário... já o esperava! E até certo ponto, estava um pouco a calcular que nos fossem "limpar" o subsídio de Natal no seu todo... 
E na mesma medida estou absolutamente convicta de que isto ainda não é nada... por mais que achasse que este país necessitava de mudar de "cor" a nível político, também nunca tive em boa conta a direita, a julgar pelas suas várias prestações em diversos governos...
No entanto, decidi dar o benefício da dúvida... e estou à espera para ver... 
Não fiquei propriamente irritada ou preocupada com esta história do imposto extraordinário, não recebo tanto de 13.º mês, compro menos prendas... 
Mas estou preocupada sim e seriamente (e eu detesto preocupar-me e sofrer por antecipação, prefiro gerir a coisa no momento!) com o aumento do IMI e com o levantamento das isenções a este nível, e principalmente com as subidas das taxas de juro...
É que a prestação mensal da casa tem que ser cumprida todos os meses e não é do subsídio de Natal que vou retirar o dinheiro para a pagar, é do meu ordenado mensal, que foi reduzido em 3% antes mesmo de ter assinado contrato... ou melhor, sofri um agravamento de 3% na taxa de retenção na fonte. O que me deixa algo perplexa, porque quando eu retinha 11% recebi sempre uma bela maquia de reembolso de IRS, o que será dizer agora que retenho 14%...
O que me aborreceu principalmente no anúncio desta medida de austeridade, supostamente a título extraordinário, foi o alvo a quem se dirige. Não sou economista nem percebo grande coisa de finanças públicas, mas uma coisa consigo perceber: quem paga a factura são sempre os mesmos, os que trabalham e fazem descontos (e que não conseguem fugir ao fisco). Enquanto isso, a banca nacional é injectada com milhões de euros, mesmo tendo registados outros tantos milhões de lucro e de dividendos... e ao que me parece, beneficiam regularmente de benesses a nível fiscal. Eles cobram juros elevadíssimos a quem lhes pede empréstimo, o que fazem à custa do dinheiro de quem tem algum investido, e a quem pagam juros magros para não dizer irrisórios...
Vão fazer mexidas nas leis laborais, de forma a facilitar despedimentos, com o intuito de promover a produtividade... o que para mim é uma anedota pegada! Um funcionário que se sinta na corda bamba, sempre à espera que lhe digam "porta da rua serventia da casa" não vai ser nunca mais produtivo... pode produzir mais, mas nunca melhor!
Mas esta é só a minha opinião e nisto da gestão e da economia não sou grande perita!...