31 de agosto de 2010

Porque tudo na vida muda...

(imagem tirada da net)

 
O meu pequenote vai mudar de escola, amanhã!...
E eu estou cheia de receios e de medos desta mudança que ele vai sofrer...
Às tantas, para ele vai ser igual e nem vai dar pela diferença... quer dizer, ele deve notar, porque é impossível não perceber que afinal os colegas do infantário não são os mesmos: já não vai encontrar a Sofia, o Henrique, a Rafaela, o Leandro, o Rui e outros com os quais convive habitualmente.
E claro que vai notar que quando chamar pela Sílvia, que é a educadora actual, já não vai lá estar para o encher de mimos e atenções, como faz agora. E que não está lá a "Taia" (Natália) para lhe dar pão com manteiga...
Mas ele é uma criança tão social, gosta tanto de pessoas em torno dele, de brincar com meninos da idade dele e até gosta mais daqueles que são maiores... que acho que se vai adaptar tão bem, como se adaptou ao infantário pela primeira vez, apesar de ter estado em casa com a avó até aos 13 meses...! Na altura, tive receios parecidos, mas complemante resolvidos em 2 dias apenas, porque ele adorou ir para a "escolinha"!
E eu acho que vou ser lamechas até dizer basta e sair da porta do novo infantário lavadinha em lágrimas, tal como saí no primeiro em que o deixei a cargo de uma educadora.
Esta mudança custa-me bastante, porque sei que ele, no actual infantário estava bem entregue, era bem cuidado e notei o quanto ele evoluiu com o contributo de quem lá trabalha! Não foi por não ter gostado do trabalho destas pessoas todas - (o meu filho até a cozinheira adora!...), mas porque a vida custa a todos, e quer queiramos quer não, todos sofremos a crise nos nossos bolsos... e a mudança é meramente motivada pelo preço da mensalidade que vou pagar, que é cerca de metade do que pago actualmente.
Também é por ser geograficamente mais perto, se bem que por isso, por si só, não levaria a esta mudança...
No entanto, também ouço aquela vozinha que diz que às vezes o barato sai caro... e não quero vir a constatar que no novo infantário ele não terá a mehor educação possível.
Por isso, vamos a ver como corre...
No meio disto tudo, só penso é que o mais certo é que ele vai achar tudo uma novidade e vai adorar estar num espaço novo, com pessoas novas e com não sei quantas actividades novas (até me falaram em educação pela emoção e massagens e psicomotricidade - no meu tempo ou não havia destas coisas ou tinham nomes bem menos pomposos) e que eu é que me estou para aqui a stressar, porque as crianças por vezes são bem menos complicadas do que nós adultos...!

30 de agosto de 2010

Longas são as horas...

tirada da net
Que passam lenta, lenta, lentamente... arrastam-se languidamente... o ponteiro dos segundos parece preguiçoso e o dos minutos leva uma eternidade a fazer aquele clique de mudança de um minuto para o seguinte!
Como se fossem teimosos, como se hesitassem em andar, em mover-se... Como se quisessem permanecer ancorados naquele tempo, naquele minuto, naquele segundo!
E eles vão passando lenta, mas muito lentamente... e só quero é que eles acelerem o passo, que sigam o seu curso, mas depressa, com urgência, com ansiedade, com rapidez!
Oh martírio que é quando olhamos para o relógio sucessivamente e ele parece estar imutável no tempo e no espaço...

Factos do dia

Facto 1: nunca tive tanta vontade de ir de férias como agora... preciso mesmo!

Facto 2: nunca senti tanta falta de dormir. Por mim, ia fazer uma semana numas termas, mas de "sono"...

Facto3: detesto estar no trabalho com pouca coisa para fazer... eu gosto é do stress e do speed!!

Facto 4: quando tenho pouco trabalho só me apetece mesmo é ir de férias...

Facto 5: o que eu mais gosto de fazer nas férias é dormir!

Conclusão: assim que for de férias, acho que vou mesmo é dormir! :)

27 de agosto de 2010

Homens ao volante... cromos constantes!

tirada da net

Ontem, ia eu a caminho duma qualquer grande superfície comercial, mais conhecida por Loja do Belmiro, quando ao olhar de relance pelo retrovisor me apercebo do sr. condutor que seguia na viatura atrás de mim. Ao princípio não queria acreditar e tive que olhar com atenção!
E pois que confirmei que o sr. condutor seguia aprazivelmente recostado no banco do condutor com as mãos atrás das cabeça, como quem está reclinado numa espreguiçadeira... e o sr. manteve esta postura por mais de 1km e não... a estrada não era uma recta...! Além de me questionar como é que ele conseguia manobrar a direcção, comecei a achar que a distância de segurança era demasiado pequena, tendo em conta o tamanho da esperteza saloia do dito condutor!...

Hoje à hora de almoço, ia eu placidamente a caminho do local do almocinho, quando entro numa rua onde estavam estacionados dois veículos de transporte de mercadorias na faixa contrária à minha, a ocupar parte da faixa de rodagem. Eu como não tinha obstáculo nenhum segui a minha marcha, mas eis senão quando um sr.-condutor-cheiinho-de-pressa acha por bem tentar passar numa largura onde claramente não cabíamos os dois. E sem falar que ele é que estava mais próximo da zona  onde era possível o cruzamento (em caso de estreitamento de faixa...). Como ia dizendo, aí se "amanda" ele à campeão, esperando que eu parasse para que o sr.-condutor-cheiinho-de-pressa passasse!
Como não parei lá teve que se resignar... mas não sem me insultar, claro! Ora, pergunto eu: então ele é que não pára apesar de ter dois obstáculos à frente dele e a FDP sou eu???!!! Se eu sou FDP, ele é um tremendo dum FDC!!!...
E ainda dizem que as mulheres é que não sabem conduzir????!!!!!

24 de agosto de 2010

O sino da aldeia

tirada da net


Quando era miúda e passava os fins-de-semana na vila de Aljezur, adorava o sino da igreja no cimo do monte!
Além de dar as badaladas das horas, meias-horas e quartos-de-hora, tocava a repique consoante a ocasião.
Sabíamos sempre quando o sino tocava por motivos alegres, nos dias dos casamentos ou dos baptizados.
Ouvíamos a convocatória para a procissão da N.ª Sr.ª de Alva, padroeira da vila, ou para o Cortejo do Dia de Ramos ou para o Domingo de Páscoa.
E sentíamos o arrepio na espinha quando ouvíamos o sino repicar a informar que alguém morrera e portanto, iria decorrer uma missa fúnebre e respectivo funeral.
Confesso que nestas alturas, sentia-me assustada com a mensagem que o sino passava... o meu coração apertava-se! Era como se o sino nos dissesse que devíamos ficar tristes perante o desaparecimento de alguém e estarmos solidários e empáticos com a perda de alguém...
E esta tradição foi-se perdendo, também porque a vida dá voltas e leva-nos para longe desta rotina pacata das aldeias e vilas...

Mas quando mudei de casa há pouco tempo, uma tarde sou surpreendida pelo repicar fúnebre do sino da vila onde agora habito...
E senti aquele arrepio na espinha, como outrora... senti o mesmo dever de condolência e tristeza, apesar de não conhecer ninguém na vila.
Algo me transportou no meu imaginário de infância e agora voltei a prestar atenção aos sons que o sino da vila toca, no cimo do monte!


21 de agosto de 2010

(foto by Naná)

A vida é assim... feita de espinhos!
Mas quem disse que eles não encerram uma certa beleza???
Ou que depois de conseguirmos lidar com eles, não encontramos o que sempre procurámos??!!

19 de agosto de 2010

Notas soltas

Esta manhã, abri a persiana e o meu "Caluxinho" sentou-se prontamente na cama como sempre, mas emitiu um sonoro "já tá!"... ou seja, já dormi tudo.

Agarra no comando da televisão, coloca junto ao ouvido e diz "allô". Faz o mesmo com o comando do ar condicionado, mas com o pormenor que antes de pôr junto ao ouvido, desliza a tampa do comando, como que a abrir um telemóvel!...

Sempre que vamos no carro e se ouve o "Waka Waka" da Shakira começa a abanar a cabeça e a bater palmas.

No outro dia, estava a dar um jogo de futebol na televisão, ele gritou "gol"... um desgosto para o pai, que não aprecia futebol...

18 de agosto de 2010

Entre amigas

A velocidade que a vida assume, sempre cada vez mais rápida, mais acelerada, vai-nos progressivamente limitando nalgumas coisas que sempre gostámos de fazer, como por exemplo estar horas perdidas na companhia de amigos.
Eu então era absolutamente viciada em estar sempre rodeada deles e delas! Gosto do convívio, da presença física, da troca de ideias, sentimentos, emoções.
Os amigos e amigas fazem-nos crescer, melhorar, alterar comportamentos, umas vezes no bom sentido, outras nem tanto... mas isso depende dos amigos, claro e isso é uma outra conversa totalmente aparte!
No meu caso, sempre agradeci pelo facto de ter muitos amigos e amigas. Daqueles que estão presentes! Nos bons momentos, para disfrutarem da nossa alegria e felicidade. E nos maus momentos, para nos darem um ombro, uma mão, palavras de apoio e principalmente para nos contrariarem quando acham que não temos razão, a ver se "abrimos a pestana". Para mim, esses são os melhores amigos, estes que sabem ser honestos connosco e são capazes de dizer abertamente aquilo que pensam mesmo que isso não seja aquilo que queremos ouvir...
E para mim estar entre amigas como estive ontem é muito bom! É o bálsamo que eu preciso de vez em quando, para escapar à rotina que a vida nos vai impondo subrepticiamente...
Aquelas horas em que nos sentamos a uma mesa qualquer, a comer e a beber e vamos lentamente discorrendo sobre as nossas vidas, as novidades, as chatices, os aborrecimentos, as conquistas, as banalidades, enfim tudo!
E ao fim de uns anos, tomamos consciência de quem são mesmo os nossos amigos. A vida quotidiana e a rotina encarregam-se disso... São aqueles e aquelas que vão estando sempre presentes mesmo que a distância geográfica nos aparte. São os que independentemente de terem passado semanas, falam connosco como se ainda ontem tivéssemos estado juntos!
Sem cobranças nenhumas, sem desculpas para não ter enviado uma mensagem ou feito um telefonema... são aqueles que quando nos falam ou nos vêem só querem saber como nós estamos e nos contam como estão!
E eu sou uma felizarda nesse aspecto, porque os dedos das minhas mãos não chegam para os contar todos!

17 de agosto de 2010

Aos avós

Hoje ao ler o post do MFC, voltei atrás no tempo e veio-me à ideia escrever sobre algo que há dias recordava sobre o meu avô Manuel de Oliveira (eu costumava achar piada o facto de o meu avô ser homónimo do famoso realizador de cinema português).
No entanto, ele era mais conhecido por Manuel Prudêncio, por ser filho do Prudêncio Miguel...

Ia eu a caminho de casa quando passei por um campo de milho e de repente recordei tempos tão felizes que passei com o meu avô Manuel, que foi o único avô que ainda tive tempo de conhecer e apreciar!

Lembrei-me da visita anual à Casa do Povo de Aljezur, em que ele ia pagar a contribuição autárquica, o que para mim, por alguma razão que ainda hoje não entendo, era sinónimo de aventura e descoberta com o meu avô. Talvez por ele ser uma pessoa bastante conhecida na terra e cumprimentar não sei quantas pessoas naquele tão pouco espaço de tempo que passávamos na vila.

Mas o que eu adorava mesmo era quando o milho que o meu avô plantava começava a crescer e a ficar mais alto que eu. E assim que isso acontecia, eu não largava o meu avô todos os fins de semana com a pergunta, repleta de excitação: "avô, quando é que vamos tirar as bandeiras ao milho??". E eu ia sempre com ele, tinha que ir!!! Porque enquanto ele tirava as bandeiras ao milho, eu brincava a descobrir de que cor iriam ficar as barbas das maçarocas do milho. E eu sentia-me tão feliz!
Acho que por essa razão, hoje já adulta, quando me deparo com um campo de milho crescido, sou atacada por uma vontade súbita de me ir enfiar lá dentro e percorrer os corredores de pézeiras! Sentir o cheio, passar as mãos nas barbas do milho, mirar os bicharocos que sempre abundam!

Outra coisa que recordo do meu avô são os jogos de cartas, em que ele me deixava invariavelmente ganhar, só para me ver feliz!
E eu, que era uma travessurenta em pequena, adorava pregar-lhe partidas com a almofada à hora de deitar e roubava-lha sempre e depois ria-me que nem uma perdida...

Mas o que mais tenho saudades dele e que me marcou profundamente neste relacionamento com aquele homem de metro e meio, cego de um olho (usava um olho de vidro) por causa de uma enxada, era a sua sabedoria e infindável paciência. Em cerca de 9 anos que convivemos juntos nunca o ouvi levantar-me a voz sequer, nem para me ralhar quando fazia travessuras e tropelias. Tinha uma forma tão pacata e serena de explicar que eu errara, que me portara mal! Eu sei que os avôs são sempre muito benevolentes com os netos, mas o meu avô tinha uma ciência para dar raspanetes, para mostrar a lição a aprender  com o erro cometido.
E o que mais admiro nele é o facto de ele saber coisas que muita gente hoje não sabe, desconhece por completo, e ser analfabeto. O meu avô sabia fazer cálculos matemáticos que eu nunca consegui fazer, mesmo sem conhecer os números, e conhecia unidades de medida que muitos desconhecem.
O meu avô era teimoso, mas sabia dar a mão à palmatória quando se enganava.
Com ele aprendi valores como o da justiça e o da generosidade. Pena que não tenha aprendido ou herdado a sua paciência serena...!
O meu avô era assim!...

15 de agosto de 2010

Do cansaço

O fim de semana representa o meu descanso semanal, mas invariavelmente chego ao domingo à noite com a sensação de que precisava de mais dois dias para descansar do sábado e do domingo...
Sábado de manhã tenho que sair de casa logo que o miúdo acorda para que o pai, que trabalhou a noite toda, possa de algum modo descansar e não ser constantemente atentado pelo ruído dos brinquedos e dos "ralhanços" ao pequenote que adora mexericar em tudo e mais alguma coisa (leia-se tachos, panelas, tuperwares, talheres, desfiar papel higiénico, enfim...).
Por isso, aproveito para ir com ele às compras e a um espaço aberto onde ele possa espraiar-se, porque o meu rapazola adora o ar livre, a rua! Correr e ir ver tudo o que encontra e claro está, mexer em tudo o que lhe pareça interessante... o que normalmente significa andar atrás dele a ver se ele não mexe no caixote do lixo ou no cocó do cão no chão...
Sábado à tarde é para aproveitar a sesta do miúdo e fazer as tarefas domésticas possíveis e que não envolvam muito ruído.
Domingo de manhã é para sair de casa novamente, mas desta vez para ir para a praia ter com a família toda. É muito bom, ajuda ao desenvolvimento dele mas em certos dias é uma canseira limpar-lhe a areia 50 vezes e impedir que ele coma pelo menos 250 grs de areia enquanto brinca!
À tarde, se não for vencida pelo cansaço ainda aproveito para engomar roupa...
E assim chego ao final do dia e do fim de semana a desejar ter mais um dia ou dois de descanso...
Mas uma coisa é certa: no meio desta azáfama toda, ganho momentos espectaculares com o meu filhote, que me surpreende a cada dia e isso faz-me ficar muito grata!

12 de agosto de 2010

Tanta coisa por tão poucos euros...

De vez em quando na minha vida surgem "enredos" mirabolantes e normalmente geram muita confusão por coisas tão insignficantes que até dá para rir, porque chorar não vale a pena...
Na passada semana aconteceu-me um desses enredos... recebo uma carta pouco amigável da câmara municipal de um pequeno concelho algarvio onde por acaso tenho uma casa, que era a dos meus avós, a dizer que eu não tinha pago a conta da água, no valor de 6,68€!
Se me tivesse esquecido de a pagar, não ficaria surpreendida e muito menos chateada com o tom e o teor da dita carta... é que passados 3 dias do final do prazo de pagamento, os srs. mandam um "auto de execução fiscal administrativa" agrafado a uma CERTIDÃO DE DÍVIDA, escrita exactamente nestas letras garrafais. Ora para mim, foi como se me tivessem chamado caloteira com letras bem grandes! E não foi ainda bem isto que me irritou...
É que meses antes eu tinha dado o nib da minha conta bancária e assinado uma autorização de débito directo à dita câmara municipal e tanto assim era, que foram cobradas umas 4 ou 5 facturas na dita conta bancária.
Ora, eu descansada da minha vidinha, nunca pensei nem por momentos, que a câmara não "encontrasse o caminho das pedras" como sempre e não me fosse à conta buscar o dinheirinho!
Ligo para lá para saber o que se tinha passado e dizem-me que a pessoa que fez o contrato em meu nome (alterei do nome do meu pai para o meu) se tinha "esquecido" de mencionar que o pagamento era por débito directo em conta...  e assim os srs. das cobranças não sabiam... NÃO SABIAM?????
Mas ainda não satisfeitos, 4 dias passados da primeira carta desagradável, chamemos-lhe assim, recebo outra a avisar que ou pagava os 6,68€ acrescidos de juros de mora até hoje ou cortavam-me a água e depois ainda teria que pagar para ser restabelecido o serviço...
Ora então lá fui eu pessoalmente gastar combustível e perder uma manhã de trabalho (tive que meter férias) para ir explicar que ninguém me cortava a água e que eu não ia pagar nem mais um cêntimo além do valor da factura - bem me basta a gasolina que gastei para fazer 110 kms!
E  o resultado foi: "sim, senhora, tem toda a razão, agora escreva lá uma exposição ao exmo. sr. presidente a explicar que nos enganámos, que nós depois levamos isto a discussão na reunião de câmara e mandamos-lhe uma carta com a decisão final!"
REUNIÃO DE CÂMARA?????? Mas por 6,68€ é preciso ir a uma reunião de câmara????
Não admira que as coisas não andem para a frente... com trâmites destes... 

10 de agosto de 2010

Igualdade de oportunidades

Ontem tomei consciência de que isso da igualdade de oportunidades não passa de princípios bonitos, politicamente correctos que a nossa sociedade apregoa aos sete ventos, como sendo uma máxima que rege toda e qualquer relação laboral.
Ontem tive uma dose bem grande de realidade, porque eu ainda sou uma ingénua e utópica, no que a isto diz respeito...
Ontem percebi que apesar de termos entrado no séc. XXI, há muito boa gente que ainda tem uma mentalidade do séc. XVIII... e ainda grassa muito machismo pela nossa sociedade. Ainda há muito pensamento comezinho de que a mulher que quiser fazer uma carreira profissional não a poderá nunca conciliar com a família e os filhos e que se quer ter filhos e constituir família, tem que indubitavelmente abdicar de qualquer ambição na sua actividade profissional.
E o que mais me choca é que não são pessoas analfabetas ou incultas as que exibem este tipo de atitude ou opinião sobre esta matéria... são os mais cultos e mais educados, academicamente falando, que se mostram mais retrógrados nesta questão.
Por isso, em dias como os de ontem, acredito piamente que nasci no tempo errado: ou sou demasiado "prá frentex" ou então devia ter nascido daqui a 100 anos...

8 de agosto de 2010

É tão bom

Estar na praia enquanto chove!
E eu que detesto apanhar chuva...
Mas gosto de estar na praia e a chover... e quando cai uma trovoada, então, adoro mesmo!
Parece que estão presentes, de uma forma algo mística, todos os elementos da natureza e eu sinto-me pequenina... mesmo pequenina!
Mas é uma sensação tão boa!

6 de agosto de 2010

Errar é humano

Mas eu não gosto de pagar pelos erros que outros cometem...

E muito menos gosto que esses outros nem tenham a dignidade e a decência de assumir as consequências desses mesmos erros!

3 de agosto de 2010

Recordar é viver

Costumo ouvir dizer que não devemos viver no passado, que o presente é que é para ser vivido, sempre com os olhos postos no futuro. Que não devemos olhar para o passado, porque isso é saudosismo e que assim não progredimos e por aí fora...
Mas eu vivo no presente, um dia de cada vez e sempre com esperança no que há-de vir!
No entanto, dou comigo muitas vezes a olhar para trás, para o meu passado, para tudo o que já lá vai e vivo também ao fazer isso!...
Olho para o meu passado sim, mas não de uma forma triste, nostálgica e muito menos saudosista... olho para o meu passado para ter a noção exacta de que sou feliz!
Porque quando olho para o meu passado vejo o caminho que percorri e apercebo-me de onde cheguei. Da jornada, algumas vezes muito tortuosa, com veredas e caminhos sinuosos, e do que aprendi ao longo dessa jornada.
Vejo a pessoa que fui e na qual me tornei. E acredito que me tornei uma pessoa melhor e às vezes acabo até por constatar que apesar de me sentir uma pessoa diferente da que fui, há tanto que nem por isso mudou. Ou seja, a essência permanece algo intocada.
Olho para o passado e vejo as minhas conquistas, o que alcancei e fico mais forte e mais satisfeita ainda por ter conseguido fazer bem mais do que às vezes quero acreditar que fiz!
Olho para o passado e vejo que cresci, de todas as maneiras!
Olho para o passado e concluo que venci, que ganhei tantas batalhas e lutas que eu pensava não ser capaz... Olho para o passado e encontro as pessoas que me amaram e ainda me amam e reencontro o que me ensinaram, o que me proporcionaram, o que contribuíram para a minha vida e para a pessoa que sou hoje!
Olho para o passado e vejo que se sobrevivi a tanta coisa, é porque fiz por isso!
E assim, olhando para o passado, aprecio melhor o meu presente e ganho mais esperança ainda no meu futuro!
Por isso, por vezes recordar é viver, sim!