27 de maio de 2010

"Des-avó-zados"

Há dias, enquanto conduzia, a minha mente passeou pelo vazio (um tanto perigoso, eu sei...) e apercebi-me que eu e o meu filho partilhamos uma coisa em comum...
Eu quando nasci já não tinha dois avós: a avó materna e o avô paterno.
O meu filho quando nasceu também já tinha dois avós a menos: a avó materna e o avô paterno.
Aos meus 3 anos perdi a minha avó paterna e o meu avô paterno ainda tive o tremendo prazer de conhecer e brincar e aprender tanto (e queria ter aprendido outro tanto ou mais...) até aos meus oito anos...
O meu filho perdeu o avô paterno ainda nem tinha completado um ano de idade, portanto nem se vai lembrar do avô Abel, da mesma forma que eu mal me recordo da avó Inácia...
Ao meu filho resta-lhe apenas a avó Conceição, que ele reconhece e bate palmas de alegria sempre que a vê...
Só não sei se ele vai ter o prazer de a conhecer e de aprender com ela e de rir das piadas espontâneas e tão simples dela!
Espero que possa pelo máximo de tempo possível...
Isto tudo porque um colega meu de trabalho me disse que tinha morrido a avó da esposa e ele já tem filhos... por isso, ao contrário de mim e do meu filho, há pessoas que hoje conservam avós e bisavós e nem se apercebem da sorte tremenda que têm de poderem conviver e conhecer os seus antepassados.
Porque eu tenho muita pena de não ter conhecido os meus... a generosidade e mau génio que caracterizavam a minha avó Alzira (de quem iria em principio herdar o nome, não fosse ela ter morrido poucos meses antes de eu vir ao mundo) e a boa memória e a pacatez do meu avô José.
Do que depender de mim, o meu pequenote há-de saber tudo o que eu sei da avó Vera e do avô Abel e o papá concerteza há-de contar-lhe tudo do avô Manuel.
Porque eu acho que importa saber de onde viemos!

25 de maio de 2010

Como é bom ficar em casa...

Foi o que fiz esta tarde de domingo!
E soube tão bem ficar em casa a engomar a roupa durante imenso tempo!
Poderão achar estranho, mas isto era uma coisa que já não acontecia há cerca de 4 anos... devido aos problemas que tinha de vizinhança, para não nos enervarmos, assim que estávamos despachados, saímos de casa.
Por isso, as tarefas domésticas como engomar roupa, eram sempre relegadas para 2.º plano e invariavelmente feitas à pressa ou à medida das necessidades diárias.
Soube bem ficar em casa, e por uma tarde, ser uma dona de casa esperançada de que a paz e o sossego dentro daquilo a que chamo lar, veio mesmo para ficar!...

24 de maio de 2010

Coração apertado, apertadinho...

Foi assim que ficou o meu na passada sexta-feira...
Mirrou em apenas 2 segundos e ficou cheio de medo e angústia pura durante muito tempo...
Ao chegar a casa, trazia o meu pequeno filho ao colo e não me apercebi que a grelha da sarjeta tinha um desnível de 3 cm em relação ao asfalto! Pus o pé em falso e torci-o bruscamente!... Foi o suficiente para afectar o meu centro de equilíbrio e me atirar ao chão, enquanto eu carregava o meu pequeno ser nos braços!
Aqueles segundos que se deram entre o torcer o pé, sentir a dor lancinante nos joelhos ainda me lançaram a dúvida: ponho as mãos no chão ou não ponho?? Protejo o meu filhote ou acedo ao instinto básico de me apoiar com as mãos para não partir o nariz... e foi o que tive que fazer no limite da queda, para evitar que o meu filho além da queda ainda ficasse esmagado debaixo do meu peso (e não é ainda por cima o ideal..)
Naquele preciso instante desejei ter 4, 6, 8 ou 10 braços para poder segurar o meu filho contra o meu peito e poder protegê-lo de bater com a cabeça e as costas na calçada, como bateu...!
Assim que consegui agarrei-o, abracei-o, ignorando as dores que sentia no tornozelo torcido, em ambos os joelhos esfoladas e em ambas as palmas da mão esfolada, pela aspereza do asfalto novo...
Não me preocupava o meu estado, mas sim o meu filho, só queria ficar descansada e saber, ter a certeza que aquele choro dele não passara apenas do susto da queda e que não se devia a nenhuma dor...
Os momentos que se passaram em seguida foram de preocupação e angústia na sua forma mais pura e profunda: o meu filhote quando cessou o choro, começou rapidamente a ficar sonolento, os olhinhos mortiços e a angústia redobrou-se em mim, que fiz tudo por tudo para não o deixar dormir, perder a consciência...
O meu coração só sossegou mais depois de uma ida à urgência pediátrica, radiografias e a informação médica de que nada indicava qualquer tipo de lesão... mas deixou-me ainda de prevenção para possíveis alterações dos padrões normais do meu tesouro maior, para lá regressar!
Isso não sucedeu, e o meu coração descomprimiu... mas aquela preocupação que me acompanhou o fim de semana não desapareceu... porque o risco de eu própria não ser capaz de o proteger a 100%, a 500% ou a 1000% é uma realidade com a qual vou ter que conviver...
Mas o que importa é que ele está bem, e serviu para relativizar algumas coisas... até fiquei com mais paciência para lidar com as birras que ele faz quando nós o contrariamos! :)

21 de maio de 2010

Vou só ali...

Comprar uns calções de banho ao piolhito, para podermos ir abrir a época balnear este fim de semana!
S. Pedro, agora que trouxeste o Verão escaldante, vê lá não te vás desorientar este fim de semana e trazer tempo esquisito... que eu quero levar o Caluxinho a pôr o pézinho na areia (e as mãos tb, para depois meter logo de seguida na boca!...)
Adenda ao S. Pedro: eu bem te pedi para não te desorientares com clima... mas tu tinhas que me contrariar????!!!

Esperteza saloia ou incendiária???

Ainda gostava que me explicassem quem foi a esperteza saloia ou então psicopata incendiário que achou que o lugar perfeito para colocar os manuais de instruções e garantias do exaustor era dentro do próprio, escondido debaixo das grelhas????!!!!
Foi a tal ponto que por milagre não me causou um incêndio na minha cozinha da casa nova...
Só deu mesmo para fundir uma das lâmpadas, e ao ir substituir é que descobrimos que aquilo estava lá dentro, juntamente com uma grelha plástica que por sorte só derreteu um bocadinho de um dos lados!
Ainda gostava de perceber o que passou na moleirinha do "animal" para se lembrar dum esconderijo daqueles!...

20 de maio de 2010

Ainda sobre tralhedo e quinquilharia

Não satisfeita com aquele tralhedo e quinquilharia que tinha no apartamento e que já não sabia bem o que fazer com ele... ontem fui comprar mais umas quantas peças para acrescentar à já larga colecção!
Quando saí da loja, só pensei para comigo: é assim é que eu nunca mais mudo de casa até ao fim dos meus dias!

Flecte, insiste, flecte, insiste...

É este o método que nós, humildes cidadãos portugueses, temos que usar quando lidamos com repartições públicas e seus funcionários...
Tive que me deslocar às Finanças para requerer isenção de IMI para a casa nova que adquiri... sabia que no mínimo tinha que alterar o domícilio fiscal, mas pouco mais...
Pedi ao chefe para tirar um bocadinho e ir ali à repartição (só cerca de 54 kms de distância do local de trabalho) e quando lá chego, sou recebida por uma funcionária que me anuncia alegremente que não havia sistema informático e que como tal não podiam fazer rigorosamente nada - sinónimo de "feriado nacional remunerado", daí a alegria contagiante que a dita exibia!
Ora esta sensação de feriado nacional remunerado foi tal que a inibiu por completo de dar mais qualquer informação... como por exemplo, que documentos seriam necessários...
Uma semana volvida, regressamos lá (eu e o meu respectivo...) e a mesma funcionária diz com a sua voz muito estridente - o que lhe valeu o baptismo de galinha ou gaivota - que para requerer a isenção do IMI é necessário projecto da casa com carimbo da Câmara Municipal da terreola e a planta de localização... e claro, gastar dinheiro na tesouraria do fisco, num dito Modelo I do IMI. Como a fila nunca mais terminava, ficou para outra investida...
Então eu, resignei-me e fui perder tempo à Câmara para solicitar o dito projecto com a dita planta de localização... confesso que me pareceu estranha a exigência, dado que 4 anos antes tinha pedido a isenção e não me tinha pedido nada destes documentos... enfim!
Saio da Câmara satisfeita de ter sido atendida em 10 minutos na secção de obras - coisa rara, nunca dantes vista!
Vou à tesouraria do fisco comprar o modelo I que a "galinha" exigia!
Paguei 80 cêntimos por dois papéis (mal e porcamente) fotocopiados e que à primeira vista me pareciam exactamente iguais. Mas como tinha ainda uma dúvida, fui novamente ao balcão do IMI para a colocar.
Sou atendida por outra funcionária... e esta faz uma coisa brilhante, a meu ver: antes de me responder à dúvida, pergunta qual o artigo sobre o qual quero pedir isenção. Eu como só queria ver respondida a minha questão, insisti... e ela insistiu também em primeiro consultar o "estado" do art.º matricial. E eu começo a discorrer sobre o que me tinha pedido a colega "galinha", quando ela me diz que nada disso, bastava preencher um impresso, que nem se paga e apresentar cópia da escritura de compra.
Ora nem pestanejei... se assim é, vamos lá já tratar disso!...
E foi assim que consegui...
Mas no fim das contas tive que ir lá 3 vezes para resolver uma coisa que tinha resolvido logo na 2.ª ida...
Fiquei a arder com 80 cêntimos no impresso que não era preciso...
E ainda tive que regressar à secção de obras e perder 45 minutos para dizer que já precisava do projecto e da planta (isto porque sou uma pessoa decente e achei por bem não fazer desperdiçar tempo aos funcionários camarários - que estão sempre também muito mas muito ocupados!).
Resumindo, se temos que ir a alguma repartição pública, o melhor é saber mais do que eles e nunca nos ficarmos com apenas a primeira informação...!
E agora pergunto: aquela "galinha" está lá a fazer o quê???? quem me paga a gasolina que gastei para lá ir e as horas de trabalho que pedi ao patrão para não trabalhar?? e o tempo que perdi na câmara, quem paga???
E só não gastei mais uns belos oiros no projecto e na planta porque me surgiu uma dúvida...!

19 de maio de 2010

Como é possível

Duas pessoas juntarem tanto tralhedo em apenas 4.5 anos???
Tanta bugiganga... tanto copo e tanta panela, e tanto pinchavelho que às tantas nem sabemos bem para que serve e porque razão o arranjámos ou achámos que tinha utilidade...??
Quando se muda de casa e se tem que encaixotar, ensacar e carregar ao lombo tanto deste tralhedo, tomamos consciência da quantidade de quinquilharia que nós, bichinhos homens/mulheres somos capazes de coleccionar em apenas 4 anos e meio...
Nem quero imaginar se tivéssemos que mudar de casa após 10 ou 15 anos... seria a loucura concerteza!
E chegamos à conclusão que até temos uma costela chata e estúpida que ainda nos instiga a guardar e a manter algum desse tralhedo... ou por questões meramente sentimentalonas ou por alguma vã esperança de que aquele pinchavelho venha a ter alguma utilidade que agora neste momento não vislumbramos, mas que quem sabe... podemos estar a desperdiçar um item que pode ser mesmo mesmo útil, e assim poupa-se dinheiro, guardando aquela relíquia!
E depois de acartar tudo dentro de caixotes e sacos e carregar tudo de uma casa para a outra, ter tudo atafulhado e ter que fazer o processo inverso? Desencaixotar, desensacar e arrumar tudo??!! E arranjar uma gaveta ou uma prateleira para colocar aquilo tudo...?
É perante este cenário que em certos dias me irrito comigo mesma e me pergunto porque raio tenho a mania de guardar tudo e além disso... é nestas alturas que tomo consciência de a maior parte das coisas que tenho "coleccionado" ao longo de minha não assim tão longa vida, são supérfluas... e como é que chego a esta conclusão??!!
Porque me pergunto o que levaria comigo sem falta se houvesse uma catástrofe... o que nunca deixaria para trás???
E concluo que levaria aquilo que mais necessito: roupa, sapatos, comida e algumas fotos de família e o meu livrinho da "escrita" (sim, porque eu sou mesmo uma sentimentalona...!). Todos os livros, cd's, dvd's que achava que tinha que ter para ser alguém mais "rico" teriam que ficar para trás...

18 de maio de 2010

Antevisão duma carreira brilhante!

O meu pequeno filho das duas uma:
ou vai ser ser um chefe de cozinha inovador, qual Jamie Oliver
ou
Eng.º informático ou electrotécnico!
É que com a predilecção que ele tem por colheres de pau dentro de tachos e panelas por um lado e por coisas eléctricas e electrónicas por outro... só pode!

Bichinhos invisíveis

Há uns bichinhos invisíveis que me atacaram e que são assim muito "malinos"... provocaram-me uma inflamação nas amígdalas e faringe...
É uma sensação de mal estar que já não experimentava há alguns bons anos... já não me lembro de me sentir assim tão em baixo, tão tolhida, sem acção e sem forças para combater umas dores que me incomodam numa acção tão simples como ingerir a minha própria saliva... uma acção que fazemos diariamente, de forma quase inconsciente e automática...
Incomodam-me sobremaneira quando tento fazer qualquer tipo de refeição, por mais curriqueira que seja, e acaba por me condicionar no que como... tudo o que seja de fácil "deglutição"... mas beber água é também um sacrifício!
E dormir??? Não consigo respirar pelo nariz e então lá fico de boca aberta, para a garganta secar e agravar ainda mais a dor que já me massacra de outra forma...
É uma sensação estranha, não estarmos de posse do nosso corpo, não sermos soberanos... é assustador pensar no que virá por daqui a 20 anos... quando certas "partes" desta máquina que é o nosso corpo humano deixarem de funcionar convenientemente e começarem a dar as suas avarias, como um carro desgastado pelos anos e por todas as tropelias que com ele cometemos... por todos os "pés-no-pedal-prego-a-fundo" e por todas as vezes que o deixámos na "reserva", ou que não lhe mudámos os filtros e fizémos as revisões dentros dos intervalos aconselhados pelo fabricante...
Se eu me sinto assim por causa de uma amigdalite-faringite... nem quero pensar se me der um enfarte do miocárdio ou coisa parecida...!

16 de maio de 2010

Como???

É que cuida de um filhote doentinho quando nós estamos ainda mais doentes que ele????

13 de maio de 2010

Mas porquê????

Se eu vou ao supermercado e quero comprar apenas 2 iogurtes, porque é que quando chego à caixa para pagar me dizem que ou levo os 4 ou não levo nenhum???
Será que não há nada na lei que diga que eu só sou obrigada a levar o que quero levar e como tal só pago o que quero levar??!!

Dias simples

Eram aqueles que eu era independente de tudo e de todos...
Saía de casa, com ou sem destino pré-definido.
Levava sempre dois companheiros inseparáveis: o caderno para escrever e o walkman com música para me alhear do mundo em geral... para ajudar a desvanecer o ruído do quotidiano, as vozes estridentes das pessoas.
E assim vivia no meu mundo muito próprio, só meu, falava de mim para mim, se assim o entendesse...
Parava para apanhar sol numa esplanada qualquer ou contemplar um pássaro ou uma flor num jardim...
O ideal era quando me abancava na esplanada com vista privilegiada para o mar da Arrifana, do qual agora vivo saudosa!...
Agora se andar com o caderno e o walkman, só servem para fazer peso na mala, porque não tenho tempo para lhes dar "atenção"... e não mais posso andar de phones nos ouvidos, porque preciso estar a atenta a certos barulhos e ruídos.
Já não tenho a independência de outrora, já não me posso deter em contemplações...
Umas coisas ganham-se, outras perdem-se!

10 de maio de 2010

És feliz?

Hoje cruzei-me no prédio do meu pai, onde morei mais de 23 anos, com um vizinho nosso, o sr. Dionísio, que tem 95 anos.
Fez uma festa quando me viu e cumprimentou-me com um abraço de alegria de quem reviu uma pessoa querida, que não vê há muito tempo!
Aquela alegria genuína tocou-me e fez-me recordar os meus tempos de pequenina, com pouco mais de 4/5 anos, em que ele estava sempre a ralhar connosco, porque nos portávamos como crianças que éramos!...
E ganhei o meu dia quando ele me disse emocionado que rever-me tinha-lhe "aumentado 1h de vida"...
E lá me fez as perguntas sacramentais nestas ocasiões...
Mas fez-me uma pergunta que eu não esperava... "és feliz?", mas à qual respondi inequívoca e prontamente com "sim, vizinho, sou feliz!!"

PS - tenho que enaltecer a alegria com que aquele senhor, já com 95 anos, encara a vida. Sempre bem disposto! E sai todos os dias de manhã para cumprir os seus afazeres. E ainda arranja tempo para ir fazer ginástica num circuito de manutenção física que construíram mesmo atrás do nosso prédio, em vez do parque infantil que estava sempre às moscas... E se lhe sobra tempo vai até ao ponto de convívio de velhotes e velhotas da cidade, para estar entretido! Nada o demove de viver... e nunca "sisudo", como ele afirma!

E eu digo de mim para mim... tomara eu chegar aos 75 e ter esta alegria e esta gana de viver...!

9 de maio de 2010

Quando?...

É que se pode chamar lar a uma casa?
Quando é que uma casa se torna realmente um lar??
No dia em que nos mudamos não é concerteza... isso seria demasiado rápido e instantâneo...
Um dia depois, uma semana?
Não, porque ainda nos estamos a habituar ao lugar das coisas, como os interruptores, aprender e conhecer o espaço, ter a noção do enquadramento das mobílias...
É quando colocamos as fotografias de familia nas paredes ou em cima dos móveis?
Talvez... ajuda a tornar a casa mais acolhedora...
Mas eu acho que só podemos chamar lar a uma casa quando nela se tem paz e sossego, quando a encaramos como um santuário, um refúgio para onde queremos regressar sempre! Quando estamos cansados de um dia estafante, quando queremos dar paz ao espírito.
Por isso, uma casa só se torna um lar quando tudo e todos nela, dentro dela, nos dão abrigo ao corpo e à alma!

Ruídos familiares

Filhote, como é que conseguiste dormir 2h que nem um anjinho enquanto aí mesmo ao teu lado estão a fazer obras e a partir tudo como se não houvesse amanhã e a fazer barulho que até eu tenho dificuldade em suportar???
Talvez te tenhas habituado ao barulho dos martelos eléctricos e das rebarbadoras, enquanto dormias descansado e protegido na minha barriga de mamã grávida... será que se tornaram ruídos familiares??...

6 de maio de 2010

os srs. da EDP são muita chatos, pá...

Vá lá uma pessoa tentar ir alterar um titular de contrato com a EDP???

Foi o que eu tentei fazer, sem sucesso...

Primeiro porque faltava a escritura de habilitação de herdeiros a atestar que eu sou a única pessoa que ainda pode pagar as duas contas de electricidade que os meus pais tinham com a dita companhia...

Depois de levar isso...

Ah, mas trouxe as leituras dos contadores??

Não, pá, mas eu não me preocupo com os acertos, afinal sou eu que as tenho pago até agora, em meu nome ou no dos meus pais... (têm a certeza que querem fazer acertos??? É que se calhar é a EDP que ainda me devolve dinheiro cobrado em excesso, porque as casas estão fechadas e sem ninguém para consumir electricidade..., mas vocês é que sabem!)

Mas tem que ser, porque senão não se consegue alterar o titular... (outra forma bonita de me mandar fazer o trabalho dos senhores que deviam fazer as leituras periódicas... mas a mim não me pagam para fazer esse trabalho!)

Ah e não se esqueça de trazer as cadernetas prediais!

Mas diga-me para que precisam das cadernetas prediais?

Porque temos que pôr os artigos matriciais no contrato!

("Hein? Mas o que interessa não é a morada do local? Ou vão dar conhecimento às Finanças??? É que eles já sabem!)

Em suma: a EDP prefere enviar facturas de cobrança a pessoas que já faleceram, só porque têm uma tonelada de requisitos burocráticos, que em nada ajudam... a sorte deles é que eu vou pagando as facturas!...

Curiosidade: logo de seguida fui à empresa que me abastece a água e sabem o que me pediram??? Só o meu Bilhete de Identidade... enfim!

Tudo na vida muda...!

O ser humano é um ser insatisfeito, por natureza...
E eu não sou excepção à regra!
Mas há momentos na vida em que as mudanças se dão a uma velocidade estonteante. Tanto boas como más...
E eu tenho assim um bicharoco ca dentro que por vezes acolhe bem certas mudanças, mas outras nem tanto. Leva o seu tempo, a enquadrar na moleira, a depois processar, a depois se acostumar e por fim aceitar e perceber que nem havia razão para resistir. (espero que os meus chefes nunca leiam isto!...)
E já passei por tantas ao longo da vida, mas foram espaçadas, deram tempo ao meu bicharoco para fazer este processo de aceitação.
Mas agora estou a passar por uma série delas, todas ao mesmo tempo e em campos da minha vida bastante importantes, a listar:
- mudei/estou a mudar de casa: o que o meu bicharoco já ansiava por esta mudança...
- mudei de categoria profissional - logo, recebi um aumento mais "agradável" o que é uma benção na presente conjuntura
- mudei recentemente de local de trabalho: esta foi mais que desejada!!!
- vou mudar o puto de infantário.
E é nesta ultima que o bicharoco já começou a remoer... porque tenho receio de mãe, porque sinto que ele está bem entregue, que as pessoas que estão com ele diariamente têm feito um bom trabalho e isso reflecte-se na evolução positiva e desenvolvimento do meu "caluxinho".
Mas com a presente conjuntura, há que fazer "ajustes" financeiros e consegui encontrar um infantário que custa menos de metade do que o actual.
Apesar de saber que não há mal nenhum em mudar, tenho receio, por ele e por mim!...
A ver quanto tempo o bicharoco leva a acostumar-se a esta???