30 de maio de 2011

Família é...

Quando o F. nos pede para o levarmos pela mão a subir as escadas até ao piso de cima, e na primeira escada do segundo lanço, se senta e diz:
- Senta, mamã!
- Senta, papá!
Enquanto aponta a cada um o espaço, de cada um dos seus lados.
E sorri com o rosto mais bonito do mundo, quando nos sentados junto a ele, um de cada lado. E ele encolhe-se no meio de nós os dois, porque estamos assim juntinhos!
E aquele sorriso simples, sereno e carregado de simbolismo, diz-me que ele já sabe o significado exacto de "família"!!!
E nesse momento eu sei, sinto o quão feliz e sortuda sou, por ter uma família assim... bonita e unida!

Dormir cansa...

Hoje acordei assim! Mais cansada do que antes de ter ido dormir... Fartei-me de dormir, mas não acordei restabelecida, pelo contrário! Muito pelo contrário...
E depois para juntar à neura, chovia a cântaros! Estou farta e cansada e irritada desta maldita chuva de final de Maio... isto não é normal, faz-me espécie até à raiz dos meus neurónios!
Depois tudo parece correr mal...
Além disso, o Blogger anda com um fanico tremendo e isso sinceramente já me cansa de forma extremamente cansativa e irritativa...
Quero comunicar, para ver se extravaso a minha neura... mas nada!
Bem, acho que vou fechar para balanço a ver se isto tudo passa... inspira, expira. inspira, expira! (pode ser que assim resulte...)

27 de maio de 2011

Três desejos

Durante a minha gravidez só tive três desejos em relação ao F.:
1. que ele fosse um menino saudável
2. que ele fosse um menino bonito (de preferência com o sorriso lindo do pai)
3. que ele fosse um menino muito feliz.

O primeiro e o segundo concretizaram-se e concretizam-se diariamente. Ele nunca teve maleitas nenhumas e está cada dia mais bonito. Ah, e nasceu mesmo com o sorriso lindo pai, parece quase copiado a papel químico.
O terceiro, gosto de acreditar que todo o amor que eu e o pai lhe damos contribui para isso!
E continuo a desejar que ele seja feliz toda a vida dele, mesmo quando só o nosso amor de pais não bastar...

Casa de Gelados n.º 1

tirada da net


Ontem, depois de sair do trabalho, vinha a passar na zona ribeirinha da cidade que me viu nascer e crescer, quando decido parar o carro e ir comer um sorvete à Casa de Gelados n.º 1. 
Sentei-me num banco de jardim e enquanto me deliciava com aqueles sabores (pistachio e iogurte e chocolate e baunilha) contemplei o lago em frente, com o seu repuxo e o rio que borbulhava lentamente ao meu lado esquerdo, com os barquinhos a ondular...
E relembrei tanto de há tantos anos atrás...
Quando era uma menina de apenas 5 ou 6 anos, de vez em quando a minha mãe ia-me buscar à ama e levava-me aos "Baloiços", o parque infantil da minha eleição, bem no centro da cidade, que já não existe e do qual apenas me restam as memórias de momentos muito bem passados e um quadro pintado a guache que encontrei numa loja de souvenirs em Faro há uns 8 anos atrás (quando o vi, reconheci logo o parque dos baloiços e do escorrega grande). Quando lá íamos, eu fazia sempre o pedido do costume: "mãe, vamos comer um gelado ao Largo da Casa Inglesa!" e a minha mãe quase sempre acedia ao meu pedido!
Na altura, comíamos sempre um sorvete da Casa de Gelados n.º 1, que era praticamente a única que lá havia, só tendo tido concorrência de uma gelataria, teria eu uns 8 anos... Eu sabia que íamos lá comer o sorvete porque era onde ficava mais barato. Mal sabia eu que era também onde eram melhores, mais deliciosos!
A dúvida quando lá chegava era sempre a mesma: escolher entre os dois/quatro sabores disponíveis! Chocolate e baunilha ou Morango e Chantilly...
Já adolescente, passei lá com amigos, para ficar a saber com toda a satisfação que já podíamos combinar os dois sabores (ou quatro...) num só gelado. E há poucos anos atrás descubro, ainda com mais satisfação, que eles tinham "criado" mais um sabor: pistachio e iogurte! O meu sabor preferido de todos...
Por isso, ontem resolvi parar um pouco e pôr a azáfama diária da rotina quotidiana, e durante 10 minutos saborear um sorvete! Tirei aqueles 10 minutos só para mim, sem correrias, sem relógios a fazerem tique-taque!
E sem dúvida, a Casa de Gelados n.º 1 mantém-se a minha casa de sorvetes de eleição, porque os sabores continuam os mesmos desde que me conheço por gente!!

26 de maio de 2011

Será já o Alzheimer????

Fui almoçar com colegas/amigos que já não via há alguns meses e com a pressa de não chegar atrasada ao trabalho esqueci-me do telemóvel no restaurante...
E nem me apercebi que me tinha esquecido quando cheguei ao trabalho!
Só quando eles me ligaram para o telefone do trabalho é que percebi...
Isto não é normal... eu que sempre tive memória de elefante!

25 de maio de 2011

Há pessoas que ganham a minha admiração em 5 segundos!

E a Sandra foi uma delas!
É impossível ficar indiferente a este tema e não admirar a capacidade de superar algo de tão terrível!
Sempre tive que lidar com a morte, desde muito cedo... demasiado cedo soube o que era perder definitivamente alguém que amamos com todas as nossas entranhas, ser, cérebro e coração e cada centímetro da nossa alma e do nosso corpo!
Por isso sei o que é uma dor que não existe mas quase nos mata!
Mas por mais que saiba e vá saber e sentir até ao fim dos meus dias, seria incapaz de lidar com o que a Sandra tão bem testemunha aqui...
Sandra, como já disse, tens toda a minha admiração! Fiquei profundamente tocada!! E mais não sou capaz de dizer agora...

24 de maio de 2011

Outra vez os instintos...

Eu sempre me orientei por instintos, pela minha intuição. E nunca me deixaram ficar mal... aliás, nas vezes que optei por ignorá-los acabei por ser ou enganada, ou insultada ou magoada!
Eu sou daquelas pessoas para quem as primeiras impressões contam, e muito mesmo!!
Se numa primeira abordagem ou contacto, há algo que não faz clique com uma pessoa, isso dispara os meus instintos, que automaticamente me ligam o alarme de:
- "não dês confiança"; 
- "esta pessoa não é flor que se cheire"; 
- "acautela-te que esta pessoa não parece ser quem na realidade é"
E mais tarde ou mais cedo, os meus instintos demonstram-me que há razões para aquela desconfiança inicial ou para aquele "não ir com a cara da pessoa"...
Nas vezes que achei que estava a ser preconceituosa ou mázinha e optei por ignorar o sinal de alarme dos meus instintos, apanhei tremendas desilusões ou belas lições de vida e de "como-para-a-próxima-aprende-a-não-ser-parva-nem-boazinha-e-dar-o-benefício-da-dúvida-para-não-seres-iludida/traída/enganada/insultada/trapaceada".
Como os meus instintos já me deram provas mais que muitas que aquela sensação no primeiro contacto costuma ser certeira, já nem os ignoro! Isso já nem é uma hipótese...
E invariavelmente, costumo sempre descobrir que se não gostei da pessoa no primeiro "encontro", é porque há razões válidas para isso!
Por isso, nestes casos, sou fã do ditado que diz que:
Mais vale cair em graça que ser engraçado!

Ultimamente, tenho conhecido muitas pessoas novas, ao vivo e online, e tem havido muitos alarmes disparados, sinceramente...

23 de maio de 2011

Filha de Abel, Abela é...

Há uns anos atrás, tinha eu cerca de 16 anos, estava eu atrás do balcão do restaurante da minha prima R., na minha Arrifana, quando ao atender um sr. de meia idade, este faz o seguinte comentário:
- Menina, eu conheço-a!
Eu - Se me conhece, desculpe, mas eu não o conheço a si...
Sr. - mas a sério, não me leve a mal, eu tenho a certeza que a conheço!
Eu - não estará a confundir-me com alguém? É que eu estou certa que não o conheço. Nem mesmo de vista.
O sr. continuou a insistir comigo e a fazer-me perguntas, na tentativa de situar locais ou acontecimentos de onde me pudesse conhecer.
Eu, "Naná na idade da impetuosidade e imapciência", comecei a sentir-me altamente incomodada e a achar que o homem devia estar a tentar alguma manobra de engate disfarçado ou; possivelmente precisaria de apoio psicológico ou psiquiátrico e tinha tirado a manhã para me azucrinar!...
Eu tentava desenvencilhar-me dele, já tinha abandonado o meu habitual estado de simpatia e boa disposição que me caracterizava quando estava a trabalhar no restaurante, quando a minha prima R. "topando a cena" chega ao balcão, para pôr cobro à coisa e atalhar a "sarrazinação" do homem, que insistia que me conhecia.

Quando a minha prima R. chega ao balcão, reconhece o sr. como rapaz dos tempos de juventude dela. E ele começa o processo de inquirição com ela:
Sr. - onde arranjaste esta empregada? tenho a certeza que a conheço!!
Eu (já a revirar os olhos) - pois, mas eu nunca o vi mais gordo na vida... (logo eu, que tenho memória fotográfica dos rostos, e que me valeu bastante na identificação de caloteiros enquanto lá trabalhei)
Prima R. - é minha prima!
Sr. - prima? por parte de quem?
Prima R. - é filha da minha prima Vera!
Sr. - Vera? Não conheço... Mas essa tua prima era de onde?
Prima R. - era daqui. Casou com o Abel.
Sr. - Qual Abel?
Prima R. - tu deves conhecer, morava na Alfambras, lá próximo de ti, no Selanito!
Sr. (com ar de quem foi atingido por um pedregulho) - não acredito!!! é isso!!!! (com aquele ar de Eureka, I saw the light)
Eu continuava sem perceber nada, porque eu NÃO conhecia o bendito homem...
Sr. - Tu és "cuspida e escarrada" o teu pai, quando era da tua idade! Pois realmente tu nunca me viste e eu nunca te vi, porque não vejo o teu pai vai para 20 anos... mas tu és a cópia exacta do teu pai, só que versão rapariga!
O Sr. não era mais do que um dos grandes amigos de infância e juventude do meu pai e tinha ido viver para Lisboa, tendo perdido por completo o contacto com o meu pai.

Conclusão: eu sempre soube que era filha do meu pai, se dúvidas tinha, desvaneceram-se neste preciso momento!
É claro que o Abel quando soube, ficou todo babado por alguém dizer que eu era assim tão parecida com ele...

21 de maio de 2011

Fraldas para que vos quero!...

Chegou a hora do desfralde do F.
Mais um passo a caminho da sua independência, do crescimento enquanto ser!

Acho que a esfregona e o balde, e a máquina de lavar roupa vão ser minhas compinchas e companheiras nos próximos tempos...

As fraldas são realmente um grande descansozinho (diz a Naná mais preguiçosa...), mas o que tem que ser tem que ser!

O meu Caluxinho está mesmo a crescer!!

Se não me agradece, ao menos não me insulte!

Naná encaminha-se para a fila do hipermercado do Tio Belmiro e casualmente fica na que é prioritária a grávidas, deficientes e mães com crianças de colo.
Nisto surge uma avó com o carrinho de bebé, onde dormia que nem um anjo a sua neta.
Naná, cívica como é nestas coisas, dá-lhe a prioridade. A sr.ª diz que ainda aguarda pela filha, mas começa a chegar-se à frente.
Nisto, pergunta-me: então mas a sr.ª não está grávida?!
E Naná responde calmamente: não, não estou grávida! Por isso, lhe dei a prioridade...
A sr.ª assim que percebeu que a "bóia de salvação" que tenho à volta da cintura não era nenhuma gravidez, avança sem mais nem quê e nem ao menos teve a dignidade de agradecer, nem que fosse com um leve aceno de cabeça...
Já vale a pena, não só não reconhece a minha atitude de boa cidadã, como ainda fica com aquele ar de "esta-gaja-está-mesmo-gorda-até-parece-que-está-grávida"...
Ela havia era de se ter cruzado com certos srs. com que eu me cruzei quando estive grávida e que me davam a vez na dita caixa prioritária, só porque os obrigavam e ainda o faziam com uma má vontade e olharem-me de lado, como se eu fosse uma oportunista barriguda!...

20 de maio de 2011

Feitios

Como dizem por aí: se eu podia ter melhor feitio?!

Poder, até podia...

Mas não seria a mesma pessoa!

Não seria a Naná!!

Indicadores

Indicadores e mais indicadores!...
Já deito indicadores pelos olhinhos!...
E eu que gosto tanto de Estatística, que até tive que ir a oral quando andava na faculdade...

19 de maio de 2011

Porque gosto tanto da minha terra!

Porque me posso dar ao luxo de decidir em cima do joelho ir almoçar a um restaurante típico, que existe numa ruela há mais de 30 anos, por sugestão e com a companhia de um colega de trabalho.
Quando lá chego, descubro que fica na mesma exacta ruela da padaria de bolos onde desde miúda a minha mãe me levava, fosse para comer um pastelinho de nata ou para encomendar o meu bolo de aniversário (escusado será dizer que regressei no tempo mais de 20 anos e aquele cheiro característico dos bolos voltou a povoar-me o espírito, abrindo-me o apetite! - como é que eu hei-de emagrecer assim?!)
Quando saio do restaurante, onde me regalei com umas pataniscas de bacalhau (mais uma vez: como é que eu hei-de emagrecer??!!), cai uma bela chuvada e enquanto nos abrigávamos numa rua do centro, comento com o meu colega: ouvi dizer que ali a Casa da Isabel é muito gira e tem muitas iguarias docinhas e boas!
E ele ao perceber que eu nunca tinha entrada numa das mais míticas casa e salões de chá da cidade que me viu nascer, diz-me: "vamos lá entrar!"
E pronto, foi assim que conheci um salão de chá pequenino, acolhedor, típico e cheiiiiiiioooooooooooo de bolos e bolinhos e doces regionais, daqueles que me fazem ficar derretida a olhar para a montra a tentar decidir qual irei escolher!
tirada daqui

E não podia deixar de escolher o docinho que acho que melhor caracteriza a minha região, e que estava de comer e chorar por mais: D. Rodrigo!!

Mas fiquei logo de olho num bolo de alfarroba, negro luzidio, como se quer!

Tragabolas

Era um jogo dos meus tempos de infância, ao qual eu achava imensa piada! 
Achava o princípio do jogo extremamente simples, e ver as bocarras dos hipopótamos a levantar e a abrir-se freneticamente era super divertido! E a barulheira que aquilo que fazia??!!
By Naná
Há tempos, num supermercado encontro um remake do bendito jogo para miúdos e eu que não tenho mesmo nada este hábito, eis-me agachada junto a uma prateleira a tentar tirar uma fotografia com o telemóvel (enquanto imaginava ser abordada por um qualquer segurança do dito estabelecimento comercial, que me iria fulminar com o seu julgamento instantâneo de que eu estaria a "endrominar" um esquema para surripiar qualquer coisa da prateleira, sem passar na "casa de partida" para pagar!).
Mas o facto é que o que mais recordo é o jingle da publicidade que dava nos meus tempos de miúda!
E mais curioso ainda é que cada vez que me lembro do jingle, associo logo os nossos políticos aos hipopótamos tragantes de bolas!
Senão vejamos:
"Traga-tragabolas, Traga-tragabolas, hipopótamos comilões!"

Nestes bolsos não há crise!

Foi o que me ocorreu, relativamente à notícia de que houve gente que gastou cerca de 500€ para ir a Dublin ver duas equipas portuguesas jogar!...
Por muito que aprecie o futebol, se eu pudesse ir a Dublin (o que adoraria), não seria certamente para ir ver a bola... ou como diz alguém que eu conheço, ir ver 23 gajos a correr atrás de uma bola!

18 de maio de 2011

Decididamente!

Eu detesto as quartas-feiras!
É aquele dia ali no meio da semana, quase "empertigaitado"...
E que me faz perceber que já trabalhei dois dias, mas ainda me faltam mais dois para trabalhar antes de ir de fim-de-semana!...
Estou farta de propor que se faça um descansozinho neste dia, mas ninguém me ouve!

É claro que se seguissem o meu conselho, eu provavelmente iria arranjar outro odiozinho por outro qualquer dia da semana...

Não me apetece mesmo nada...

Levar a vacina do tétano!!!

17 de maio de 2011

Alzira

Era a senhora minha avó (materna)!
Hoje completaria 99 anos.
Quem a conheceu e me conhece, afirma que sou praticamente a sua reencarnação, pelo menos no que toca a personalidade e (mau) feitio!
Não sei se corresponde à verdade, porque ela faleceu exactamente 8 meses e 2 dias antes de eu ter nascido, e segundo a minha mãe contava, morreu na madrugada do dia em que iria saber que ia ser avó da minha pessoa... o que foi um grande desgosto para a minha mãe, porque o maior sonho da D. Alzira era ser avó!
Costumo dizer na brincadeira (mas a falar a sério) que a D. Alzira deu o golpe do baú e que se hoje sou "herdeira" devo-a a ela, por ter casado aos 21 anos com um sr. rico solteirão de 78 anos, um pouco empurrada pela família e pela necessidade, já que eram pessoas de parcas posses.
No entanto, enviuvou e casou com o meu avô, homem paciente mas igualmente trabalhador!
Sempre ouvi falar dela, e principalmente, porque se acaso ela não tivesse falecido uns meses antes, teria herdado, além dos bens imóveis, o seu nome próprio!
Quem a conheceu e se relacionou com ela, conta que ela era uma mulher de fibra, muito determinada e trabalhadora.
O meu pai, seu genro, dizia que a D. Alzira era pessoa de um "mau génio", e que a mostarda lhe chegava fácil e rapidamente ao nariz (confere comigo...), e que dizia o que pensava doesse a quem doesse (bate certo!), não descansava enquanto não atingia os seus objectivos (check), não baixava os braços perante as dificuldades (mais um check... se bem que nos dias de hoje já começo a querer contorná-las) e era uma força de trabalho (já fui mais... confesso). Mas o tal "mau génio" que o meu pai relatava, dizia ele ser compensado em igual medida por uma generosidade profunda, perante os necessitados (também me dói saber que há pessoas a passarem necessidades).
A coisa que mais recordo ouvir dizer dela era que era incapaz de ver alguém com fome ou maltrapilho. E que recolhia as pessoas que lhe batessem à porta para lhes dar um prato de comida quente e encontrava sempre roupa para oferecer, por vezes, chegava a vesti-los da cabeça aos pés, contava o meu pai.
Não a conheci, e tenho pena por ter sido assim... mas às vezes penso nisso e acredito que das duas uma: ou nos íamos dar muito bem ou muito mal, por sermos assim tão parecidas!

16 de maio de 2011

Isto é que seria serviço público!...

Antes das conferências de imprensa dos vários partidos políticos, dar-lhes disfarçadamente uma boa dose de pentotal de sódio (conhecido como soro da verdade) a ver o que eles diziam!
Eu sei que não está provada a eficácia do dito soro, mas se desse resultado... isso é que era serviço público!
Podia ser que ficássemos a saber as verdadeiras intenções de cada um dos senhores que ou nos (des)governam ou nos querem (des)governar!...

Vontades alheias

Em certos dias, sinto-me acorrentada, manietada, estrangulada e sufocada pelas vontades, desejos e necessidades dos outros...
E por norma, são sempre contrárias às minhas!
Sinto-me como os burros, quando fazem finca pé para não atravessarem um riacho...
E é nesses dias, em particular, que só me apetece que alguém pare, escute e olhe, para que a seja a minha vontade, a minha necessidade e os meus desejos a prevalecerem sobre tudo o resto!...

14 de maio de 2011

foto by Naná

Este é um dos meus locais preferidos, logo a seguir à "minha" Arrifana!
Gosto de me sentar na esplanada, beber um café, enquanto escrevo no meu moleskine ou leio um livro e de vez em quando, elevo os olhos para apreciar a beleza deste local!
E por uns minutos, abandono-me e deixo-me embalar pelo ondular dos barquinhos de pesca que repousam na ria...

13 de maio de 2011

Sexta-feira Treze

Não sou muito supersticiosa...
Mas nunca receei as sextas-feiras 13!
Pelo contrário, sempre achei que eram dias de sorte!
Até à data, nada me fez pensar o contrário!

12 de maio de 2011

Ser pai é...

Pôr o despertador para acordar após 2 ou 3h de se ter ido deitar, só para ajudar a despachar o "caluxinho" para a escola e poder estar mais um bocadinho com ele!
É chegar cansado do trabalho, às 6h da manhã e esperar acordado até que sejam 7h para ir acordar o filhote e dar-lhe bons dias, mesmo com as pestanas a insistirem em cerrar-se!

E ser maridão e companheiro, é fazer estas mesmas coisas, não só para ver o filho, mas para a mamã não ter que se levantar tão cedo e poder dormir mais 15 minutos!

11 de maio de 2011

Gosto de ti com todos os teus defeitos!

Era uma frase que estava escrita em francês numa caneca de leite duma colega minha de faculdade, com quem partilhei casa durante 2 dos anos que estive em Coimbra. A caneca era giríssima, porque tinha sido feita propositadamente com imensos defeitos. Não era cilindrica, nem para lá perto! E eu achava que aquela frase encerrava uma tremenda verdade!
Quem gosta de nós, a sério, mas mesmo a sério, a valer, gosta de nós como somos, com as nossas imensas qualidades, mas também tolera e aceita que não somos perfeitos, e por isso, gosta de nós com os defeitos que temos.
E como gosto de pensar que sou realista (para uns uma qualidade, para outros um defeito...) decidi que vou listar alguns dos meus:
- teimosa - mesmo mesmo, a minha dizia que eu até para nascer tinha sido teimosa! - mas como alguém que eu conheço, costuma dizer: para teimar são precisos dois!
- preguiçosa - há dias em que não me apetece fazer mais nada do que estar a "pastar a vaca", se bem que este defeito é ocasional e temporário...;
- impulsiva - já me custou alguns dissabores!
- frontal - outra que me custou alguns dissabores - isto de se dizer o que se pensa, no exacto momento em que se pensou, sem querer saber quais as consequências ou a quem dói, nem sempre é bem aceite;
- "procrastinadora" - quando algo não me agrada prefiro adiar indefinidamente, a ver se a coisa se resolve por si só, e de preferência sem que eu tenha que me envolver muito;
- reajo mal a criticas - sejam elas boas ou más! fico logo na defensiva... isso, em parte devo-o um pouco ao meu pai, que era uma pessoa sempre pronta para apontar os defeitos aos demais, e a mim então... (sei que ele não fazia por mal, mas estar sempre a ser apontados os meus defeitos, reais ou imaginados por ele, custa!)
- fala-barato ou matraca como me auto-apelido! estou sempre "blá-blá-blá" - às vezes têm mesmo que me mandar calar...
-tenho o mau hábito de interromper as pessoas quando estão a falar, porque me surgiu uma ideia ou porque tenho uma história que vem mesmo a propósito - já fui inclusivamente chamada à atenção no local de trabalho... e tenho vindo a fazer progressos nesse sentido!
Ingénua - acredito demasiado nas pessoas, acho sempre que elas são boas e têm princípios e valores morais, o que já me granjeou algumas desilusões bem grandes, porque nem todos são pessoas com carácter...

Bem, devo ter outros, mas agora estes são os que me saltam mais à vista!

Mas por outro lado, gosto de pensar que tenho qualidades: gosto de ser justa, e se achar que me enganei, dou a mão à palmatória, e peço desculpa!

10 de maio de 2011

Tão educadinho que ele é!

O meu filho já diz:

"obigada" (mesmo quando é ele que me ajuda)

"xulpa, mamã" (e às vezes acrescenta com uma festinha na cara ou no cabelo)

Agora só falta ele saber as duas palavrinhas mágicas "por favor"!!

Para mim, estas palavras são essenciais no vocabulário de qualquer pessoa!!



Pena é que o meu pequeno filhote, com pouco mais de 2 anos, é capaz de dizer coisas que muitos adultos ainda não se capacitaram para dizer...

Mas a vida também é colorida!

By Naná

Assim como este alfinete de peito de eu me lembrei de fazer no fim-de-semana!

Detesto, detesto, detesto!... Irra!!

Gente hipócrita! Que se esconde através dum alter-ego no FB e apregoa aos quatro ventos ser uma pessoa que não é... quem não a conhece julga que é uma pessoa feliz, de bem com a vida, zen e super amiga do seu amigo! Quando na realidade, é uma pessoa pequenina, mesquinha e infeliz e de muito mal com a vida e que encara mal quando os amigos e família lhe dizem umas verdades, a quem acaba por de imediato virar costas!... E que não sabe que se deve pedir desculpas a quem magoa sucessivamente!

Começar a manhã no centro de saúde com consulta com hora marcada, e a médica chegar atrasada 20m e depois ainda atender 3 delegados de informação médica antes dos utentes, que até marcaram consulta há quase um mês atrás!

E enquanto se espera no centro de saúde, ter que gramar a má disposição e educação da funcionária do atendimento, que trata mal gratuitamente pessoas de etnia cigana e pessoas idosas, que mal conseguem ouvir, quanto mais perceber... e ainda ouvir um sonoro "Está muito barulho na sala" (como quem fala com animais... e mesmo assim continuo a achar que é falta de educação!) em vez de um "Por favor, façam silêncio!"

Irra, que às vezes penso que eu sou é que devo estar mal neste mundo!...

9 de maio de 2011

Intuição, crise, pessimismo, dificuldades

Nos dias que correm é complicado manter um lado meu, que sempre me caracterizou, de forma intacta e intocada, que é o optimismo!
Parece que o facto de estarmos a viver uma crise economico-financeira sem precedentes é sinómino de que temos de adoptar uma postura cabisbaixa, constantemente carregada de preocupações com o que "por aí vem" e sombria, como a de um doente que espera um diagnóstico tenebroso.
Nunca fui pessoa de me deixar levar pelo pessimismo, e sinceramente, luto contra isso com todas as minhas forças!
Sim, vivemos tempos difíceis, eu sei! Sim, as coisas vão piorar, eu também sei, e em boa verdade, estou farta, fartinha de tanto ouvir isso, até à exaustão!... Acho que anda todo o mundo a gastar as energias a martelar nesta mesma tecla, em vez de as empregar em soluções e formas de sairmos deste buraco que nos metemos ou nos meteram, sei lá!... Porque agora que o leite está derramado, não vale a pena estar a chorar, temos que arregaçar as mangas e limpá-lo e arranjar dinheiro para comprar mais! (nunca um ditado popular fez tanto sentido como este faz agora!)
Eu sei que temos que poupar e que ponderar despesas e gastos extras (até o PR o adverte), mas que querem que faça... os meus instintos, a minha intuição dizem-me que agora é tempo também para investir. E que o momento para o fazer é agora e não daqui a uns meses...
Sim, deveria agarrar-me às poupanças que tenho no banco e não as enterrar a fazer arranjos numa casa, que depois poderei arrendar. Mas eu olho para a realidade à minha volta e vejo que os bancos já não emprestam a ninguém, mas as pessoas continuam a precisar de viver em algum lado, por isso recorrem ao arrendamento.
Porque eu também sei que agora vou lá gastar dinheiro, mas creio que talvez daqui por um ano, o dinheiro do arrendamento pode dar-me alguma margem, e poderei com alguma boa dose de rigor e auto-controlo, ir repondo aquilo que tirei agora do banco, a título de investimento. Porque sejamos francos, as taxas de juro de depósitos não estão nada atractivas...
Por isso e ao contrário dos conselhos que me dão, que me tentam chamar "à razão" e "fazer ver que os tempos não estão para aventuras", eu não acho que vender uma casa para com o dinheiro da venda amortizar outra seja uma boa opção, pelo menos para já não... Não vejo que venha daí nenhum ganho... porque provavelmente iria ter a casa à venda tempos infinitos (lá está, os bancos já não emprestam), e se a vendesse seria por uma bagatela... Assim, se a arranjar agora para arrendamento, também a valorizo em termos de valor de venda. Daí acreditar que gastar dinheiro agora, pode ser sinónimo de rentabilidade no futuro.
Eu sei que vamos ter que viver com menos, e sei que serei perfeitamente capaz de o fazer, mas neste preciso momento, acho que há coisas que ainda são absolutamente desnecessárias, estar a fazer sacrificios sem saber ao certo para que servirão... e prefiro nem sequer remexer muito nas medidas da Troika, porque senão começava já a deixar de dormir, a pensar se não ficarei no desemprego (com eles a quererem cortar nos contratos a termo para a administração local e a quererem extinguir empresas públicas...)
E por isso, vou tentanto resistir a este mundo entristecido e deprimido, com o meu optimismo e com a minha dose de esperança no futuro: sim vamos viver com muitas dificuldades, mas vamos viver e havemos de sobreviver, de alguma maneira!

Deixei de ser só de mim mesma...

Porque ele agora aprendeu a abraçar-me e a dizer com orgulho:

"É minha, a mamã"!

6 de maio de 2011

06 de Maio de 1940

Onde quer que estejas!*
Parabéns, mãe!

Hoje, completarias mais um ano.
E eu estaria ao teu lado para te abraçar!

Curiosamente, há dias procurava fotos de nós as duas, para emoldurar e colocar na estante onde estão as fotos de família e; apercebi-me que são muito poucas... ou nenhumas!

* - no fundo sei que estás sempre comigo, no meu coração e no meu pensamento!

5 de maio de 2011

Não me tirem o sono...


tirada da net
Adoro dormir!
Preciso de dormir bem como quem mata a sede com água...
Se não durmo bem, fico irritadiça, mal-humorada, mal-encarada, bitchy portanto!
E são poucas as coisas que me tiram o sono. Por mais barulho que haja, quando aterro, por norma faço voo directo non-stop até o despertador me arrancar do sono profundo.
Mas de tempos a tempos, tenho umas fases de dormir mal. Durmo sim senhora, mas naquele estado de vigília, em que nem se dorme nem se está acordado. E que me cansam profundamente... a ponto de me sentir como se tivesse sido atropelada ou se tivesse levado uma valente sova!
E não sei bem porquê... não ando assim com grandes preocupações de maior, nem a magicar coisas que me possam tirar o sono...
Só se for o facto de querer fazer tanta coisa diferente em simultâneo, e andar a ler tanta informação sobre essas mesmas coisas que quero fazer, que sobrestimulei o cérebro que ele agora está sempre ligado, em modo rotativo...
Será isso??!!
Se é, oh cérebro, tu faz disconect... porque senão faço-to eu!!

3 de maio de 2011

A inocência dos erros

Hoje, por circunstâncias engraçadas que não importa estar aqui a descrever, veio-me à memória uma mensagem que o meu pai escreveu para mim, das poucas que ele alguma vez me escreveu... mas que eu guardo com uma profunda dedicação e sentimento!
Era eu estudante de Coimbra, no ano em fui fitada, quando lhe entreguei uma fita branca e lhe pedi para escrever uma mensagem. 
Ele, que nunca foi muito dado à escrita; sentia-se inclusivamente pouco à vontade com a coisa, porque terminou a 4.ª classe já adulto e com grandes dificuldades; ficou um pouco atarantado, sem saber ao certo o que se pretendia com aquilo de mensagens escritas em fitas de pano. 
E então, com todo o esmero, e com receio de falhar a tarefa solene que eu lhe tinha pedido, treinou primeiro num pedaço de papel e só depois transcreveu para a alva fita, que eu envergaria pendurada na minha pasta de estudante, no dia do desfile de Novos Fitados, corria o ano de 1999, se não estou em erro...
E o resultado foi este:
"Minha crida filha, espero que seijas muito flis au longo da tua vida, Abel"
Eu, que sempre fui acérrima defensora da escrita livre de erros ortográficos (daí a dificuldade com que encaro o novo «des»Acordo Ortográfico), fui inundada por uma comoção pungente e rendi-me à inocência daquelas palavras escritas... porque por mais erros que ele possa ter dado, sei que as palavras vieram do coração e que o desejo era verdadeiro! Tanto o era, que ele inocentemente deu erros ortográficos enquanto me dizia o quanto me amava!...
Tenho outras mensagens escritas em fitas que me tocaram bastante, mas a que guardo com maior carinho e comoção é sem dúvida a que o meu pai escreveu!!

2 de maio de 2011

Ainda o dia da Mãe...

tirada da net

Se há coisas que mexem profundamente comigo, uma delas é a falta de amor e carinho de certas filha/os em relação às suas mães!
Eu dava um bracinho e mais alguma parte do meu corpo só para poder ter a minha mãe comigo, mas há pessoas que têm as mães ali, mesmo ao seu lado e nada fazem para desfrutar desse privilégio que é tê-las!
Espantam-me aquelas pessoas que, além de não saberem dar o devido valor, ainda espezinham a sua mãe! Que optam deliberadamente por magoá-las, por espicaçá-las e fazê-las sofrer, porque estão de mal com a vida! Como se a culpa disso fosse dela, da mãe...
Que além de não as saberem valorizar, acarinhar, abraçar, respeitar, só contribuem para lhes trazer tristeza e dor, numa idade que é tudo menos própria a suportar isso!
Fico furiosa quando me apercebo que existem pessoas, que para se aliviarem dos seus próprios sofrimentos, optem por inflingir dor e sofrimento aos outros, magoando quem sempre lhe deu amor e tudo o quanto pôde, de material e emocional, e que vejam nisso a melhor forma de saírem temporariamente dos infernos pessoais em que se meteram, por ignorância, burrice, inércia ou mesmo vontade-própria!
Apetece-me espancar e esbofetear estas pessoas, dizer-lhes de minha justiça! 
Dizer-lhes que se querem ser infelizes, que o sejam, mas sem magoar e castigar quem os ama, pelo caminho! Que se querem destruir alguém, se resignem a si mesmos e não destruam os demais!
Apetece-me abaná-las e dizer-lhes que se façam à vida, que cresçam e apareçam! Porque até podem ter o dobro da minha idade, mas comportam-se pior do que muitos delinquentes juvenis... mas a esses podemos castigá-los e penalizá-los, de forma a corrigirem o seu mau comportamento.
A estes bully's maternais, acho que nem com um par de bofetadas a coisa lá vai!...
E isso enfurece-me e entristece-me!...
Porque sou mãe e tive uma mãe que me ensinou a saber o que uma mãe sacrifica, nas pequenas e grandes coisas, para ver os seus filhos felizes. Porque sei que qualquer mãe, por mais que erre, ama sempre os seus filhos e só quer fazer tudo para os sentir alegres e realizados. Porque sei que uma mãe dificilmente vira as costas a um filho/a, por muito mal que este lhe faça... dói-me ver a tristeza estampada no rosto duma mãe, por tanto desaforo ouvido e tantas más acções recebidas, mas que vai inexoravelmente, continuar a amar os seus filhos!